Mochilando pelas Filipinas – dicas, lugares para conhecer, preços, etc

Ainda pouco explorada por brasileiros, as Filipinas guardam praias paradisíacas, um povo muito receptivo e uma cultura única na Ásia.

Vai fazer um mochilão pelo continente? Então considere dar um pulo por aqui!

Câmbio oficial (fev/2018)
1 real = 15,67 pesos filipinos
1 dólar = 51,62 pesos filipinos
1 euro = 63,20 pesos filipinos

Bandeira das Filipinas

História

As Filipinas possuem uma história interessante, que marcaram suas diferenças em relação a outros países asiáticos.

Este pequeno arquipélago, composto por mais de 7 mil ilhas, passou a ter importância para o mundo ocidental depois que o navegador Fernão de Magalhães, à serviço da Espanha, atracou por aqui em 1521, durante a primeira navegação de volta ao mundo da história. Fernão tentou converter o povo da região ao catolicismo. Teve sucesso com a ilha de Cebu, mas ao tentar, por meio da violência, realizar a mesma empreitada em outra ilha, acabou sendo morto em uma batalha.

Em 1543, uma expedição de colonização espanhola chegou àquele arquipélago e renomeou algumas ilhas com o nome de Filipinas, em homenagem ao rei Filipe II. Posteriormente, o nome foi aplicado a todo o atual país. Em 1571, a Espanha estabeleceu sua capital em Manila, garantindo seu domínio por mais de 3 séculos.

No final do século XIX, movimentos pedindo a independência das Filipinas começaram a surgir. O início da reforma foi atribuído a José Rizal, considerado até hoje como um herói nacional. Rizal acabou sendo assassinado, mas isso só fortaleceu o movimento. Os EUA, que já estavam em guerra com a Espanha por conta das colônias de Cuba e Porto Rico, apoiaram a independência, e a República das Filipinas foi declarada em 12 de junho de 1898.

Plaza Salcedo, Vigan, Filipinas
Estátua de Rizal em Vigan

Mas os Estados Unidos, claro, tinham segundas intenções, e as Filipinas apenas passaram da mão da Espanha para a mão dos norte-americanos. Os antigos aliados passaram a ser vistos como inimigos, e a guerra filipino-americana aconteceu. Os americanos mandaram os rebeldes para campos de concentração e assassinaram quase 10% da população. O desfecho foi a favor dos EUA. A República foi dissolvida e o país que mal havia nascido voltou a ser uma colônia. Mas, com o tempo, os novos ocupantes passaram a ser bem recebidos, e as Filipinas até os apoiaram nas guerras da Coreia e do Vietnã. O inglês passou a ser uma língua oficial, e o basquete se tornou o esporte preferido no país. Centros educacionais protestantes também surgiram na região, embora o catolicismo tenha prevalecido.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os filipinos sofreriam mais um duro golpe. Entre 1941 e 1942, o Japão iniciou uma campanha para invadir esta colônia dos EUA, e foi bem sucedido. Pelos 3 anos seguintes, as Filipinas ficaram sob domínio japonês. A capital Manila, reconhecida na época como a cidade mais bonita da Ásia, foi reduzida a escombros.

Em 1944, os EUA iniciaram uma campanha para recuperar sua colônia, e conseguiram expulsar os japoneses das Filipinas em 1945. No ano seguinte, vendo que já não valia a pena manter aquela colônia, os norte-americanos finalmente reconheceram a independência das Filipinas.

O novo país, completamente arruinado, sofreu para se reerguer, e até poucos anos atrás era visto como o “doente da Ásia”. Atualmente, a situação melhorou bastante, e a economia filipina, ainda que modesta, já é a 39° do mundo. Os turistas foram chegando aos poucos, o que ajudou a trazer dinheiro ao país.

Atualmente, a desigualdade social ainda é bem grande, e isso se vê principalmente em Manila, onde os bonitos e modernos edifícios altos contrastam com a pobreza que se espalha pelas ruas.

Manila, Filipinas
Festival no centro de Manila

Resumo da nossa viagem

  • 55 dias;
  • Total gasto: 5986 reais (duas pessoas, fora as passagens para chegar lá);
  • Média diária: 108,84 reais
Roteiro pelas Filipinas
Nosso recorrido pelas Filipinas

Lugares que visitamos

E, apesar de termos ficado quase 2 meses no país, ainda faltou muita coisa para ver. Há lugares para nadar com tubarões ou tartarugas, vulcões, praias paradisíacas desertas e tudo mais!

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Preços e gastos

As Filipinas são um país com um custo de vida bem baixo, se comparado com o Brasil. Chegamos a almoçar por menos de 2 reais, conseguimos hotel com TV, ar condicionado e banheiro privado por menos de 40 reais, e os ônibus dentro das cidades custam menos que 60 centavos.

Apesar disso, viajar por lá não é necessariamente barato. O fato de o país ser composto por inúmeras ilhas encarece as coisas, já que você vai gastar uma grana razoável com barcos ou avião. Além disso, há taxas para tudo: taxa ambiental, taxa de conservação, taxa portuária, taxa municipal, taxa da taxa. Ainda que não sejam absurdas, todas elas somadas representam uma quantia considerável.

Por último, a rede de transporte público do país deixa bastante a desejar. Ocasionalmente você acabará tendo que pegar um táxi ou um triciclo. Os ônibus intermunicipais não são dos mais econômicos, e às vezes o transporte é feito em vans sem bagageiro, e você acabará tendo que pagar um assento extra para por as mochilas.

Jeepney que faz o trecho Banaue - Batad
Jeepney – transporte público comum no país

Vamos aos nossos gastos pelo país:

*Os gastos são para duas pessoas

  • Supermercado

Total que gastamos: 747,50 reais (13,58 reais/dia)

O preço dos supermercados nas Filipinas são parecidos com os do Brasil. Cosméticos de um modo geral são mais baratos, assim como a comida enlatada, miojo, macarrão, arroz e sorvete (achamos corneto por 1 real). Bebidas (alcoólicas ou não alcoólicas)  costumam ser um pouco mais caras. Carnes ficam na faixa dos 15 a 20 reais o quilo. Mesmo aquelas carnes que são baratas no Brasil (fígado, língua, etc), por aqui ficam nesta mesma faixa de preço.

Agora, o que é caro mesmo, são as frutas e verduras. Chegamos a achar limão e tangerina sendo vendidos a 2 reais a unidade. Vegetais como cenoura, alface e cebola custam umas 2 ou 3 vezes mais do que no Brasil. Se você é vegetariano, talvez sofra um pouco por aqui.

Água também pode representar um gasto considerável: uma garrafa de 5 litros de água pode custar uns 5 ou 6 reais. Como faz muito calor, duas pessoas consomem isso facilmente por dia. Porém, se você ficar de olho, encontrará lugares que enchem um garrafão com água purificada por menos de 20 pesos. Também é comum hotéis disponibilizarem água de graça para os hóspedes.

Aqui deixamos um vídeo mostrando como é um supermercado por lá:

  • Restaurantes

Total que gastamos: 816,98 reais (14,85 reais/dia)

Apesar de as comidas nos supermercados serem caras no geral, é possível almoçar fora nas Filipinas de maneira incrivelmente barata. Os lugares mais econômicos são as carinderías, facilmente reconhecidas por deixarem as panelas do lado de fora. Um almoço nestes lugares, composto por arroz e uma carne, fica na faixa dos 50 pesos (menos de 4 reais), mas já chegamos a pagar apenas 25 pesos. Nas redes de fastfood (o Jollybee é uma das mais famosas) também é possível almoçar a partir 50 pesos. A comida não costuma vir muito servida, mas vale o preço.

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Agora, se você quer variedade, esqueça: por conta dos preços altos das verduras, os pratos mais econômicos costumam ser compostos apenas por arroz e um pedaço de carne, mais nada.

Se você prefere comer em lugares mais sofisticados, também dá para comer muito bem gastando relativamente pouco dinheiro. Em um de nossos dias de luxo, nós almoçamos em um restaurante de comida e bebida a vontade (incluindo cerveja e camarão) por 38 reais por pessoa.

  • Hospedagem

Total que gastamos: 2266,51 (41,24 reais/dia)
Mais barata: 23,30 reais
Mais cara: 70 reais

As hospedagens nas Filipinas também não são caras, principalmente para quem viaja em casal. Um quarto para duas pessoas fica na faixa dos 40 reais (às vezes com TV e ar condicionado), embora já chegamos até a nos hospedar por pouco mais que 10 reais cada um.

De uma forma geral, a oferta de hotéis e pensões é bem grande nos lugares turísticos. Nas cidades grandes, vale a pena fazer uma reserva antes, mas nas praias dá para chegar lá e buscar com a mochila nas costas (exceto em feriados). Apenas evite pegar dicas com os taxistas ou com o pessoal dos triciclos, pois eles vão te levar para algum lugar caro. Às vezes nem é por maldade, mas eles simplesmente não conseguem entender que alguém possa querer viajar de maneira econômica (acho que estão acostumados com turistas chineses, que gastam bem).

O Booking é uma boa plataforma para encontrar hospedagens, embora o menos conhecido Agoda também faça muito sucesso no país. Também já encontramos hotéis bastante econômicos no Hoteis.com. Vale a pena pesquisar em todos estes sites. Nas cidades maiores, o AirBnb também funciona muito bem (nunca usou o AirBnb? Então pegue um vale de 130 reais aqui).

Pousada Simon
Hotel simples nas Filipinas

Ah, se você é daqueles que gosta de cozinhar sua comida para economizar, vai ter dificuldades: como o país não é muito visitado por mochileiros, poucas hospedagens oferecem cozinha. Algumas até dizem que tem, mas na verdade apenas vendem comida pronta. Porém, praticamente todas oferecem água quente grátis, que pode servir para preparar um miojo ou um noodles.

  • Transporte

Total que gastamos: 1707,55 reais (31,05 reais/dia)

O transporte é algo que pesa no bolso. Você pode até conseguir se virar de carona dentro das ilhas, mas para ir de uma ilha a outra não vai conseguir escapar dos barcos.

Aqui listamos quanto pagamos (por pessoa) em cada viagem que fizemos dentro do país:

-Barco de Manila a Corón (em cama, classe econômica, com 3 refeições): 1200 pesos;

-Barco Corón – El Nido (barco lento, econômico): 1100 pesos;

-Ônibus El Nido – Puerto Princesa (ônibus velho, mais barato): 300 pesos;

-Barco Puerto Princesa – Iloilo (teoricamente 36h, classe turística): 1150 pesos;

-Van de Iloilo até onde pega o barco para Boracay (5h): 350 pesos;

-Barco até Boracay: 25 pesos (+100 de taxa portuária);

-Barco de Iloilo a Bacolod: 190 pesos;

-Ônibus de Bacolod a San Carlos (ônibus confortável): 153 pesos;

-Barco San Carlos – Toledo: 100 pesos;

-Van Toledo – Naga: 100 pesos (tivemos que pagar mais 100 por um lugar extra para as mochilas);

-Ônibus Naga – Moalboal – 101 pesos;

-Ônibus Moalboal – Cebu: 130 pesos;

-Barco Cebu – Bohol: 400 pesos (+ 50 de mochilas);

-Barco Cebu – Manila (3 refeições, classe econômica, em cama): 2290 pesos;

-Ônibus Manila – Vigan (8 horas, ônibus semi-leito): 600 pesos;

ViganSagada (combinação de vários transportes): 430 pesos;

SagadaBatad (2 jeepneys e 1 van): 340 pesos;

-Ônibus Banaue – Manila (8h, ônibus normal): 490 pesos;

Em cada viagem de barco é preciso pagar a taxa do porto, que fica entre 15 e 30 pesos (exceto para Boracay, que eles metem a faca).

Dentro das cidades, os jeepneys (antigos veículos de guerra, convertidos em ônibus) custam na faixa de 6 a 10 pesos. Os triciclos cobram algo entre 100 e 150 pesos para corridas longas (de 6 a 10 quilômetros), ou na faixa de 50 pesos para corridas curtas.

Fizemos um vídeo mostrando como é viajar de barco por lá:

  • Passeios

Total que gastamos: 218,95 reais (3,98 reais/dia)

Os gastos com passeios podem ser consideráveis nas Filipinas. Apesar de 2 reais por dia por pessoa não pareça algo relevante, vale lembrar que fizemos bem poucos passeios por lá.

O problema é que, além de cobrarem entrada e taxa de tudo, muitos deles exigem guias. Em Palawan, por exemplo, estão as praias mais bonitas do país, mas para chegar até elas é só pegando uma excursão de barco. Alguns passeios, por mais banais que pareçam, exigem a contratação de um guia.

Alguns exemplos de passeios:

-Tour pelas ilhas de Corón: 900 a 1500 pesos por pessoa (dependendo das ilhas visitadas);

-Tour pelas ilhas de El Nido: 1300 a 1600 pesos por pessoa;

-Contratação de um guia: na faixa de 1000 pesos por dia (preço por grupo).

-Entradas: de 10 a 80 pesos.

Ainda assim, dá para curtir muito do país sem gastar com tours.

Lagoa Kayangan, Coron, Palawan, Filipinas
Tour por Corón. Caro, mas compensa

Cultura e religião

Por conta da colonização espanhola, as Filipinas se parecem mais com um país da América Latina do que com seus vizinhos da Ásia. A maioria da população é católica, as cidades antigas possuem aquela arquitetura característica dos tempos coloniais e os costumes são parecidos. Se você não quer ter um choque cultural, escolher as Filipinas para começar sua viagem pela Ásia pode ser uma boa.

A influência da Espanha também se percebe nos nomes das cidades e nos sobrenomes das pessoas.

Viajando pelo país

Apesar da grande quantidade de ilhas, viajar pelas Filipinas não é difícil. Há barcos fazendo praticamente todas as rotas principais. Para rotas mais longas, vale a pena comprar a passagem com antecedência para garantir os lugares mais econômicos. Alguns trâmites levam uma noite inteira (às vezes até duas), e a viagem é feita em beliches.

A principal empresa que faz viagens de longa distância é a 2Go! Travel. Você pode comprar as passagens pela internet ou nos diversos postos de atendimento. Para viagens curtas, é só chegar no porto e comprar a passagem para a próxima saída, ou ver nas agências de turismo.

Barco Milagrosa
Viajando de barco pelas Filipinas

Um circuito clássico, para quem tem tempo, é fazer um circuito triangular (como nós fizemos): seguir de Manila a Palawan, de lá cruzar para Iloilo e dar um pulo nas belas praias de Boracay, depois seguir para a ilha de Negros, Cebu e Bohol. Também pode visitar as cidades ao norte de Manila para ver os arrozais e algumas cidades coloniais, como Vigan.

Voar no país também é uma opção interessante para não perder tempo. Algumas empresas econômicas que voam no país são: Cebu Pacific, AirAsia, JetStar e Philippine Airlines.

Procure ter um cronograma flexível se for viajar de barco. Não é incomum os barcos atrasarem 1 ou 2 dias por conta de mau tempo. Em um caso extremo, pegamos um furacão pelo caminho e ficamos ancorados 4 dias em uma pequena ilha (fizemos um vídeo mostrando como foi):

Mulheres viajando

É possível encontrar absorventes em qualquer supermercado e de marcas conhecidas no ocidente. Absorventes internos, porém, são bem difíceis de achar. Se possível, traga alguns de reserva para não ter problemas.

Quanto ao assédio, talvez você receba uma ou outra cantada pela rua, mas no geral os filipinos são bem menos machistas do que nos países do continente americano. Há alguns comportamentos que podem ser confundidos: uma buzinada, por exemplo, pode ser apenas um taxista oferecendo seus serviços. Um cara que vem puxar papo não está necessariamente dando em cima de você – pode ser apenas alguém curioso em conversar com um estrangeiro (independente se é homem ou mulher).

Crianças brincando na praia de Cuyo
Crianças brincando na praia de Cuyo

Homossexualismo

O homossexualismo (tanto masculino quanto feminino) é bem aceito nas Filipinas. De fato, aparentemente foi o país com menos preconceito que já visitamos. Homens ou mulheres homossexuais podem viajar sem problemas e sem precisar esconder sua orientação sexual.

Costumes e etiqueta

Esqueça os bons modos na mesa: pode comer fazendo barulho, chupar o osso do frango e mandar aquele arroto depois de comer. Tudo isso é comum no país, e não demonstra falta de respeito.

Na Ásia é comum as pessoas tirarem os sapatos para entrar em casa. Os filipinos não levam esta tradição muito a sério, mas é bom prestar atenção quando for visitar a casa de alguém para não cometer nenhuma gafe.

No mais, os costumes são parecidos com os do Brasil.

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Rede elétrica

As tomadas das Filipinas são geralmente de 2 pinos chatos. Em alguns lugares é possível encontrar tomadas de pinos redondos, mas é raro.

A rede elétrica é de 220V, 60Hz.

Chegando e saindo do país

A porta de entrada e de saída das Filipinas geralmente é o aeroporto de Manila, considerado por muitos o “pior aeroporto do mundo”. O terminal de voos internacionais é bom, mas o de voos internos é pior do que uma rodoviária. É bom ver certinho em qual terminal você vai, pois eles são longe um do outro. Há um ônibus grátis que faz a conexão, mas ele vai por vias públicas, o que pode ser um inferno nos horários de pico.

As Filipinas exigem ticket de saída do país, e esta exigência é levada a sério. Muitas empresas não te deixam nem embarcar se você não apresentar uma comprovação de voo de saída (eles ligam para conferir se a reserva está paga). Na imigração, porém, não nos pediram nada.

A maioria das nacionalidades tem o direito de permanecer 29 dias no país. Brasileiros, por incrível que pareça, levam uma vantagem: recebem 59 dias. Não é preciso tirar visto com antecedência.

Lemos em vários lugares que era preciso pagar uma taxa para sair do país, mas nós não tivemos que pagar nada. Talvez já tenham deixado de cobrar essa taxa.

Cachoeiras de Kawasan
Cachoeiras de Kawasan

Comida

A comida filipina nos surpreendeu na chegada e nos decepcionou com o passar do tempo. Alguns restaurantes realmente acertam a mão nos temperos e preparam pratos deliciosos. Outros parece que nem sal colocam.

De uma maneira geral, a comida econômica nas Filipinas é composta unicamente por arroz (em porções generosas) e carne (em porções humildes). Restaurantes mais sofisticados podem variar mais o cardápio.

Outra coisa que notamos foi que, contrariando as expectativas, quanto mais caseira é a comida, pior ela é. As comidas das lanchonetes de Manila ou das redes de fastfood são saborosas, enquanto as servidas nas casinhas dos vilarejos não têm gosto de nada (há exceções, mas não muitas).

Se você for almoçar tarde, não se surpreenda se a comida vier fria (e isso vale inclusive para os restaurantes mais chiques).

Ah, e cuidado com uns ovos cozidos que vendem pelas ruas. É uma comida típica do país: o ovo vem com um embrião de pato dentro. É horrível.

Praia de Alona, em Bohol
Praia de Alona, em Bohol

Dinheiro

É possível trocar dólares nas cidades grandes ou nas cidades turísticas do país. Não vimos casas de câmbio grandes – geralmente quem troca dinheiro são as agências de turismo e alguns comércios. E, surpreendentemente, a melhor cotação que vimos para trocar dólares foi no aeroporto de Manila, assim que chegamos.

Euro e moedas de outros países asiáticos também são fáceis de trocar. Real, esqueça.

Há caixas eletrônicos que aceitam cartões internacionais. Geralmente cobram uma taxa de 200 a 250 pesos por saque. Dizem que os HSBC não cobram nada, mas não vimos nenhum caixa deste banco no país.

Nós temos cartões Mastercard e VISA, e só conseguimos fazer saques usando o VISA. Tentamos o Mastercard em diversos bancos e sempre deu erro.

Rua Crislogo, Vigan, Filipinas
Cidade colonial de Vigan

Idioma

Há vários idiomas oficiais nas Filipinas, mas o mais falado é o tagalo. O inglês também é uma língua oficial, e dizem que as aulas são ministradas neste idioma. Assim, a maioria dos filipinos consegue se comunicar bem na língua inglesa. Pessoas mais humildes e que não tiveram acesso à educação, porém, podem ter mais dificuldades.

Os programas da TV chegam a ser engraçados: as pessoas estão falando em tagalo e, do nada, começam a falar inglês. Deve ser uma medida para reforçar o aprendizado dos dois idiomas. Filmes americanos são deixados no idioma original.

Outra língua que influenciou nas Filipinas é o espanhol. É comum que os números sejam ditos neste idioma. Palavras como pasajero, esquina e gasolinera também não são difíceis de escutar.

Sobre o tagalo, é bom aprender a dizer “obrigado” (selamat) e entender a expressão “pô”. O “pô” é colocado no fim da frase para indicar respeito. Portanto, se for agradecer a uma pessoa mais velha, pode dizer “thank you, pô”, ou, em tagalo, “salamat, pô”.

Mergulhando em Corón
Mergulhando em Corón

Segurança

Achamos as Filipinas um país bem seguro para viajar. Nas cidades grandes (principalmente Manila) é bom tomar cuidado com batedores de carteira ou com pessoas que parecem amigáveis demais. Mas nada além do que qualquer brasileiro já esteja atento.

Por todo o restante do país você pode viajar sem problemas, exceto na ilha de Mindanao. Esta possui grupos rebeldes radicais, e já foram registrados sequestros de turistas. Há cidades pontuais em Mindanao que você pode visitar, mas viajar pelas estradas não é boa ideia. O melhor é evitar esta ilha para não ter problemas.

Manila
Manila

Internet

Usar a internet nas Filipinas requer paciência. Em praticamente todos os hotéis que nos hospedamos a internet era bem lenta, e em alguns o sinal do wi-fi nem chegava no quarto.

Em portos, aeroportos e praças às vezes é oferecido wi-fi grátis, mas eles mandam um SMS para validar, o que dificulta a vida de quem não tem um número local.

Enfim, você vai conseguir falar com seus amigos no whatsapp e postar suas fotos no instagram ou facebook, mas terá dificuldades em ver um vídeo no youtube ou conversar pelo skype. Melhor se desconectar por alguns dias e curtir as belas praias que existem por lá.

Praia de Atwayan, Coron, Palawan, Filipinas
Praia de Atwayan, Corón

O povo filipino

Há dois tipos de filipinos: os extremamente simpáticos, sempre dispostos a ajudar, e os que não se darão nem ao trabalho de responder ao seu “bom dia”. Felizmente, a grande maioria pertence ao primeiro grupo. E, como já é de se imaginar, o povo de Manila costuma ser mais fechado que os das cidades menores.

Não achamos o filipino malandro, e nunca tentaram nos cobrar mais caro por sermos estrangeiros (exceto os taxistas do aeroporto – pegue um com taxímetro, pois os que tentam fazer a viagem fechada metem a faca).

A única malandragem comum por lá (não muito comum, mas nos aconteceu algumas vezes) é a de mentirem as distâncias para tentar te levar na moto. Às vezes uma coisa está a 800 metros e eles falam que está a 5 quilômetros. Se você vai a um terminal de ônibus e há uma van indo para o destino que você quer ir, o cara da van vai tentar te convencer que o ônibus demora 2 horas mais (quando na verdade demora a mesma coisa).

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Outra coisa é que eles não conseguem entender que um turista viaje em modo econômico. Quando você pergunta o preço em um hotel, é provável que te deem o preço do quarto mais luxuoso. Sempre pergunte se há uma opção mais econômica. Se você estiver caminhando pela rua, as motos vão te cercar e insistir em te levar. É difícil convencê-los de que preferimos caminhar 15 minutos a pagar 15 pesos pela moto.

Barganhar

Chorar desconto nas Filipinas não é algo comum, e não costuma dar muito resultado. Vale a pena dar uma barganhada no preço dos triciclos e dos táxis, principalmente para corridas longas (geralmente conseguíamos baixar uns 50 pesos em uma corrida que custaria 200).

Os tours no geral têm preços tabelados, e você raramente vai conseguir um valor mais barato do que o anunciado. Às vezes é possível conseguir um snorkel ou um pé de pato grátis, mas só.

Triciclo - Filipinas
Andando de Triciclo pelas Filipinas

É isso, pessoal! Espero que tenham curtido nossas dicas deste país relativamente pouco explorado por brasileiros.

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