Mochilão por Honduras – roteiro, gastos, dicas, fotos, etc

Com ruínas maias, praias de água cristalina e uma natureza exuberante, Honduras é uma joia na América Central ainda pouco conhecida. Aventure-se por aqui e descubra os segredos deste paraíso!

Câmbio oficial (junho/2017)
1 real = 7 lempiras
1 dólar = 23,45 lempiras

Mucuvinha em West Bay
Mucuvinha em Roatán

Honduras

Com a fama injusta de ser “o país mais perigoso do mundo”, Honduras raramente aparece nos planos de viagem de quem sai de férias. Mesmo muitos daqueles que vão se aventurar pela América Central acabam pulando este país, seguindo diretamente para El Salvador ou para a Guatemala.

As cidades grandes (Tegucigalpa e San Pedro Sula) realmente possuem taxas de mortalidade bastante elevadas, mas isso é por conta de guerras entre traficantes e polícia, e em nada afeta o turista que está por lá.

Se você deixar esses preconceitos de lado e der uma chance a Honduras, temos certeza que sairá encantado: há muito a ser explorado por aqui, e o melhor é que você não terá que pagar valores exorbitantes ou disputar uma foto com milhares de outros turistas.

Aqui damos todas as dicas para que você possa curtir este país ao máximo!

Centro Histórico de Tegucigalpa, Honduras
Centro Histórico de Tegucigalpa

Lugares que passamos

  • Tegucigalpa, a vibrante capital do país;
  • Trujillo, o primeiro lugar do continente americano pisado pelos espanhóis;
  • Roatán, a ilha que já foi considerada a terceira mais bonita do mundo pelo TripAdvisor;
  • Utila, um dos lugares mais baratos do mundo para fazer um curso de mergulho;
  • Ruínas de Copán, uma das mais espetaculares do mundo maia.

Outros lugares que não visitamos, mas que merecem a visita:

  • A Biosfera do Rio Plátano, a Amazônia da América Central;
  • As Cuevas de Talgua;
  • A cidade colonial de Gracias;
  • As paradisíacas ilhas de Cayos Cochinos.

E muitos outros que você só vai descobrir estando lá!

Aqui está nosso roteiro:

Mochilão em Honduras
Nosso recorrido por Honduras

Honduras é um país pequeno e fácil de viajar. Com um circuito circular você visitará praticamente todas as atrações conhecidas.

Aqui vão nossos números:

  • 37 dias
  • 3506,26 reais gastos* (incluindo o curso de mergulho)

Sobre os gastos*, ficou assim:

  • Hospedagem: R$ 696,83
  • Transporte: R$ 269,28
  • Mercado: R$ 763,65
  • Restaurante: R$ 746,47
  • Passeios: R$ 146,80
  • Taxas de entrada: 3 dólares por pessoa
  • Outros: R$ 854,94 (coloquei aqui o curso de mergulho)

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

A média diária* ficou:

  • Média: R$ 94,76/dia
  • Média (sem o curso de mergulho): R$ 73
  • Hospedagem: R$ 18,83/dia
  • Hospedagem (excluindo os dias que dormimos de graça): R$ 34,84/dia
  • Transporte: R$ 7,28/dia
  • Mercado: R$ 20,64/dia
  • Restaurante: R$ 20,17/dia
  • Passeios: R$ 3,97/dia
  • Outros: R$ 23,11/dia

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

Gastos em Honduras
Distribuição dos nossos gastos em Honduras

A distribuição das hospedagens foi assim:

  • Pagas: 20
  • Grátis: 16

Os locais onde dormimos foram:

  • Hotel/hostel: 29
  • Amigos: 7

As 9 hospedagens grátis que conseguimos nos hotéis foram em troca de divulgar o lugar em nosso blog.

Mucuvinha na Fortaleza de Sant Bárbara - Trujillo, Honduras
Fortaleza de Santa Bárbara, em Trujillo

Preços

Honduras é um país bastante econômico se comparado ao Brasil. Quem vem da Nicarágua talvez ache Honduras um pouco mais caro (se precisar comprar itens de higiene, melhor trazer de lá), mas a diferença é pequena.

  • Hospedagens: Não é difícil encontrar hospedagens econômicas em Honduras, embora o preço varie bastante dependendo do lugar. Em algumas partes, ficamos em hotéis bem simples por 350 lempiras para um casal, enquanto em outras conseguimos lugar melhor por 200 lempiras. E, por mais que pareça estranho, os hotéis com melhor custo/benefício estão nas regiões mais turísticas.
  • Mercado: Os preços dos supermercados em Honduras são bastante parecidos com os do Brasil. Frutas e verduras, no geral, são mais baratas.
    Se for para as ilhas da baía, espere pagar por lá pelo menos o dobro do que o valor praticado no continente.
  • Transporte: Os ônibus em Honduras não são baratos, mas como as distâncias são pequenas você acaba não gastando tanto.
    Aqui estão os gastos de alguns trechos:
    -Tegucigalpa – Juticalpa: 109 lempiras, ônibus grande
    -Trujillo – La Ceiba: 140 lempiras, micro-ônibus
    -La Ceiba – San Pedro Sula: 115 lempiras, ônibus grande
    -San Pedro Sula – Copán Ruínas: 140 lempiras, van
    -Copán Ruínas – Ocotepeque: 200 lempiras, micro-ônibus
    -Ocotepeque – Fronteira com El Salvador: 20 lempiras, vanEm Honduras (assim como em quase toda a América Central) há serviços de shuttles, que são vans privadas que viajam por praticamente todo o país e te buscam no hotel. Geralmente custam 4x mais caro que os ônibus normais. Se a grana tiver sobrando, é uma boa alternativa para economizar tempo, já que elas são diretas.
  • Restaurantes: Almoçar fora em Honduras é barato. Nos lugares mais simples se encontra menus a partir de 45 lempiras. Nos restaurantes turísticos, os pratos costumam custar a partir de 150 lempiras.
    As redes internacionais de fast-food são uns 30% mais baratas que no Brasil.
  • Bebidas: Uma lata de cerveja nacional no supermercado geralmente fica entre 15 e 20 lempiras. Nos bares, este valor já sobe para algo entre 25 e 35 lempiras.
    Nos bares turísticos os valores costumam ser em dólar. Os drinks geralmente saem na faixa de 2 dólares.
Igreja do Calvário, no Centro Histórico de Tegucigalpa
Igreja do Calvário, no Centro Histórico de Tegucigalpa

Dinheiro

A moeda oficial de Honduras é a lempira. Praticamente não existem casas de câmbio no país, mas a maioria dos bancos troca dólares por uma cotação muito parecida com a do câmbio oficial (na época que visitamos, o melhor banco para trocar era o Atlántida). Euro também é aceito, mas espere perder um pouco na conversão desta moeda.

Nas regiões com bastante turismo internacional (ilhas da baía, Trujillo, Copán) é comum os hotéis e restaurante darem o preço em dólares. Nestes casos, geralmente dá na mesma pagar em dólares ou lempiras, mas convém perguntar a quanto estão fazendo o câmbio para decidir qual é a moeda mais vantajosa.

Caixas automáticos abundam no país, e geralmente não cobram taxas para saques com cartões internacionais. Note que poucos trabalham com chip (talvez nenhum), portanto clonagens acontecem. Procure usar sempre os caixas eletrônicos que estão dentro das agências bancárias para evitar problemas.

Ruínas de Copán
Ruínas de Copán

Água

Em alguns lugares a água da torneira é própria para o consumo humano, mas isso não é regra. Convém sempre perguntar.

Se preferir usar água mineral, a dica é comprar em saquinhos: nos supermercados, é possível encontrar saquinhos de água de 500ml por 1 lempira (na rua ou nas ilhas este valor sobe para 3).

Rede elétrica

As tomadas no país são no formato dos Estados Unidos, com dois pinos chatos. Em alguns lugares é possível encontrar tomadas com suporte a pinos redondos, mas são poucos. Bom levar um adaptador.

A rede é de 120V, 60Hz. Oscilações são comuns, principalmente fora da capital. Tenha cuidado com equipamentos mais sensíveis.

Roatán, Honduras
Mãe brincando com o filho em Roatán

Carona

Viajar de carona em Honduras é fácil. Esta é uma ótima maneira de economizar dinheiro e ganhar tempo, já que os ônibus costumam parar muito.

A técnica de esticar o polegar funciona (não tentamos, mas pegamos essa informação com outros viajantes), mas o melhor é conversar nos postos de gasolina ou nos restaurantes de estrada.

Também não é raro alguém passar e te oferecer carona. E não se preocupe, não vão te pedir dinheiro nem colaboração para a gasolina.

Mucuvinha de carona em Honduras
Viajando de carona em Honduras

Viajando de ônibus

Uma das dificuldades de se viajar de ônibus em Honduras é que as cidades não costumam ter um terminal (o único terminal que vimos foi em San Pedro Sula). Nas cidades pequenas, geralmente os ônibus saem de alguma praça ou de algum posto de gasolina (e costumam ter pontos distintos de saída conforme o destino). Nas maiores, cada empresa tem a sua garagem.

Outra dificuldade que vimos é que comprar passagem adiantado não é uma garantia de que você vai viajar sentado. As passagens funcionam meio como um vale. Quando o ônibus chega, o pessoal faz fila. Quem pegar lugar, pegou. Se não conseguiu, espere o próximo ou vá em pé (se a empresa permitir).

Nunca nos cobraram pelas bagagens.

Parque Nacional Capiro Calentura
Seguindo a trilha no Parque Nacional Capiro Calentura, em Trujillo

Turismo

As Ilhas da Baía são lugares muito turísticos, cheio de visitantes de todos os lados do mundo. No restante do país, o turismo está se desenvolvendo a passos lentos. Os sites oficiais da Secretaria de Turismo possuem informações desatualizadas, e nem perca tempo entrando em contato pois ninguém irá responder.

O lado bom é que o turista não é visto como um caixa eletrônico ambulante. Nunca vimos um ônibus, hotel, restaurante ou táxi querer cobrar mais caro de nós só porque somos estrangeiros.

O povo

O hondurenho é muito simpático e sempre está disposto a ajudar. Como não estão muito acostumados com o turismo estrangeiro, é bem possível que venham conversar com você e perguntar sobre seu país.

Se você é do Brasil, a empatia é imediata: o esporte número 1 do país é o futebol, e a maioria torce pela seleção brasileira (depois da hondurenha, claro).

Valle los Angeles, Honduras
Valle los Angeles, uma cidade colonial pertinho de Tegucigalpa

Drogas

Nas ilhas da baía não é raro ver o pessoal (tanto turistas como locais) fumando maconha ou consumindo cocaína nas festas noturnas. Apesar de ser razoavelmente aceito pela sociedade, recomendamos evitar, pois a busca dos estrangeiros por estas drogas está fazendo com que muitos jovens saiam da escola e se dediquem a vendê-las.

Nas outras regiões do país a polícia não faz vista grossa, e você poderá ser preso se for pego portando substâncias ilegais.

Comida

O maior perigo de Honduras é você engordar: a comida lá realmente é boa. Os menus se parecem muito com o Brasil, geralmente com arroz, feijão, salada e algum tipo de carne. Todos os pratos costumam vir acompanhados com algumas tortillas e por mantequilla (algo entre o nosso requeijão e uma coalhada).

Uma comida típica que vale a pena experimentar é a baleada, uma espécie de tortilha acompanhada por feijão e mantequilla. Às vezes é possível encontrá-la também recheada com carne, salada, abacate e tudo mais. Uma grande pode substituir um almoço.

Baleada
Baleada – comida típica de Honduras.

Idioma

O idioma oficial de Honduras é o espanhol, mas na região caribenha (principalmente nas ilhas) o pessoal costuma usar o inglês como primeira língua. No começo pensávamos que era por causa dos turistas, mas depois vimos que é devido à presença de piratas ingleses na região.

Algumas comunidades também usam um idioma próprio, identificado como garífuna.

Esporte

O esporte número 1 de Honduras é o futebol. O beisebol, muito comum no caribe, praticamente não é jogado no país.

Segurança

Apesar da má fama, achamos Honduras um país tão seguro como qualquer outro da América Latina. Tomando os cuidados básicos você não deverá ter problemas.

Mergulhando em Utila
Mergulhando nos corais em Utila

Imigração

Para entrar em Honduras por terra é preciso pagar uma taxa de 3 dólares. Não se paga nada para sair.

A permanência é de 90 dias para toda a zona do CA-4 (Nicarágua, El Salvador, Honduras e Guatemala). Ainda que você precise fazer imigração para passar de um país ao outro, o tempo de permanência não será estendido, a menos que você saia desta zona.

Polícia

A policia em Honduras é rígida, mas não costuma causar problemas com estrangeiros (contanto que você não esteja fazendo besteira).

Não é raro a polícia parar ônibus na estrada e revistar os homens, mas isso não deverá ser problema se você estiver com os documentos em ordem.

Utila, Honduras
A calmaria no interior das ilhas paradisíacas

Higiene

Achamos os padrões de higiene em Honduras bastante bons, mesmo para comer na rua ou nos mercados. Dificilmente você terá dor de barriga por aqui.

Descontos

Chorar descontos em Honduras não é comum e não costuma dar resultado. Por outro lado, também não é comum que subam os preços por você ser estrangeiro, portanto não se preocupe com isso.

Ruínas de Copán, Honduras
Ruínas do mundo Maia em Honduras

O que mais você precisa saber

  • Se você sempre sonhou em mergulhar, aproveite, pois Honduras é um dos lugares mais baratos do mundo para tirar a certificação internacional. Leia aqui como foi o curso que eu fiz.
  • Os táxis em Honduras costumam cobrar por pessoa, e podem funcionar tanto como compartilhados ou privados. Um táxi compartilhado custa menos da metade do preço e te vai levar ao destino da mesma forma, mas poderá pegar outras pessoas no caminho. Se não tiver com pressa, pode ser uma boa.
  • Na capital ou em San Pedro Sula, procure usar o AirBnb que sai bem mais barato. Se nunca usou este sistema, pegue um desconto de 100 reais aqui.
Caminho entre West End e West Bay, Roatán
Roatán

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6 comentários sobre “Mochilão por Honduras – roteiro, gastos, dicas, fotos, etc

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