Mochilão pelo Peru – roteiro, gastos, dicas, fotos, etc

História riquíssima, culinária excepcional e paisagens que incluem selvas, desertos, montanhas e praias – tudo isso a preços bem econômicos. Isso é o Peru, uma relíquia sulamericana que tivemos o privilégio de percorrer de ponta a ponta. Aqui compartilhamos tudo o que você precisa saber sobre este formidável país!

Referência (agosto/2016)
1 real = 1 sol peruano
1 dólar = 3,30 soles

Peru

De todos os países da América do Sul, talvez o Peru seja o mais completo: possui belas praias, parte da selva amazônica, montanhas de gelo, desertos e ruínas de inúmeras civilizações pré-colombianas, muitas delas ainda por serem descobertas. Apesar de ser pequeno relativamente pequeno (se comparado com Brasil ou Argentina), você vai precisar dedicar ao Peru umas duas ou três férias se quiser conhecê-lo bem. Mas pode ir sem medo – vale a pena!

Ah, além de tudo, este é um dos países mais baratos da América do Sul!

Por que o Peru se chama “Peru”?

Piadinhas com quem volta do Peru...
Piadinhas com quem volta do Peru…

“Hmmm quer dizer que você viu o Peru?”

“E aí, gostou de ver o Peru?”

Alvo de inúmeras brincadeiras (ainda mais agora, que seu presidente se chama PPK), a origem do nome do nosso vizinho é incerta, e há várias versões que tentam explicá-lo:

  • Peru vem de “Biru”, o nome de um cacique inca.
  • Peru vem da palavra quechua “peru”, que significa “terra de riquezas e esperança” (infelizmente esta riqueza toda só serviu para levantar a Europa e os EUA).
  • “Biru” significaria, em alguma língua local, “não entendo”. Quando os espanhóis perguntaram qual o nome daquela terra, os nativos teriam respondido “biru”.
  • Peru vem de “Pelu”, nome de um rio da região.

Sobre a relação do nome do país com a ave, encontramos uma explicação (ainda que não oficial): os espanhóis, durante a colonização, começaram a trazer seus “pavos” para o Peru. No Brasil, começamos a chamar aquela ave gigante de “galinha do Peru”. Com o tempo, ficou só “peru” mesmo.

Lugares e experiências que passamos

Aqui está nosso roteiro:

Roteiro do nosso mochilão pelo Peru
Roteiro do nosso mochilão pelo Peru

Aqui estão os números de nossa viagem pelo Peru:

  • 69 dias
  • 6158,55 reais gastos*
  • 4 caronas

Sobre os gastos*, ficou assim:

  • total: R$ 6158,55
  • hospedagem: R$ 1264,30
  • transporte: R$ 1538,03
  • supermercado: R$ 1012,42
  • restaurante: R$ 536,96
  • outros: R$ 240,32
  • passeios: R$ 1566,52

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

A média diária* ficou:

  • média: R$ 89,25/dia
  • hospedagem: R$ 18,32/dia
  • transporte: R$ 22,29/dia
  • mercado: R$ 14,67/dia
  • restaurante: R$ 7,78/dia
  • outros: R$ 3,48/dia
  • passeios: R$ 22,70/dia

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

Gráfico dos nossos gastos pelo Peru
Gráfico dos nossos gastos pelo Peru

Sobre onde dormimos, ficamos assim:

  • hotel/hostel: 52
  • camping: 2
  • ônibus/barco: 13
  • CouchSurfing: 0
  • trabalhando: 0
  • camping selvagem: 1
  • amigos: 0
Como dormimos pelo Peru
Como dormimos pelo Peru

Das 68 hospedagens, pagamos apenas 35, e 33 foram grátis.

Apesar de termos dormido 52 noites em hotéis, vários deles nos deixaram dormir de graça se houvesse quarto disponível depois que ficaram sabendo do nosso sonho de dar a volta ao mundo. A solidariedade dos peruanos nos impressionou!

Preços

Com almoços servidos a 5 soles (em alguns lugares era possível almoçar por 1,50 soles em comedores públicos), passagens de ônibus de 30 soles para viagens de 8 horas e hospedagens matrimoniais com banheiro privado a partir de 25 soles, o Peru é um país com custo de vida bem baixo comparado ao Brasil. Isso não quer dizer, necessariamente, que seja fácil viajar sem dinheiro por aqui: praticamente todas as atrações são pagas, e estrangeiros costumam pagar ainda mais caro. Viajar de carona é fácil na região costeira (principalmente sobre a Panamericana), mas na região das montanhas é bem difícil se deslocar gratuitamente. Se depende de vender artesanatos, doces ou da música para ganhar algum dinheiro, suas fontes de renda se limitam a algumas poucas regiões mais turísticas, e é difícil competir com os produtos de excelente qualidade feito pelas populações indígenas.

Mucuvinha na lagoa 69
Mucuvinha na lagoa 69, no Parque Nacional Huascarán

Seja como for, é possível viajar pelo Peru com bastante conforto e segurança sem gastar muito por isso. Se as férias estão chegando e você está com pouco dinheiro, este país pode ser uma ótima opção!

  • Hospedagens: Em praticamente todas as cidades abundam hospedagens de todos os tipos. Mesmo as opções caras são baratas se comparadas ao Brasil, e mesmo as mais baratas costumam oferecer um bom nível de conforto.
    Em praticamente qualquer lugar você deve ser capaz de encontrar uma cama por menos de 15 soles, e um quarto de casal por menos de 40 (na média, gastávamos 30, e em alguns lugares encontramos até por 15 soles para os dois).
  • Mercado: frutas, verduras, legumes e grãos costumam ser um pouco mais baratos que no Brasil. Roupas nacionais e artesanatos também são bem econômicos.
    Produtos industrializados, como pasta de dente, protetor solar, sabonete, etc geralmente são um pouco mais caros que no Brasil.
  • Transporte: Os ônibus no Peru são baratos, e geralmente de boa qualidade (leitos ou semi-leitos). Áreas mais remotas e com maior dificuldade de acesso podem custar um pouco mais caro.
    Como tudo no Peru, vale a pena pesquisar bastante e dar uma chorada no preço antes de comprar.
    Dentro das cidades, os ônibus costumam custar entre 1 e 2 soles, os mototáxis entre 2 e 3 para curtas distâncias e os táxis ficam na faixa de 2 e 3 soles por quilômetro (negociar o preço antes, pois não tem taxímetro).
    Aqui estão alguns gastos que tivemos com deslocamento:
    PunoCusco: 20 soles em um ônibus semi-leito. Trajeto de 7 horas. O preço normal era 25, mas conseguimos chorar 5 soles de desconto.
    CuscoNasca: 60 soles por pessoa em ônibus semi-leito. Trajeto de 11h.
    IcaLima: 21 soles, trajeto de 5 horas. Ônibus simples.
    LimaCaleta Vidal: 15 soles por 4 horas de viagem. Ônibus simples.
    Barrancas-Huaraz: 25 soles por 6 horas de viagem em ônibus semi-leito. Poderíamos ter pagado 20 soles se tivéssemos negociado diretamente com o motorista.
    HuarazTrujillo: 30 soles em ônibus semi-leito, 8 horas de viagem.
    Trujillo-Chiclayo: 14 soles em ônibus simples, 3 horas de viagem.
    Chiclayo-Chachapoyas: 30 soles em ônibus semi-leito, 10 horas de viagem.
    Chachapoyas-Tarapoto: 30 soles em microônibus, 8 horas de viagem.
    Tarapoto-Yurimaguas: 20 soles por pessoa, em táxi compartilhado, para viagem de 2 horas (depois descobrimos que há vans por 10 soles que fazem este trajeto).
    Tarapoto-Jaén: 40 soles em ônibus simples, 11 horas de viagem.
    Jaén-fronteira com Equador (La Balsa): 27 soles por pessoa, em uma combinação de van e táxis compartilhados.

    Moto-táxi em Puno
    Moto-táxi em Puno
  • Restaurantes: Comer no Peru é barato. De uma maneira geral, os mercados públicos vendem almoço por 6 soles. Restaurantes simples vendem por 5, e algumas cidades possuem comedores públicos por 1,50 sol.
    Restaurantes mais chiques ficam entre 15 e 40 soles.
  • Passeios: No Peru tem que pagar para entrar em praticamente qualquer lugar, ainda que, tirando Machu Picchu, os passeios não sejam tão caros. Entradas para parques, museus e sítios arqueológicos geralmente ficam entre 5 e 20 soles (costumam cobrar metade para estudantes, mesmo estrangeiros).
    Uma excursão de 6 horas em van, com guia, geralmente custa entre 25 e 60 soles, dependendo do que estiver incluído.
  • Bebidas: Uma garrafa de cerveja de 600ml custa entre 4 e 5 soles. Latinhas ficam entre 2 e 3 soles.
    Destilados possuem um preço parecido (geralmente um pouco mais caro) com os do Brasil.
  • Outros gastos: Banheiros públicos costumam ser pagos (inclusive em shoppings), e geralmente custam entre 0,50 e 1 sol.
    Se for pegar um ônibus em um terminal, é preciso pagar separado a taxa de embarque, que custa entre 1 e 2 soles.
    Uma garrafa de 2,5 litros de água custa entre 2 e 4 soles, dependendo do lugar e da marca.
    Os pães geralmente são vendidos na faixa de 4 a 6 por 1 sol.
Catedral de Lima, a maior igreja do Peru
Catedral de Lima, a maior igreja do Peru

Câmbio

Em Lima e Cusco é possível trocar reais a uma taxa bem justa. Nos outros lugares é melhor levar dólares: geralmente compram por 1 ou 2 centavos abaixo do valor oficial.
Em praticamente todas as cidades abundam as casas de câmbio – vale a pena dar uma pesquisada antes de trocar o dinheiro.

Polícia

Apesar de ser famosa pela corrupção, nós não pudemos dar fé disso: não tivemos nenhum problema com policiais peruanos, e sempre que precisamos de ajuda eles foram bem atenciosos.

Eles costumam, sim, ser rígidos com turistas que consomem drogas ilícitas no país – melhor evitar!

A cultura Inca

A cultura Inca foi muito forte no Peru antes da invasão espanhola, e os peruanos de forma geral sentem muito orgulho de descender desta civilização. Nas cidades pequenas é comum encontrar pessoas falando em quechua, e comemorando festas com raízes pré-hispânicas. Vale a pena interagir com comunidades indígenas e conhecer um pouco mais desta belíssima cultura.

Subindo uma pequena escada em Tipón.
Ruínas incas de Tipón, perto de Cusco

Bebidas

Quem passa pelo Peru deve experimentar:

Chicha morada: É uma bebida feita de um milho roxo, muito comum no Peru. Bastante doce, não possui álcool e ótima para tomar gelada!

Pisco: O Peru e o Chile brigam pelo título de inventor desta bebida, além de disputarem sobre quem faz o melhor Pisco Sour. O Pisco é um destilado de uvas, e seu teor alcoólico geralmente fica entre 35 e 40%.

Chá de coca: Chá feito com as folhas de coca. Apesar de ter a mesma origem, tomar o chá não tem nada a ver com cheirar cocaína: seria preciso comer 1kg de folhas de coca para sentir o efeito de chegar 1g da droga.

O chá de coca é muito apreciado na região andina, e ajuda a amenizar os efeitos da altitude. Se quiser fazer o chá, basta jogar algumas folhas de coca (estas se compram em qualquer lugar) em um copo com água fervendo e adicionar açúcar.

Inca Kola: Este refrigerante é, de longe, o mais consumido no país. Infelizmente a Coca-Cola comprou a marca, mas o pessoal diz que o sabor ainda é o mesmo. Bastante doce e de uma coloração amarelo fosforescente, é de degustação obrigatória para quem estiver no Peru.

Mucuvinha tomando Inca Kola
Mucuvinha tomando Inca Kola

Água

Não é recomendado tomar água da torneira em nenhum lugar no Peru, a menos que tenha como fervê-la.

Mesmo na natureza e nos parques nacionais, só é recomendável tomar água dos rios de tiver uma pastilha purificadora.

Rede elétrica

A tomada no Peru é para dois pinos redondos, iguais às do Brasil (ainda que os conectores costumem ficar frouxos). Não vimos tomadas de 3 pinos em nenhum lugar.

A tensão é de 220 volts, a 60Hz.

Mucuvinha na Huaca da Luna
Mucuvinha na Huaca de la Luna, em Trujillo

Carona

Os ônibus baratos fazem com que a carona não seja muito comum no país; ainda assim, é possível viajar desta forma. Pela costa peruana, sobre a Panamericana, pegar carona é bem fácil com caminhões. Veículos particulares também não costumam ter problemas em levar se tiver lugar.

Nas regiões das montanhas e da selva já achamos a carona bem mais difícil – o problema nestas partes é que o transporte público é escasso, e qualquer pessoa usa seu veículo como uma potencial fonte de renda. Assim, nestas áreas, há muitos táxis não-oficiais e caminhões que transportam as pessoas em troca de alguns soles. Antes de subir convém perguntar se vão cobrar ou não.

O povo

O peruano, de uma forma geral, é bastante receptivo, acolhedor e conversador. Não vão ser poucas as ocasiões em que você vai estar em uma praça ou em um restaurante e alguém vai puxar papo com você, geralmente curioso por saber de onde você vem.

Em regiões muito turísticas, como Cusco ou a selva amazônica, há que tomar cuidado para não confundir generosidade com malandragem: é possível que alguém venha te oferecer ajuda e depois peça alguns soles em troca. Nos outros lugares pode ficar mais tranquilo: o povo costuma ser generoso mesmo.

Grandes muralhas de Kuelap
Grandes muralhas de Kuelap

Drogas

Apesar de que em alguns lugares (principalmente Cusco) comprar drogas seja mais fácil que comprar pão, a sociedade peruana é bastante conservadora com este tema, e outdoors espalhados por todo o país deixam bem claro que o porte e o tráfico são punidos com cadeia. Melhor evitar.

Comida

Junto com a italiana e a francesa, a culinária peruana disputa o título de uma das melhores do mundo. Diferente das europeias, porém, nossos vizinhos ganharam o título por merecimento, e não porque inventaram o padrão do que é bom ou não. Com uma vasta quantidade de frutas, verduras, sementes, temperos e frutos-do-mar, você poderá provar diferentes pratos por muitos dias. A única coisa que o Peru fica devendo é em relação à carne de boi: os cortes não costumam ser dos melhores para quem curte um bom churrasco, e o preço tampouco é atraente.

Alguns clássicos da culinária são o cuy (porquinho da índia) e o ceviche – uma mescla de frutos-do-mar cozidos no limão.

O cuy - ou porquinho da índia - prato típico peruano
O cuy – ou porquinho da índia – prato típico peruano

Os menus populares costumam ser compostos por arroz, alguma carne (geralmente frango), salada e sementes (que podem ser feijão ou lentilhas), e costumam servir uma sopa de entrada.

Uma curiosidade interessante é que, pelo menos nos restaurantes simples, não se costuma oferecer faca – você tem que se virar para cortar a carne com o garfo e os dentes mesmo.

Idioma

O espanhol falado no Peru costuma ser bem claro e fácil de entender por brasileiros, mesmo para aqueles que não falam nada de castelhano. O “y” tem som de “i” e o “ll” pode sair tanto com som de “lh” como de “i”.

Em regiões da selva ou povos mais humildes, a comunicação pode ser um pouco mais difícil por conta do forte sotaque.

Pelo país também se encontram populações que falam línguas nativas, como o quechua, o aymara e o tupi-guarani, embora praticamente todos entendam a língua dos colonizadores.

Árvore gigante, de cerca de 700 anos, na selva amazônica
Árvore gigante, de cerca de 700 anos, na selva amazônica peruana

Esporte

Os peruanos gostam de futebol, talvez até mais que os brasileiros. Eles geralmente acompanham vários campeonatos – peruano, brasileiro, argentino, europeu – e sabem de cor onde cada jogador peruano joga no exterior.

Se estiver passando um jogo – seja lá qual for – é comum encontrar o pessoal reunido no bar ou em volta da tv de alguma loja.

Segurança

Os guias de viagens e turismo costumam classificar o Peru como um país um pouco mais perigoso que o Brasil. Nós, porém, não vimos nada de insegurança – pelo contrário, caminhamos tranquilamente por todos os cantos do país.

Há que cuidar com furtos, principalmente na região da selva amazônica e em lugares muito turísticos, como Cusco. Também fique atento com notas falsas e trocos errados (que podem ser tanto para mais quanto para menos).

Em Lima, como qualquer cidade grande, alguma atenção a mais é requerida, mas nada que um brasileiro não esteja acostumado.

Um dos portais de Nik An, Chan Chan
Um dos portais de Nik An, Chan Chan

Imigração

A imigração para o Peru foi bem tranquila para nós, tanto para entrada quanto para saída.

Brasileiros podem viajar pelo país com a identidade (desde que tenha sido expedida há menos de 10 anos) e ganham visto de 90 dias para percorrer o país.

Altitude

A região dos Andes possui cidades e lugares com altitude bastante elevada – facilmente ultrapassando os 4 mil metros acima do nível do mar. Quem passa por Cusco ou a região de Huaraz deve reservar uns 2 ou 3 dias para se aclimatar, antes de se aventurar em trilhas ou passeios mais pesados. Chá de coca e muita água ajudam a combater os males da altitude.

Hospedagem no Peru

Hotéis, hostels e pousadas de todos os níveis abundam praticamente todas as cidades do Peru. Salvo em Lima, não tivemos problemas em chegar em nenhum lugar sem reserva – sempre foi fácil encontrar hospedagens econômicas (mesmo na alta temporada), e geralmente alguém já vinha oferecer quando descíamos do ônibus.

Michele caminhando pelos labirintos subterrâneos de Chavin
Michele caminhando pelos labirintos subterrâneos de Chavin

Higiene

Quem vem da Bolívia não vai sentir muita diferença, mas em comparação com o Brasil os padrões de higiene do Peru deixam a desejar, principalmente na região de Cusco e do Titicaca. Em alguns mercados é comum flagrar a cozinheira com o dedo no nariz antes de servir a sua comida. Se tiver o estômago sensível, é melhor procurar restaurantes mais chiques (não sei se os padrões de higiene são diferentes, mas pelo menos você não vê o que está acontecendo).

Em Lima e no norte este tipo de problema é mais raro.

Trânsito

O trânsito no Peru é caótico, e isso não se aplica somente às cidades grandes. O barulho das buzinas faz parte da trilha sonora do país.

Em alguns lugares há faixas e até semáforos para pedestres, mas isso não quer dizer que você não precise se cuidar. Os carros que viram em uma esquina tem preferencial (ou pelo menos os motoristas pensam que tem) em relação às pessoas que estão atravessando ali, na faixa e com o sinal verde.

Apesar do caos, acidentes são relativamente raros.

Mucuvinha brincando em Machu Picchu
Mucuvinha brincando em Machu Picchu

O que mais você precisa saber

  • Poucas cidades, mesmo as grandes, possuem terminal de ônibus. Geralmente os ônibus partem ou seguem até a garagem particular da empresa (inclusive em Lima). Convém verificar onde o teu ônibus vai chegar, principalmente se for chegar à noite.
  • Se for embarcar em um terminal, é preciso pagar separado uma taxa de embarque. Geralmente custa entre 1 e 2 soles.
  • Guarde qualquer recibo que te entregarem: seja a passagem de ônibus, a entrada em um parque, comprovante do pagamento da taxa de embarque, etc. Não importa se alguém já o verificou, é bem possível que peçam para verificá-lo novamente mais tarde. Nos ônibus, fiscais costumam entrar de tempos em tempos e verificar as passagens.
  • No Peru, tudo é negociável: o preço do hotel, da passagem de ônibus, da comida, do artesanato, do tour, etc. Sempre chore um desconto, principalmente se estiver viajando em grupo.
  • O Peru cobra do turista por tudo, mas devolve com um excelente serviço. Nas principais cidades sempre há pelo menos uma agência da iPeru (o centro de informações turísticas), que sempre conta com bons mapas e ótima informação. Vale a pena visitá-lo para pegar umas dicas assim que chegar a uma nova cidade.
  • Não sabemos se dinheiro falso é um problema crônico no Peru ou não, mas percebemos que o pessoal sempre confere cuidadosamente (mesmo as moedas). Estude bem os detalhes do dinheiro peruano e confira sempre que receber uma nota de valor alto. Evite trocar dinheiro na rua.

    Salineras de Mara
    Salineras de Mara, em Cusco
  • Como consequência do dinheiro falso, há um golpe muito comum no Peru: você paga com um dinheiro verdadeiro, o cara que recebe rapidamente troca sua nota por outra e te devolve, dizendo que o teu dinheiro é falso. Pode ser interessante assinar ou fazer uma pequena marcação de caneta nas suas notas de maior valor para evitar este problema.
  • Se estiver viajando em casal, um quarto matrimonial privado pode ser mais barato do que duas camas em um quarto compartilhado no hostel. Fique atento.
  • Os terminais rodoviários no Peru costumam manejar a bagagem da mesma forma que nos aeroportos: você “despacha” a mochila grande pela própria agência. Ainda que problemas sejam raros, procure ficar de olho se a sua bagagem embarcou antes de subir ao ônibus.
  • Ande sempre com papel higiênico. Os banheiros públicos (mesmo sendo pagos) não costumam oferecer. Os hotéis geralmente oferecem, mas há exceções.

    Portal da ilha de Taquile
    Portal da ilha de Taquile, no Titicaca
  • Estudantes estrangeiros costumam ter desconto nas entradas, principalmente de lugares culturais, como ruínas ou museus. Para Machu Picchu pedem a carteira internacional; nos outros lugares a carteirinha da faculdade ou da escola já serve.
  • Se for visitar a região da selva, certifique-se de estar em dia com a vacina da febre amarela. Ainda que seja raro pedirem, é obrigatório portar a carteirinha de vacinação internacional para entrar no país.
  • Os táxis não tem taxímetro. Negocie o valor da viagem antes de subir ao veículo.
  • Os ônibus costumam ter banheiro, mas só para o n° 1. Se precisar fazer o número 2, é preciso pedir para o motorista parar em algum lugar.

É isso aí pessoal! Curtiram as dicas? 🙂

Quer ajuda para montar um roteiro por lá? Então leia este post:

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34 comentários sobre “Mochilão pelo Peru – roteiro, gastos, dicas, fotos, etc

  1. Excelente Resumen de Perú desde el enfoque turístico, tenemos mucho por desarrollar para la inmensa propuesta de atractivos culturales, naturales…… sus comentarios son muy valiosos para ello. Gracias por su visita y continúen su viaje con bien.

    1. Gracias Juan! Tu país es increíble, los brasileños tienen que conocerlo más. Esperamos conseguir convencer la gente a visitarlo! 🙂
      Saludos y muchas gracias por todo!!

      1. Com certeza estão convencendo!!! Há um tempo vinha meditando sobre subir aos Andes de CARRO via Peru…partindo de Boa Vista Roraima >> Manaus >>> Porto Velho >>> Rio Branco >>> Puerto Maldonado >>> Cusco…..então a leitura de vossos relatos ajudaram a decidir !!!
        Antecipadamente já amamos o Peru!! Hasta la Vista!!!

  2. Vocês foram de avião até o Peru? Qual a forma mais barata de sair do Brasil para esse mochilão?
    Tô pensando em fazer o mochilão até o Peru.

    1. Fala Jordan! Nós cruzamos o Peru de ônibus. Entramos pela Bolívia e saímos pelo Equador.
      A forma mais barata de chegar lá depende de onde você mora, mas uma rota clássica é atravessar do Brasil para a Bolívia por Corumbá e de lá subir até o Peru. Aí tem um caminho de volta que atravessa de Cusco até Rio Branco, no Acre. De lá poderia pegar um voo de volta para casa, dependendo do preço.
      Se não, tentar achar uma promoção para Lima, e vir descendo de lá até a Bolívia.

  3. Gente, gente, gente !!!!! Sensacional!!
    Este site é a Bíblia do Mochilão pela América!!!
    Só faltou a referência por capítulos e versículos!
    De resto, pura orientação à diversão e tranquilidade!!!

    Só não encontrei o preço do litro de gasolina no PERU…e preciso saber pois meu mochilão será sobre um bagageiro em 4 rodas!!! ré ré ré!!

    Podem informar o preço do litro de gasolina no PEru??

    1. Fala Tim! Que bom que nossa página está ajudando!
      Poxa, infelizmente vamos ficar devendo o preço da gasolina por lá. Acabamos nem prestando atenção porque viajamos de ônibus mesmo. Mas vamos ficar de olho nos próximos países para que os próximos relatos tenham esta informação!
      Abraço!!

  4. Muito colaborativo seus artigos, valeu e obrigado por compartilhar suas experiencias. Vou fazer todo Peru e Ecuador em um motorhome e voce tem contatos de pessoar para me dar apoio se assim for nescessario, pois com esse tipo de veiculo seria bom pontos de parada com um minimo de extrutura.

    Abraços e continue e vossos roteiros com muita felicidade.

    1. Obrigado Ricardo!
      Não temos contatos nestes países (nem chegamos a usar CouchSurfing e essas coisas), mas você não vai ter dificuldades. Várias pessoas viajam de Motorhome por estes países, e achar postos de gasolina onde passar a noite não é difícil. Nas cidades pequenas a própria polícia te ajuda a encontrar um lugar seguro (acampamos várias vezes em lugares indicados pela polícia).
      Boa viagem!!
      Abraço

  5. Muito obrigado pelas informações
    Queria saber quais foram as cidades e atrações turísticas preferidas e imperdíveis no Peru de vocês. Tenho pouco mais de uma semana e queria ter uma ideia de roteiro.
    Obrigado

    1. Fala rapaz!
      1 semana é bem pouco tempo, dá pra fazer Cusco e Machu Picchu. Se sobrar uns dias pode dar uma corrida por Arequipa e Nazca (faz um circuito circular).
      Abs,

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