Visitando as ruínas maias de Palenque, no México

Considerada uma das ruínas maias mais importantes, este Patrimônio da UNESCO é caminho para aqueles que vêm ou vão para a Guatemala. Aqui contamos como foi nossa visita por lá!

Câmbio oficial (julho/2017)
1 real = 5,50 pesos mexicanos
1 dólar = 17,50 pesos mexicanos

Mucuvinha nas ruínas de Palenque
Mucuvinha nas ruínas de Palenque

Com um tamanho considerado médio, as ruínas da antiga cidade maia de Palenque não têm a grandeza da vizinha Tikal (Guatemala), mas mesmo assim impressionam pelo seu impecável estado de conservação, assim como pela beleza natural do parque que a rodeia.

Além disso, a história de Palenque é uma das mais impressionantes: dentro de uma de suas pirâmides está a tumba de Pakal, um dos mais célebres governantes maias. Junto com sua tumba se encontraram hieróglifos sobre sua história e como foi sua descida ao infra-mundo, onde tomou a forma de um dos gêmeos descritos no Popol Vuh (a bíblia maia), derrotou os senhores daquele lugar e ganhou a imortalidade.

A entrada te dá direito a um museu no local (que infelizmente fecha nas segundas, justamente o dia em que visitamos).

Pátio central do Palácio de Palenque
Pátio central do Palácio de Palenque

Como chegar?

As ruínas estão a cerca de 8 quilômetros da cidade de Palenque. Há transporte público de/para lá o tempo todo, por 20 pesos mexicanos. As vans vêm escrito “Ruínas”, e passam pela avenida Benito Juárez e pela Ruta 199.

Conseguimos carona com muita facilidade, tanto para ir quanto para voltar.

Outra opção para ir às ruínas é pegar um tour: custa 350, com as entradas incluídas, e leva também a duas cachoeiras da região.

Carona para as ruínas de Palenque
Viajando de carona para as ruínas

Da cidade de Palenque há transportes frequentes para as fronteiras de El Ceibo e Corozal, ambas com a Guatemala. Os ônibus para lá custam 150 quetzales.

Se quiser seguir para Bacalar (perto do caribe, caminho para Cancún) se consegue passagem com os ônibus de segunda linha a partir de 250 pesos, ou 500 pesos nos ônibus de luxo.

Preços

A entrada para a zona arqueológica custa 70 pesos. Além disso, é preciso pagar 32 pesos para entrar no Parque Nacional. A entrada do parque está a cerca de 3km das ruínas. As vans param aí e esperam você pagar.

Dizem que, se passar antes das 8h, não precisará pagar a entrada do parque.

O valor é o mesmo para nacionais ou estrangeiros. No domingo, residentes no México não pagam.

Em frente ao Templo de las Inscripciones, em Palenque
Em frente ao Templo de las Inscripciones

O passeio

Fomos caminhando até o cruzamento da Ruta 199 com a Carretera Palenque-Ruínas, e lá tentamos carona. Não demorou 10 minutos e encostou um carro que ia para El Panchán, e nos deixou na entrada do parque.

Ali pagamos a entrada e esperamos mais uns 10 minutos até um carro nos levar às ruínas (depois vimos que dá pra ir caminhando numa boa).

Nas ruínas, há duas opções: uma delas é seguir diretamente de carro para as principais, e outra é descer 1,5km antes e fazer uma trilha que passa por duas cachoeiras e por algumas ruínas ainda não restauradas. Perto desta entrada é que está o museu. Nós optamos por descer aqui mesmo.

Belo rio na Parque Nacional Palenque
Belo rio na Parque Nacional Palenque

A caminhada é bem tranquila e bonita. Passamos por uma ponte suspensa e por um rio de água bem cristalina. Dizem que antes podia tomar banho ali, mas como os turistas estavam deixando muito lixo acabaram proibindo.

Neste caminho passamos por algumas ruínas residenciais, e logo chegamos às principais, que eram realmente impressionantes.

Alguns edifícios que se destacam:

  • El Palácio: É um conjunto de prédios imponente e com alto valor artístico. É possível subir suas escadas e caminhar no meio das ruínas e em alguns túneis subterrâneos. Em meio ao palácio se destaca uma alta torre, usada como observatório astronômico.

    Torre para observatório astronômico no Palácio de Palenque
    Torre para observatório astronômico no Palácio de Palenque
  • Templo de las Inscripciones: É o edifício mais imponente de Palenque. Em seu interior que foi encontrado a tumba de Pakal e as inscrições que contavam a sua história. É possível entrar em uma parte dele para ver onde começava o caminho para a tumba.
  • Conjunto das Cruzes: É um conjunto formado por três templos, erguido em comemoração à subida ao trono de Chan Bahlum II, após a morte do Grande Pakal. As cruzes do templo principal são uma representação da Árvore da Vida, plantada no centro da Terra, segundo a mitologia maia.

    Principal templo do Conjunto das Cruzes em Palenque
    Principal templo do Conjunto das Cruzes em Palenque

Além destes, há outros templos interessantes, e também uma quadra de Jogo de Pelota, um jogo similar ao futebol, muito apreciado na cultura Maia. Ao lado de todos os edifícios de destaque há uma placa contando a sua história.

Um tempo bom para caminhar por todo o sítio arqueológico e fazer uma visita ao museu é entre 3 e 4 horas.

Cidade de Palenque e El Panchán

Hospedagem

É possível se hospedar na cidade de Palenque ou na pequena vila de El Panchán, logo na entrada do parque.

Em Palenque abundam as hospedagens, tanto simples como de luxo. A região mais “gringada” é a Primeira Avenida Nte. Pte. Ali estão as opções mais caras, tanto de hospedagem quanto de comida.

Pela Benito Juárez e Central Pte estão opções mais em conta. Nós ficamos na Posada Los Angeles (ao lado do Hotel Quinta Avenida, que aparece no Google Maps), a mais barata que encontramos (250 pesos em um quarto de casal). Tem TV, ventilador, banheiro privado, mas não tem cozinha. Quartos limpos e confortáveis.

El Panchán é uma vila bem pequena, sem muitas opções de mercado ou restaurantes. Nos disseram que há um camping lá que cobra na faixa de 30 pesos por pessoa, mas nós não o encontramos.

Centro de Palenque
Centro de Palenque

Comida

Quem vem da Guatemala em modo econômico talvez leve um susto por aqui. Em Palenque, um almoço no mercado municipal sai por 50 pesos mexicanos (não inclui as bebidas). As taquerias mais simples vendem tacos na faixa de 9 a 10 pesos cada um (são bem pequenos).

O lugar mais barato que encontramos para comer foi um restaurante chinês quase na frente do nosso hotel: 45 pesos pelo prato.

Em El Panchán os poucos restaurantes que vimos eram mais sofisticados e mais caros.

Dicas

  • Evite ir no domingo e na segunda. No domingo, mexicanos entram de graça, e por isso é mais cheio. Na segunda o museu não abre.
  • Se for antes das 8h é possível que não precise pagar a entrada no Parque Nacional (da entrada das ruínas não tem como escapar).
Ruínas ainda não restauradas em Palenque
Ruínas ainda não restauradas em Palenque

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4 comentários sobre “Visitando as ruínas maias de Palenque, no México

  1. Parabéns galera. Já venho acompanhando vocês desde Venezuela. Em outubro viajarei para o México e as dicas estão sendo muito valiosas. Abraços!

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