Visitando as plantações de arroz de Batad e Banaue (Filipinas)

Os campos de plantação de arroz das Filipinas são uma importante herança histórica e cultural nas Filipinas, e foi um dos nossos passeios preferidos por lá. Aqui damos todas as dicas para quem quiser visitar!

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Plantação de arroz em Batad, Filipinas
Pessoas trabalhando nas plantações de arroz de Batad

Quando falávamos em Ásia, uma das imagens que nos vinha à cabeça era a dos camponeses humildes plantando e colhendo arroz naquelas imensas piscinas de terra. Era uma cena que imaginávamos ver somente na China, mas eis que as Filipinas nos presentearam com esta surpresa.

Esta é uma tradição que já leva mais de 2 mil anos, mas que provavelmente já está com os dias contados. O desenvolvimento tecnológico e urbano está, cada vez mais, afastando as pessoas deste trabalho fatigante e levando-as a buscar outros ofícios. Por isso, foi um privilégio muito grande poder visitar uma pequena aldeia onde esta prática ainda é a principal fonte de renda. Observar aquelas pessoas caminhando por aquela gigante escadaria de piscinas foi como voltar alguns séculos no tempo.

Portanto, se você vier às Filipinas, não deixe de dar um pulo por lá!

Batad, Filipinas
Plantação de arroz em Batad

Onde?

Há plantações em diversas regiões do país, mas as mais importantes (e que receberam o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO) estão na região das cordilheiras da ilha de Luzón (onde está a capital Manila).

Nós visitamos a pequena cidade de Batad que, segundo informações que lemos, é uma das mais bonitas e onde a cultura está mais bem preservada.

Batad, Filipinas
A pequena cidade de Batad

Como chegar?

Para chegar até Batad, há que pegar um ônibus direto desde Manila até Banaue (10h, 490 pesos – pouco mais que 30 reais). A empresa que leva é a Ohayami (http://ohayamitrans.com). Os serviços geralmente são noturnos (confira os horários no site e, se possível, faça uma reserva para garantir a passagem).

Se você estiver vindo de Vigan ou de Sagada, há que pegar uma série de transportes consecutivos. Leia mais detalhes aqui.

De Banaue até Batad é preciso pegar um jeepney. Eles saem às 15h (bom chegar antes para garantir um bom lugar) e custam 150 pesos (1h15min). É bem fácil encontrar o local de onde eles saem: é uma praça cheia de jeepneys, bem no centro. Há também a opção de ir em triciclo (500 pesos).

Os jeepneys de Batad para Banaue saem às 9h da manhã.

Jeepney que faz o trecho Banaue - Batad
Jeepney que faz o trecho Banaue – Batad

Viajamos com mochilas grandes e não foi problema colocá-las dentro do jeepney. Eles já estão acostumados com mochileiros.

Do local onde o jeepney te deixa até a cidadezinha de Batad é preciso caminhar uns 15 minutos por uma trilha irregular, mas fácil. Não tem como se perder.

Quando custa?

Segundo informações que lemos em blogs e no Lonely Planet, há que pagar duas taxas de 50 pesos: uma em Banaue e outra em Batad.

Nós não pagamos nada. Dizem que, em Banaue, o pessoal vem te cobrar na hora que você desce do ônibus. Como nós viemos de Bontoc em uma van onde éramos os únicos turistas (e ainda estava chovendo), acho que o pessoal não se deu o trabalho.

Em Batad, se havia cobrança de taxa, já não há mais. Chegamos com um grupo grande de turistas e ninguém foi cobrado.

Plantações de arroz de Batad
Homem limpando uma das plantações

Hospedagem

Batad possui uma pequena oferta de hotéis que supre toda a demanda. Praticamente todos cobram entre 250 e 300 pesos por pessoa em quarto privado. Dá para chegar lá numa boa sem reserva e procurar lugar na hora.

Recomendamos ficar nas que estão na entrada do povoado, na parte mais alta. Estas, além de oferecerem vistas espetaculares, ainda te poupam do esforço de descer o morro com a mochila.

Nós passamos a primeira noite na Rita’s Inn. Tem uma vista espetacular do restaurante e custou 250 pesos por pessoa. No dia seguinte, como chegou um grupo grande e nós não havíamos informado que passaríamos um dia a mais, acabamos tendo que mudar para a vizinha Simon. Esta é um pouco melhor, tem quartos com vista para os arrozais e custa 300 pesos por pessoa (mas, como fomos enviados pela Rita’s Inn, toparam fazer por 250).

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Todas as pousadas cobram um adicional de 50 pesos por banho quente e 20 pesos por hora para carregar aparelhos eletrônicos. Se encarar banho frio, é grátis.

Comida, bebida, mercado

Há umas poucas vendinhas por lá, com produtos bastante limitados e mais caros do que em outras cidades. Recomendamos levar tudo o que precisar (em Banaue há mais ofertas para fazer compras).

Os restaurantes de Batad são basicamente os das próprias pousadas. Os preços dos menus começam a partir dos 80 pesos nos pratos simples e vão até a faixa dos 150 pesos nos pratos mais sofisticados.

Nós comemos apenas uma vez no Simon (as outras refeições foram pão com sardinha que levamos). O prato (composto 90% por arroz) não era saboroso, mas era bem servido.

Batad
Nossa janta no Simon. 100 pesos o prato.

Se quiser beber por lá, espere pagar entre 50 e 75 pesos em uma cerveja pequena (as vendinhas vendem mais barato que os hotéis). Uma dica é experimentar o vinho feito de arroz.

Contratar guia ou ir por conta própria?

Em Batad, praticamente todo mundo é guia (inclusive as crianças). Eles cobram na faixa dos 1000 – 1200 pesos por grupo em um passeio de um dia inteiro, levando aos arrozais e a uma pequena cachoeira que há ali perto.

Contratar um guia pode ser uma boa maneira de seguir o caminho com mais facilidade e ainda ajudar a comunidade local, mas isso não é realmente necessário ou obrigatório. É possível fazer a trilha completa por conta própria, simplesmente perguntando ou observando o caminho que os outros grupos de turista fazem.

A dica é: em vez de descer logo de cara para a cidadezinha lá embaixo, vá pegando sempre o caminho da esquerda logo depois da descida ao lado da escola. Desta forma, você logo chegará a uma trilha que contorna a montanha e atravessa uma pequena mata. Esta trilha te levará na parte de cima dos arrozais, onde estão as melhores vistas.

A partir daí é fácil ir seguindo seu próprio caminho. Depois que atravessar os arrozais você encontrará uma escadaria que desce até a cidadezinha. Quase no fim desta escadaria há um desvio à esquerda que cruza uma casa. Atravessando esta casa você encontrará o caminho até a cachoeira (não fomos lá por conta da chuva).

Depois, ao voltar para a cidade, é só ir perguntando para as pessoas o caminho até o seu hotel. Praticamente todos em Batad falam inglês.

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Quando ir?

Você pode visitar Batad em qualquer época do ano que vai ser interessante.O calendário se divide desta forma:

  • Dezembro – março: época de chuvas. As piscinas estarão, em sua maioria, com uma aparência barrenta, e apenas uns pequenos ramos verdes estarão visíveis. Nós fomos em janeiro. Choveu durante quase todo o dia, mas vimos algumas pessoas plantando.

  • Abril – maio: a plantação está em um nível mais avançado, e aos poucos as piscinas vão trocando a cor barrenta pelo verde. A probabilidade de pegar chuvas nesta época é pequena.

  • Junho – julho: praticamente todos os ramos já estão plantados, e as piscinas estarão todas verdes.

  • Agosto – setembro: época em que as plantações estão na sua fase mais verde.

  • Outubro – novembro: A cor verde das plantações já deu lugar ao dourado.

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As terraças de Banaue

Normalmente as pessoas voltam de Batad no jeepney da manhã e seguem para Manila no ônibus noturno. Com isso, têm um dia inteiro para passear por Banaue.

O pessoal dos triciclos provavelmente virá te oferecer um tour pela região. Se tiver dinheiro, pode ser interessante. Porém, se não quiser gastar, pode subir caminhando a estrada sentido Bontoc que, depois de uns 3 quilômetros, chegará a um mirante gratuito que tem uma bonita vista das terraças de Banaue. Esta é a imagem que está impressa nas notas de 20 pesos.

Estes campos são muito mais imensos que os de Batad, mas várias piscinas já estão abandonadas.

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É isso, pessoal! Curtiram a dica deste lugar?

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