Assunção – passeando pela capital do Paraguai!

Enquanto esperamos os acertos finais para a viagem definitiva, resolvemos aproveitar uma promoção de passagens para dar um pulo rápido para conhecer as cataratas e aproveitamos para dar uma esticada até Assunção, capital do Paraguai.

Essas foram nossas impressões sobre sobre este nosso vizinho tão desconhecido para nós.

Infelizmente, para a maioria dos brasileiros que “conhece” o Paraguai, o conhecimento se resume às cidades que fazem fronteira com o Brasil (principalmente Ciudad del Este). Seja por medo, preconceito ou simples falta de interesse, pouca gente quer ver o que tem além das roupas e eletrônicos baratos. Aqueles que passam esta barreira se deparam com um país incrível.

Entrando no Paraguai

Como estávamos em Puerto Iguazú (Argentina), pegamos um ônibus de linha que ligava esta cidade à Ciudad del Este (o preço da passagem é 30 pesos). O ônibus para na imigração Argentina para que todos façam os trâmites de saída do país, porém passa direto nas imigrações brasileiras e paraguaias. Tivemos que pedir para o motorista nos deixar no final da ponte da amizade para podermos registrar a entrada no país.

Carimbaram nosso passaporte sem nenhum problema e nos dirigimos à rodoviária. Um táxi até lá ficaria em torno de 50 mil guaranis (ou 30 reais). Como não tínhamos pressa, resolvemos ir a pé mesmo para economizar e conhecer um pouco mais da cidade. Aproveitamos para trocar alguns reais por guaranis em uma das inúmeras casas de câmbio que existem ali.

Saindo poucas quadras do centro comercial de Ciudad del Este já nos deparamos com uma cidade bem mais tranquila. O caos de vendedores ambulantes é substituído por belas praças e avenidas com poucos carros.

Chegamos na rodoviária por volta do meio dia, almoçamos ali mesmo e pegamos um ônibus direto para Assunção às 13:30. Compramos a passagem pela Crucero del Este por 55 mil guaranis (35 reais) cada. Apesar do ônibus ser direto, ele parava em tudo quanto é cidade no caminho. Não consigo imaginar como seriam os pinga-pinga…

Chegamos em Assunção por volta das 19:30, e agora sim poderíamos dizer que estávamos finalmente no Paraguai.

Chegando a Assunção

Estávamos um pouco receosos de chegar em Assunção à noite (chegar em cidade grande quer não conhecemos é sempre complicado), principalmente porque não tínhamos reservas e nem ideia de onde ir (sim, decidimos ir até lá de última hora), mas a chegada não poderia ter sido mais tranquila. A rodoviária oferece wi-fi livre, e com isso conseguimos nos conectar para fazer uma pesquisa rápida sobre os hotéis da cidade. Encontramos o hostel “La Casita de La Abuela”, que era bem localizado, razoavelmente barato (150 mil guaranis para um quarto privado com banheiro) e tinha vaga para aquela noite. Decidimos ir para lá.

A rodoviária fica na periferia da cidade, e por isso um táxi até o centro custaria razoavelmente caro. Encontramos um guichê de informações e perguntamos se era possível chegar lá de ônibus. A atendente (muito séria) disse para pegarmos o ônibus 38 que em meia hora estaríamos lá.

A passagem do ônibus custou 2300 guaranis para cada um (ou R$1,40). Os ônibus de lá, apesar de por fora parecerem estar caindo aos pedaços, são mais confortáveis que os de São Paulo (pelo menos na minha opinião). Confirmamos com o motorista e ele, muito simpático, nos indicou onde deveríamos descer.

Descemos a duas quadras do Hostel e fomos caminhando até lá. Apesar de nosso livro-guia dizer que Assunção é perigosa e que se deve evitar andar pelo centro à noite, achamos a cidade bem segura. Acredito que quem escreveu o livro nunca foi para lá…

Deixamos nossas coisas no Hostel e saímos para procurar um lugar para jantar. Encontramos um boteco que vendia x-salada e comemos por ali mesmo. Nesse meio tempo, caiu uma das maiores chuvas que eu já vi na minha vida…

Quando a chuva deu uma amenizada, voltamos para o Hostel, dormimos e no dia seguinte tivemos que nos mudar. Não porque o hostel fosse ruim (pelo contrário, era excelente!), mas porque só tinham quarto livre para aquela primeira noite. Nos dias seguintes já estavam todos reservados.

Encontramos outro excelente hostel ali perto, um pouco mais barato (120 mil guaranis) e melhor localizado chamado El Viajero. Passamos os dias seguintes ali.

Conhecendo Assunção

No dia seguinte pudemos finalmente conhecer a cidade. Assunção não é muito grande (tem pouco mais de 500 mil habitantes), possui um trânsito um pouco bagunçado (mas longe de ser caótico), é segura e possui uns poucos pontos turísticos, a maioria concentrados no centro da cidade.  É um pouco mais barata que São Paulo, mas longe de ser uma barganha. O povo paraguaio é muito simpático e hospitaleiro, sempre disposto a te ajudar, mesmo que você não fale espanhol.

1° dia

Uma tarde de caminhada pelo centro foi suficiente para conhecermos os principais pontos turísticos da cidade. Infelizmente a maioria deles estava fechada para reformas, portanto só pudemos apreciá-los por fora. Este é o mapa do trajeto que seguimos:

Roteiro para conhecer em Assunção
Trajeto do primeiro dia em Assunção

1 – Hostel El Viajero

Onde estávamos hospedados.

2 – Iglesia de la Encarnación

Igreja dedicada à Nossa Senhora de la Encarnación, possui uma bonita fachada e sua construção data de 1983. Estava fechada e funcionando como estacionamento para veículos.

3 – Panteão Nacional dos Heróis

Este templo teve sua construção iniciada em 1863, porém só foi inaugurado em 1936 devido à Guerra do Paraguai. Além de igreja, ele também cumpre a função de mausoléu, abrigando os restos mortais dos presidentes Carlos e Francisco López e mais dois soldados desconhecidos. Estava fechado para reformas quando estivemos lá.

Mucuvinha no Panteão dos Heróis, em Assunção
Panteão dos Heróis, em Assunção

4 – Banco Nacional de Fomento

É apenas um banco público, mas vale a visita pela arquitetura do prédio.

Banco Nacional de Fomento, em Assunção
Banco Nacional de Fomento

5 – Catedral Metropolitana

A catedral da cidade foi projetada pelo uruguaio Carlos Zucchhi e construída de 1842 a 1860. Também estava fechada quando estivemos lá.

Mucuvinha na catedral metropolitana de Assunção.
Mucuvinha na catedral metropolitana de Assunção.

6 – Plaza de Armas

Como toda capital latina, Assunção também tinha que ter a sua Plaza de Armas. Nela há um monumento de metal simbolizando o tronco de uma árvore (não conseguimos descobrir o que significa). Situa-se em frente ao Congresso Nacional, e estava rolando ali uma manifestação pacífica enquanto estávamos visitando a cidade.

Manifestação pacífica do Partido Comunista na Plaza de Armas - Assunção.
Manifestação pacífica do Partido Comunista na Plaza de Armas – Assunção.

7 – Congresso Nacional

Um dos poucos prédios modernos do centro de Assunção, abriga o senado e a câmara dos deputados. Impressiona pelo contraste que faz com a pequena favela que está logo ao lado.

Família sem-teto cria porcos ao lado do Congresso Nacional de Assunção
Família sem-teto cria porcos ao lado do Congresso Nacional.

8 – Palácio do Governo

Também chamado Palácio de López, é a sede do poder executivo do Paraguai. Vale a pena ser visitado também a noite, devido à bela iluminação do local.

Palácio do Governo de Assunção iluminado à noite.
Palácio do Governo iluminado à noite.

9 – Praia 

Apesar de não ser própria para banho, possui um extenso calçadão onde as pessoas costumam ir caminhar, correr ou andar de bicicleta no fim da tarde. Vale a pena ver o pôr-do-sol de lá.

Mucuvinha na praia de Assunção
Vista da praia de Assunção.

Esta breve caminhada foi suficiente para conhecermos os principais edifícios do centro da cidade. Para terminar o dia, caminhamos pelas movimentadas avenidas Estrella e Palma, repletas de lojas, restaurantes e bares.

A noite saímos com o pessoal do hostel para jantar e cantar em um karaokê. Apesar de ser em plena quarta-feira, a noite se agitava até de madrugada.

2º dia

No segundo dia aproveitamos para conhecer o famoso prédio da Conmebol (enquanto ela ainda existe). Este prédio não está localizado em Assunção, mas sim na cidade vizinha de Luque (próximo ao aeroporto). Um táxi até lá custaria absurdamente caro, porém é fácil chegar lá de ônibus.

Pegamos o ônibus 30 (confirmar se ele vai para o aeroporto) na avenida Oliva e pedimos para o motorista nos avisar quando estivesse perto da Conmebol (embora isso nem seja necessário, já que de longe é possível ver o grande prédio da instituição).

A visita é interessante tanto para os fãs de futebol tanto para aqueles que acompanham esporadicamente. Infelizmente parte do museu estava fechada no dia (dizem que é interessante ligar antes, pois não há horário nem data certos para o museu principal estar aberto). A entrada é gratuita, e tivemos acesso à parte onde os troféus dos principais campeonatos sulamericanos estão guardados.

Em frente ao prédio da Conmebol
Em frente ao prédio da Conmebol
Sala de troféus do museu da Conmebol
Sala de troféus do museu da Conmebol

Para voltar, basta pegar o mesmo ônibus na frente do museu (confira antes se ele está voltando pra Assunção ou indo para Luque).

Ao final do dia, demos uma passada na famosa Loma San Gerónimo, porém não havia nada para se ver lá. Dizem que esta rua fica animada nos finais de semana, com pequenas vendas e restaurantes, porém em uma quinta-feira é apenas uma rua normal.

Mucuvinha na Loma San Gerónimo
Loma San Gerônimo, Assunção

3° dia

O terceiro dia foi dia de vir embora. Aproveitamos as últimas horas lá para comer uma costela paraguaia, trocar o dinheiro que sobrou e matar as últimas horas nos shoppings do bairro Villa Morra (bairro chique da cidade, no caminho da rodoviária).

No fim do dia, pegamos um ônibus para a rodoviária em frente ao Shopping del Sol. Compramos nossa passagem para Salto del Guairá (outra cidade que faz fronteira com o Brasil) para as 23h por 90 mil guaranis cada uma.

O ônibus saiu pontualmente às 23h e chegou ao destino meia hora antes do horário previsto (6h do dia seguinte). E há quem diga que os ônibus paraguaios não são pontuais…

Salto del Guairá é uma cidade que vive da venda de produtos para o Brasil, porém está longe de ser o caos que é Ciudad del Este. Dizem que a fiscalização aqui é bem mais tranquila, porém tivemos nossas malas revistadas quando voltávamos para o Brasil (por sorte não somos consumistas).

Aproveitamos o período da manhã para descobrir como voltar para o Brasil. Existe uma balsa que leva à cidade de Guaíra, no Paraná, porém não trabalha no sábado. Então decidimos pegar um ônibus (passagem $3,50) que vai até a cidade de Novo Mundo no MS (uma dica: o ônibus não para na imigração paraguaia, portanto é recomendado fazer a saída do Paraguai lá no centro, num escritório que tem perto de onde saem as balsas).

De Novo Mundo, pegamos o ônibus de volta para São Paulo que saía as 15:30, e só no dia seguinte às 7h estaríamos descendo na rodoviária da Barra Funda. Nosso mochilinho havia chegado ao fim!

Câmbio

Não existem muitos segredos para se trocar dinheiro no Paraguai. Não existe câmbio paralelo no país, e tanto dólares, reais ou pesos argentinos são bem aceitos pelas casas de câmbio na capital. Vale a pena pesquisar bem as casas de câmbio do centro, pois há uma variação bem grande entre elas (a melhor cotação que encontramos foi na esquina da rua Estrella com a 14 de Mayo).

Há muitos cambistas de rua no centro. Trocamos algum dinheiro com um deles só para “testar”, e foi tudo em ordem, mas a cotação não é muito vantajosa. Acredito que a única vantagem de trocar com eles é evitar as filas das casas de câmbio (que em geral são pequenas) ou caso você queira trocar dinheiro sem usar documentos (seja lá qual a razão que você queira fazer isso).

Preços em Assunção

-Ônibus municipal: 2300 guaranis (R$1,40).

-Almoço: é possível comer bem em um restaurante simples e limpo por 15 mil guaranis (R$ 10).

-Cerveja: uma garrafa de 1 litro varia de 11 a 18 mil guaranis (R$7 a R$12).

-Eletrônicos: Algumas coisas são um pouco mais baratas que no Brasil, mas não chega a valer a pena.

-Gasolina: Um pouco mais caro que no Brasil

-Hospedagem: Conseguimos um quarto confortável num hostel, com TV e banheiro privado, por 120 mil guaranis (R$75 reais). Não encontramos opções muito mais baratas.

-Lanche (estilo x-salada): de 5 a 9 mil guaranis (R$3,50 a R$6).

-Água: 3 mil guaranis uma garrafa de 1 litro (R$2).

 

É isso pessoal!
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