Trabalhar em hostel – como conseguir e como foi a nossa experiência

Quem gosta de viajar e se hospedar em hostel, já deve ter conhecido alguém que trabalhava por lá em troca de comida e hospedagem, e provavelmente já se imaginou fazendo a mesma coisa.

Desta vez, nós fomos um destes trabalhadores nômades, e vamos contar aqui como foi a nossa experiência!

Como conseguir

Para conseguir este tipo de trabalho, há duas maneiras: pode-se ir de hostel em hostel perguntar se há a disponibilidade deste tipo de trabalho, ou usar algum site pago de trabalho voluntário. No nosso caso, usamos o www.workaway.info, que cobra 38 dólares para um perfil de casal (ou 29 dólares para de 1 pessoa) e é válido por 2 anos. Ele oferece não apenas trabalho em hostel, mas também em fazendas, ONGs, casas particulares, etc. Além deste, há também:

www.worldpackers.com – um dos mais caros – custa 50 dólares por cada emprego que você conseguir por lá! O interessante deste é que pode conseguir o primeiro grátis, se conseguir que pelo menos 20 amigos do facebook te indiquem (eles apenas tem que responder um pequeno questionário a seu respeito). Oferece trabalho voluntário em diversas áreas.

www.wwoof.org – O foco principal é trabalho em fazendas orgânicas. Vimos muito franceses por aqui usando este site. O preço da assinatura varia de acordo com o país onde você está tentando trabalho.

Www.helpx.net – Muito similar ao workaway, porém com uma interface menos amigável, custa 20 euros por uma assinatura de 2 anos. Oferece emprego em qualquer área.

Em todos estes é possível criar uma conta sem pagar e navegar pelas ofertas de trabalho. Só precisa pagar se quiser concorrer a uma.

Há vários trabalhos interessantes, desde aqueles que lidam com animais até projetos sociais com crianças e idosos. Mas não se engane: enviamos pedidos a umas 10 vagas, e somente 2 nos responderam: uma dizendo que não e outra foi a que nos aceitou. O restante não deu “pelotas” ao nosso pedido (como diriam os argentinos).

Nas informações das vagas também informam o que é necessário para o trabalho, qual o tempo mínimo e o que dão em troca (em geral se trabalha umas 5h por dia, com direito a 1 ou 2 dias de folga por semana, e oferecem 1 ou 2 refeições por dia). É interessante confirmar as informações, pois na hora a coisa pode ser diferente.

Nossa experiência

Nós conseguimos trabalho em um hostel em Bariloche, em troca de café-da-manhã, janta, hospedagem em quarto compartilhado e algo de comida para ajudar no almoço (no site dizia que davam 4 refeições). Tínhamos direito a 1 dia de descanso por semana (no site falavam que eram 2). Mesmo com as diferenças, aceitamos o trabalho.

A carga do trabalho variava muito conforme a quantidade de voluntários que haviam por lá. Por exemplo, teve dias que trabalhávamos 4h por dia (juntos), e outros que cada um tinha que trabalhar 6h (como sempre ficávamos juntos, trabalhávamos um total de 12h nesses dias). Apesar dos dias puxados, o trabalho foi divertido, e conhecemos bastante gente bacana. Há alguns hóspedes chatos, mas são exceção.

Trabalhando em um hostel em Bariloche
Trabalhando no horário noturno no hostel 🙂

O trabalho também foi bom para treinarmos um pouco de inglês e espanhol e colocarmos nosso projeto em dia. Também ganhamos uma graninha com a comissão das excursões que vendemos.

Vale a pena?

É difícil dizer. No nosso caso, valeu, tanto pela experiência quanto para por nosso trabalho (e contas!) em ordem. Temos uma pequena renda mensal de um apartamento que alugamos no Brasil, e como fechamos o mês gastando menos do que o que recebemos de aluguel, saímos no lucro. Também aproveitamos para conhecer bem Bariloche, que é uma cidade bastante cara para visitar, e para descansar um pouco (é bom dormir a noite sabendo que vai ter onde dormir no dia seguinte!).

Agora, se você não tem um dinheiro entrando, ou se está viajando de férias, não acredito que valha a pena.

Pela questão financeira, gastávamos bem pouco por dia, mas ainda assim gastávamos alguma coisa. Em 1 mês gastamos o que teríamos gastado em 4 dias em Bariloche se estivéssemos “turistando”. Ficando 1 mês ali conseguimos sentir como é realmente viver na cidade, mas se o seu objetivo for conhecer os pontos turístico, 4 dias turistando é mais que suficiente.

Outra questão é o tempo: trabalhar apenas 5h em troca de uma hospedagem gratuita pode parecer tentador, mas no final não te sobra tanto tempo assim. Muitos passeios te tomam um dia inteiro, e estes você só poderá fazer nos seus dias livres. Nos de trabalho, não vai restar muito além de um passeio pelo centro da cidade ou uma cerveja no fim da tarde.

Lembre-se que você trabalhou o ano todo para conseguir essas merecidas férias, e perder parte delas trabalhando mais não é uma ideia muito agradável…

É isso pessoal. Ainda tem dúvidas? Comentem aí! 🙂

 

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19 comentários sobre “Trabalhar em hostel – como conseguir e como foi a nossa experiência

    1. Olá Bruna! Obrigado! 🙂
      Realmente é uma experiência bem legal, todo dia conhecendo pessoas novas de todos os cantos do mundo!
      Boas viagens para você também!
      Beijos

    2. Tenho vontade de conhecer Ushuaia e bariloche um dia só que vou de carro. Vcs tem alguma dicas de pousadas, campings e hotéis nessas regiões que seja o mais barato possível. Olha eu li o blog de vcs e espero conhecer vcs pessoalmente aqui no nosso país um dia. Abraços.

      1. Olá Cláudio!
        Se pretende acampar, pode ir tranquilo – a Argentina é o paraíso dos campings. Em praticamente todas as cidades da Patagônia tem (incluindo Bariloche e Ushuaia), e em algumas é possível acampar até de graça (e tem ducha com água quente e tudo mais).
        Geralmente basta chegar no lugar e se informar no centro de informações turísticas. Eles vão indicar os campings e os preços.
        Aqui colocamos algumas dicas de hospedagens dos lugares que passamos, talvez ajude 🙂

        http://mundosemfim.com/economizando-pela-patagonia-dicas-sobre-hospedagens-e-carona-por-uma-das-regioes-mais-caras-do-continente/

        Abraço!!

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