Volta ao mundo – perguntas mais frequentes

Muita gente tem nos mandado várias perguntas sobre a viagem. Como fazemos com o dinheiro, como é a questão da saúde e da segurança, etc. Aqui listamos as principais dúvidas do pessoal:

Qual seguro de saúde vocês usam?

Nenhum. Nós avaliamos e optamos por correr o risco de viajar sem, mas não recomendamos que ninguém faça o mesmo.

Quais vistos vocês tiraram antes de sair de casa?

Somente o dos EUA. O dos outros países pretendemos ir tirando pelo caminho.

Além do visto, veja outros preparativos importantes aqui.

Quais vacinas são importantes tomar antes de viajar?

Se você for fazer uma viagem de longa duração ou for para regiões com maiores riscos de doenças, recomendamos fazer uma consulta ao Medicina do Viajante para ver certinho quais vacinas devem ser tomadas e quais os cuidados que se deve tomar.

Escrevemos um post completo sobre este assunto aqui.

Vocês trabalham pelo caminho em troca de comida e hospedagem?

Não. Fizemos isso somente uma vez na Argentina. Foi uma experiência interessante, mas não conseguimos aproveitar muito. Escrevemos um post aqui com mais detalhes.

Os trabalhos que fazemos são, basicamente, escrever este blog e vender fotos na Internet. Também escrevemos um livro para ajudar um pouco no orçamento, e pretendemos escrever outros mais.

Às vezes também fazemos parcerias com hotéis trocando alguns dias de hospedagem por fotos ou por publicidade em nosso blog.

Se quiser saber mais detalhes sobre o quanto ganhamos com estes trabalhos, leia este post aqui.

Com que dinheiro vocês bancam a viagem?

Com o dinheiro que juntamos antes de sair de casa. O blog e as fotos ajudam, mas ainda estão longe de ser suficientes para bancar a viagem.

Como vocês levam o dinheiro?

Nós vamos sacando com o cartão de débito do nosso banco (Santander). Não conseguimos escapar do IOF, mas o câmbio geralmente é bom e temos a segurança de não andar com muito dinheiro. Os caixas eletrônicos de alguns países cobram taxa de saque (geralmente algo entre 1 e 4 dólares), mas a maioria não. Lembre-se de sempre sacar no DÉBITO, pois saques no crédito cobram taxas exorbitantes.

Também andamos com alguns dólares para emergências, caso o cartão dê problemas.

É possível viajar sem dinheiro?

Esta é uma pergunta bem complicada, já que, sem dinheiro, é bem difícil sobreviver (seja viajando ou não).

Nossos gastos, na estrada, são menores do que os que tínhamos com aluguel, comida e transporte em São Paulo. A diferença é que, em SP, tínhamos nossos empregos. Se você tiver algum trabalho que te permita trabalhar pela internet, dá para viajar tranquilo. Do contrário, é possível tentar trabalhos voluntários em troca de comida e hospedagem nos hotéis (note que este tipo de trabalho é ilegal para estrangeiros, e você poderá ter problemas graves em países onde as leis são rígidas). Nós escrevemos um post mais detalhado aqui.

Ok, com estes trabalhos você consegue sobreviver sem gastar nada (ou gastando muito pouco), mas não consegue arrecadar dinheiro para seguir em frente. Uma opção para levantar fundos na estrada é vender artesanatos, caipirinha na praia, doces nos hostels, tocar música nas praças, etc. Conhecemos muita gente que segue em frente desta forma. Não esqueça de consultar a legislação de cada lugar para não ter problemas.

Agora, sair de casa sem dinheiro nenhum é algo que não recomendamos. Conhecemos algumas pessoas que conseguiram chegar longe desta forma, mas a grande maioria desiste em poucos dias. Na Bolívia, conhecemos um brasileiro que saiu de casa aos 16 anos e já havia rodado toda a América do Sul de carona, acampando e vendendo artesanatos. Ele nos disse que, em algumas ocasiões, chegou a ficar 4 dias sem comer. No momento que o conhecemos, ele e a namorada estavam tentando ser deportados, pois ela ficou doente e precisavam voltar ao Brasil para fazer um tratamento pelo SUS. Emfim, é possível, mas não é para qualquer um.

Nossa recomendação é: junte um dinheiro suficiente para sobreviver pelo menos 1 mês e tenha sempre uma reserva para que consiga voltar ao Brasil caso algo dê errado. Por exemplo: você pode juntar 6 mil reais e colocar 4 mil reais como um limite mínimo. Tente se virar somente com estes 2 mil reais. Se conseguir seguir em frente com essa grana, ótimo. Se os 2 mil reais acabarem, use os 4 mil de reserva para voltar para casa.

Vocês já viajaram desta forma antes?

Não. Nossas viagens eram sempre de férias. Procurávamos economizar sempre, mas nunca havíamos pedido carona, e podemos contar nos dedos as vezes que já havíamos acampado antes.

O que vocês levam na mochila?

Escrevemos este post listando todos os itens que tínhamos na mochila assim que saímos de casa. Depois de 1 ano de estrada, escrevemos este novo post com algumas considerações sobre o que foi útil e o que não serviu.

Vocês fizeram um roteiro completo antes de sair de casa?

Não. Apenas riscamos algumas linhas no mapa, mas já estamos seguindo um caminho bem diferente do que imaginávamos. Vamos planejando os próximos passos durante a viagem mesmo.

Por quanto tempo pretendem viajar?

Não sabemos. Nossa ideia inicial era viajar por três anos, mas agora, mais de 2 anos depois, não visitamos nem metade dos lugares que havíamos planejado. Se tudo der certo, teremos mais alguns anos pela frente!

Vocês já foram roubados em algum lugar?

O maior roubo que sofremos foi do banco Santander, que começou a cobrar uma tarifa absurda dos nossos cartões poucos meses depois que saímos de casa. E, como só dá para resolver isso voltando para o Brasil, tivemos que seguir pagando.

Fora isso, a única vez que fomos roubados foi de um cambista na fronteira da Costa Rica com a Nicarágua. Ele tinha uma calculadora adulterada e nos roubou 30 dólares no câmbio. Quando nos demos conta, ele já havia desaparecido.

Assaltos, graças a Deus, nunca sofremos.

Viajar é perigoso?

Tem seus riscos, mas o perigo é um pouco diferente do que a maioria das pessoas pensa.

Em termos de violência, infelizmente temos a sensação de que o Brasil é um dos lugares mais perigosos por onde já passamos. Algumas cidades, como Caracas, San Salvador e Cali, realmente exigem precaução em dobro (principalmente pela noite), mas na maioria dos lugares por onde passamos nos sentimos bastante seguros.

Outros riscos, que às vezes nem vêm à cabeça quando se fala nos perigos de viajar, estão relacionados a doenças e a acidentes. A higiene, em muitos países, deixa bastante a desejar, e não é raro viajantes terem no mínimo uma dor de barriga quando se aventuram a comer pela rua. E, em relação a acidentes, já viajamos em ônibus que mal tinham freio por estradas que serpenteavam precipícios enormes. Cinto de segurança é artigo de luxo em algumas regiões. Se você conseguir ir sentado, já pode agradecer.

Golpes, infelizmente, são bastante comuns. Escrevemos um post aqui contando os principais golpes aplicados a turistas pelo mundo.

Vocês já ficaram doentes pela estrada? Como fizeram?

Uma vez, eu (Renan) tive uma dor de barriga violenta no Peru, mas consegui me tratar com remédios.

A Michele passou por uma situação um pouco mais complicada no México: primeiro pegou dengue. Durante a recuperação, acabou tomando água contaminada e, como estava com a imunidade baixa, contraiu salmonelas. Acabamos indo parar no pronto-socorro da Cruz Vermelha. A consulta custou simbólicos 10 reais. Receitaram alguns remédios e em poucos dias estávamos prontos para a estrada.

Qual o país que vocês mais gostaram? E quais vocês não voltariam mais?

Pergunta difícil!

Não há um país preferido até agora, nem nenhum que não tenhamos gostado, mas temos um carinho especial pela região da Patagônia (argentina e chilena). A sensação de liberdade que sentimos viajando de carona e acampando por lá foi única.

Vocês pretendem voltar para o Brasil depois que a viagem acabar?

Sim. Apesar de seus muitos defeitos, o Brasil ainda é o país de nossos corações.

Já tiveram problemas com a polícia em algum lugar?

Não.

 

É isso, pessoal! Se tiverem mais dúvidas, só mandar para nós ou escrever nos comentários que fazemos questão de responder tudo! 🙂

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