O que fazer em Yangon – dicas, preços e muito mais

Principal porta de entrada do Myanmar, Yangon é a maior cidade e o mais importante polo econômico do país. Aqui damos todas as dicas do que fazer por lá!

Câmbio oficial (out/2018)
1 real = 397 quiates
1 dólar = 1525 quiates
1 euro = 1759 quiates

Shwedagon
Pagode Shwedagon, o principal monumento de Yangon

Com uma população de mais de 7 milhões de habitantes, Yangon é uma cidade grande, mas que reflete bem a situação e a cultura do Myanmar. Com grandes avenidas contornando templos milenares, edifícios luxuosos emparelhados com residências humildes, birmaneses com rostos pintados de thanaka caminhando ao lado de estrangeiros, muçulmanos vendendo comida ao lado de indianos e uma área rural a poucos quilômetros do centro, Yangon prova ser uma cidade que acolhe a todos.

Yangon foi a capital do país até 2006, ano em que o governo militar decidiu transferir o governo para a recém-criada Naypyidaw (cidade esta que é, por muitos, considerada a maior cidade fantasma do mundo).

Chegando e saindo

Como a maioria das pessoas chega ao Myanmar de avião, o aeroporto de Yangon acaba sendo a principal porta de entrada ao país. Ele está um tanto distante, e um táxi de lá para o centro deve custar na faixa dos 10-12 mil quiates (convém negociar antes o preço).

Yangon também está conectada a praticamente todo o país por ônibus. Você pode comprar passagens nas agências que estão na rua Kun Chan rd, em frente à estação central de trem. Como a rodoviária fica longe, convém negociar se a agência inclui o transfer para lá ou não. Em caso contrário, espere pagar uns 10 mil em um táxi. Outra opção é ir de trem: baixe na estação Mingalardon e de lá pegue um táxi (3 mil quiates) ou caminhe uns 3 quilômetros.

Por fim, os trens estão conectados a destinos importantes, como Mandalay, Bagan, Mawlamyine, Hpa An e o Inle Lake. As passagens são mais baratas que de ônibus, mas a viagem é mais demorada. A passagem é vendida no mesmo dia da partida, mas às vezes deixam reservar no dia anterior.

Como referência, aqui estão alguns valores:

  • Yangon – Mandalay: 16 horas de trem, 4500/9300/12700 quiates (classe ordinária/superior/cama). 8 horas em ônibus, 12 mil quiates.

  • Yangon – Myawaddy (fronteira com a Tailândia): 14 mil em ônibus (não tem trem).

  • Yangon – Kalaw (perto do Inle Lake): 18 mil em ônibus, 8 horas de viagem.

  • Yangon – Mawlamyine: 10 horas em trem, 4250 quiates na classe superior. 4-5 horas em ônibus, 8 mil quiates.

Yangon, Myanmar
Algumas ruas de Yangon podem ser um tanto caóticas…

Onde se hospedar?

A melhor região para se hospedar em Yangon é nos arredores da estação ferroviária. Ao sul dela, caminhando para os lados da Chinatown, encontrará boas opções para mochileiros, com quartos simples e comida mais barata. Não há muitos hostels, mas você pode encontrar um quarto com ventilador e banheiro compartilhado por uns 10 dólares.

Para o norte da estação, na região do lago Kandawgyi, fica uma zona mais luxuosa, com hotéis mais finos e restaurantes mais luxuosos. Nós ficamos no Esperado Lake View Hotel, um hotel super confortável e que tem uma vista espetacular do lago e do pagode Shwedagon. No terraço do hotel há um restaurante com comida sensacional. Um quarto de casal neste hotel sai na faixa dos 50 dólares. Se quiser reservar um quarto lá, pode fazer por aqui.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Note que Yangon é uma cidade quente e que quedas de luz são frequentes. Hospedar-se em um hotel com gerador é fundamental.

Segurança e golpes

Achamos Yangon uma cidade bastante segura. Andávamos tranquilamente com a câmera pendurada no pescoço, mesmo pela noite.

Há que ficar esperto com um ou outro golpe que podem ser aplicados, mas não precisa ser paranoico. De um modo geral, golpes no Mianmar são bem menos frequentes do que nos países vizinhos ou no Brasil, por exemplo.

Os golpes mais comuns são simples: taxista que quer cobrar mais caro do que o justo, uma ou outra barraquinha de rua tentando vender uma comida pelo dobro do preço e coisas assim. Sempre negocie antes o preço para não ter problemas. Na entrada dos templos às vezes rola de quererem cobrar para você guardar os sapatos em um armário (e lá dentro você descobre que oferecem armários grátis), tentarem te vender sacolas para guardar os chinelos alegando que não é permitido levá-los nas mãos e coisas do tipo.

Lago Kandawgyi
Lago Kandawgyi

O que fazer?

Yangon é uma cidade interessante, mas com poucas atrações que realmente se destacam. Um ou dois dias por aqui devem ser suficientes para que você faça os passeios mais interessantes e visite os lugares mais legais.

Aqui está uma lista do que você não deve perder:

  • Pagode Shwedagon (entrada: 10 mil quiates)

Se você puder visitar apenas um monumento em Yangon, recomendamos que visite este. Trata-se de um pagode de 99 metros de altura e considerado um dos lugares mais sagrados do budismo no mundo. É totalmente pintado de dourado, e dizem estar decorado com milhares de diamantes e outras pedras preciosas, além de guardar oito fios de cabelo do Buda.

É preciso estar vestido de acordo (ombros cobertos e calças compridas). Se estiver de bermuda/shorts, eles emprestam uma saia mediante ao depósito de 3 mil quiates (não sei se emprestam algo caso esteja com os ombros de fora).

Este slideshow necessita de JavaScript.

Apesar do valor salgado da entrada, a visita vale a pena. O monumento é rodeado por várias estátuas, esculturas, pequenos templos e tem até um museu com exposição de fotos de como era Shwedagon há décadas atrás.

  • Lago Kandawgyi

O lago Kandawgyi é um lago artificial, criado pelos ingleses para armazenar água para a cidade. A entrada pelo lado norte oferece belas vistas a Shwedagon, principalmente no pôr do sol.

Dizem que precisa pagar 2 mil quiates para acessar às passarelas dentro do lago, embora quando fomos não vimos ninguém cobrando.

Este slideshow necessita de JavaScript.

  • Pagode Sule Paya (entrada: 4 mil quiates)

Sule Paya é um bonito pagode, localizado em meio às caóticas ruas de Yangon. Segundo lemos, este pagode tem cerca de 2 mil anos e mede 46 metros de altura.

Vale a visita, mas não compensa pagar a entrada, já que as vistas do lado de fora são mais bonitas do que do lado de dentro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

  • Jardim Mahabandoola (grátis)

Vizinho a Sule Paya, esta praça recém restaurada é um ótimo lugar para relaxar no centro da cidade. A praça não é grande, mas é cercada por edifícios coloniais bonitos e bem fotogênicos, como o Tribunal Supremo e a prefeitura.

No meio da praça está o Monumento à Independência, um obelisco de 50 metros de altura.

Este slideshow necessita de JavaScript.

  • Passeio de trem (200 quiates)

Um passeio que está se tornando bastante popular entre os viajantes que visitam Yangon é dar uma volta completa na linha de seus trens públicos. A passagem custa apenas 200 quiates (menos que 60 centavos de real) e o circuito todo dura umas 3 horas.

Este passeio é interessante para você ver o dia a dia da população mais simples de Yangon. O trem passa por algumas regiões bem pobres da periferia. Em geral é mais aconselhável sentar-se à porta do que em alguma janela para ter as melhores vistas (a porta dos vagões vai sempre aberta).

Este slideshow necessita de JavaScript.

O detalhe negativo deste passeio é que demora bastante. Se você tem apenas 1 dia para conhecer Yangon, pode ser interessante descer em alguma estação no meio do caminho e depois voltar de táxi. Se você pretende viajar de trem pelo país, pode também facilmente dispensar este passeio, já que terá experiências parecidas nas viagens.

  • Pagode Maha Wizaya (grátis)

Vizinho ao Shwedagon, este pagode é grátis e praticamente ignorado pelos estrangeiros. Vale a pena dar um pulo por aqui. Se você não pretende pagar para entrar nos outros pagodes, esta é uma oportunidade de visitar um sem gastar nada.

Maha Wizaya
Mucuvinha em Maha Wizaya
  • Mercado Bogyoke Aung (grátis)

Este é o mercado mais famoso entre os turistas que visitam Yangon. A maioria das lojas são voltadas para a venda de artesanatos, quadros, roupas e outros itens que podem interessar a estrangeiros (vale a pena sempre dar uma negociada nos preços).

Há também um setor dedicado à venda de joias e pedras preciosas, embora só recomendamos comprar algo valioso por aqui se você for um especialista no assunto.

Este slideshow necessita de JavaScript.

É isso, pessoal! Não deixem de aproveitar ao máximo Yangon e todo o Myanmar!

Para mais dicas bacanas, acompanhe-nos em nossas redes sociais:

6 comentários sobre “O que fazer em Yangon – dicas, preços e muito mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *