O que fazer em Mandalay e arredores (Myanmar)

Mandalay é uma das cidades mais importantes do Myanmar, e deve estar no roteiro de quem for visitar o país. Aqui damos todas as dicas do que fazer por lá!

Câmbio oficial (out/2018)
1 real = 397 quiates
1 dólar = 1525 quiates
1 euro = 1759 quiates

Kuthodaw Paya
Pagode de Kuthodaw Paya, em Mandalay

Localizada bem no centro do país, Mandalay é a segunda maior cidade do Myamnar e foi sua capital entre os anos de 1860 e 1885. Atualmente é uma cidade grande, movimentada, repleta de história, templos, ruínas, monastérios, pagodes e um povo muito simpático.

Chegamos aqui sem grandes expectativas e saímos encantados!

Como chegar?

Mandalay tem trens que fazem a linha direto a Yangon. A viagem leva em torno de 16 horas e a passagem custa 9500 quiates (classe superior) ou 12700 (cama).

Também há ônibus para qualquer canto do país. Uma viagem para Yangon (8-9h) custa a partir de 12 mil. Outros destinos populares são Bagan (5-6h, 9 mil quiates) e o Inle Lake.

Mandalay tem um aeroporto grande, e é comum os viajantes chegarem ao Mianmar por Yangon e saírem por Mandalay (ou vice-versa).

Mandalay, Mianmar
Tani, um amigo que fizemos em Mandalay

Hospedagem

O melhor lugar para se hospedar em Mandalay é nos arredores da estação de trem e do Palácio Real. Não existe uma zona considerada “mochileira”, mas há alguns hostels ao norte da estação de trem.

Nós ficamos no excelente Victoria Palace Hotel, ótima dica para quem busca algo mais luxuoso. Um quarto de casal por aqui sai na faixa dos 70 dólares. Tem piscina, ducha com água quente, ar condicionado, TV e café da manhã no estilo buffet. Fica em uma região boa da cidade, a uma pequena distância de shoppings, restaurantes, etc. Se quiser reservar um quarto nele, pode fazer por aqui.

Victoria Palace Hotel, em Mandalay
Victoria Palace Hotel, em Mandalay

Como se deslocar?

As atrações de Mandalay são um tanto distantes umas das outras, e o ideal é alugar uma moto ou contratar uma excursão ou um motorista particular. Algumas pessoas optam por fazer uma combinação de transporte público para longas distâncias e tuk tuks para curtas distâncias.

Nós alugamos uma moto no nosso hotel mesmo. O aluguel de uma scooter automática sai 14 mil quiates, e de uma semi-automática sai 10 mil.

Se você quiser alugar moto e estiver hospedado em outro lugar, a dica é verificar no Mandalay Motorbike e no Riders de Mandalay. Foram os únicos lugares que encontramos que alugam por preço justo (ainda que caro se comparado ao resto do país). Tem um pessoal que moto na rua, mas pedem bem mais caro do que nestes lugares.

Mandalay, Myanmar
Conhecendo Mandalay de scooter

O passe para as atrações

Quando chegar a Mandalay, o ideal é comprar o ticket combinado que te dá acesso às principais atrações da cidade. Este ticket custa 10 mil e é válido por 1 semana. Você pode comprá-lo na entrada do Palácio Real.

O que fazer?

À primeira vista Mandalay pode parecer apenas uma cidade grande, movimentada e sem graça. Mas é só andar um pouco que você verá uma infinidade de monumentos muito interessantes, monastérios com monges simpáticos (aqui foi o primeiro lugar onde vimos monges simpáticos) e, se avançar pelos arredores da cidade, verá ruínas quase tão interessantes quanto as de Bagan.

Aqui vai a lista das coisas para se fazer por lá:

  • Palácio Real (entrada com ticket combinado)

Localizado no centro de Mandalay, numa ilha artificial amuralhada e cercado por uma zona militar, o Palácio Real é um conjunto de mais de 40 edifícios de madeira, erguidos nos anos 90 como uma réplica de como era a área real em 1850.

Dentro do palácio há um pequeno museu que contém alguns artigos que pertenciam ao rei (com destaque a uma cama toda feita de cristal) e uma torre que serve como mirador.

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Para visitá-lo, é preciso estar vestido de acordo (ombros cobertos e calça ou saia até pelo menos a altura dos joelhos) e deixar o passaporte na entrada. E, apesar de ter 4 entradas, a única autorizada para os turistas é a entrada do leste.

Estrangeiros não são autorizados a andar de moto ou bicicleta dentro da área do Palácio Real. Assim, desde a portaria pode-se caminhar 1 quilômetro ou pegar um táxi (1000 por pessoa).

  • Colina de Mandalay (grátis)

Atrás do Palácio Real é possível ver uma bonita colina, coberta com vários templos e pagodes. No topo está um monastério (entrada: 1000 quiates). Dizem que, perto do pôr do sol, é possível subir lá e conversar com os monges, que buscam estrangeiros para praticar inglês. Não sabemos se isso ainda acontece ou não, pois não fomos neste horário.

Dá para subir praticamente toda a colina em veículo. A cerca de 900 metros antes do topo há uma espécie de pedágio. Se não quiser pagar, pode deixar a moto em um estacionamento grátis e subir estes últimos metros por escada (foi o que nós fizemos).

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  • Kuthodaw Paya (entrada com ticket combinado)

Este templo budista é cercado por 729 casinhas brancas. Cada uma destas casinhas contém uma página de um livro de pedra, e este livro é considerado (pelo menos no Mianmar) como o maior livro do mundo.

Os textos estão escritos em birmanês, mas pelo que lemos ele reproduz o Tripitaka, um conjunto de ensinamentos budistas.

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Em teoria é preciso ter o ticket combinado para visitar este lugar, embora ninguém tenha nos pedido nada.

  • Atumashi e Golden Palace (entrada com ticket combinado)

São dois monumentos vizinhos: o primeiro enorme e construído de cimento, e o segundo construído totalmente de madeira. O Atumashi, apesar da aparência de abandonado, impressiona pelo lado de fora por sua grandeza (dentro ele mais parece um salão de festas com um pequeno altar).

O Golden Palace é um monastério um tanto sombrio, mas bastante bonito. No passado, talvez, seu interior fosse totalmente dourado, mas hoje em dia a tinta já está bem basta. Só a cor do teto e de um ou outro canto menos acessado se preservou. Dizem que o Golden Palace originalmente ficava dentro do Palácio Real.

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  • Mahamuni Paya (grátis; 1000 se quiser tirar fotos)

O Mahamuni Paya é um bonito templo, mais popular entre os nacionais do que entre os turistas estrangeiros. Ele guarda uma estátua dourada de 4 metros de altura do Buda que supostamente tem 2 mil anos de idade.

Se quiser tirar fotos da estátua é preciso pagar 1000 quiates, mas recomendamos vê-la antes de pagar. Quando fomos, havia tanta gente venerando a estátua que era impossível fotografar. Além disso, mulheres não podem se aproximar. Homens estrangeiros, em teoria, podem, mas eles aparentemente não gostam muito da ideia e inventam alguma desculpa para você não se aproximar (no meu caso, reclamaram das minhas roupas, embora eu já tenha entrado em tudo o que é lugar sagrado com elas).

A sacanagem é que eles omitem esses detalhes quando vêm te cobrar pela câmera. Ainda bem que não pagamos, pois não teríamos conseguido fotografar nada.

Mahamuni Paya
Mahamuni Paya

Além destes, há muitos outros pagodes, templos e monastérios na cidade, a maioria com entrada gratuita.

Agora vamos falar das atrações nos arredores da cidade, que são ainda mais interessantes:

Arredores de Mandalay

  • Amarapura

Primeira cidade ao sul de Mandalay, Amarapura tem duas atrações bem interessantes: a primeira é a ponte chamada de U Bein, uma ponte de palafitas com mais de 1 quilômetro de comprimento. É considerada a ponte de palafitas mais longa do mundo. É opcional fazer um passeio de barco (5 mil quiates, 20 minutos) pelo lago para ver melhor a ponte, embora a vista da orla do lago seja muito boa. Não se paga nada para cruzar a ponte.

A segunda atração, a poucos metros da ponte, é o monastério Maha Ganayon. O ideal é visitar este monastério por volta das 10h15min, pois é quando os monges fazem uma longa fila para comer. Também não se paga nada pela visita.

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Nos arredores do monastério e da ponte há outros templos e pagodes bem bonitos.

  • Inwa (grátis; um dos monumentos exige o ticket combinado)

Inwa foi a capital do Mianmar por quase 4 séculos. Suas ruínas, ainda pouco conhecidas, podem ser vistas à beira das estradas, e nos pareceram quase tão impressionantes quanto as de Bagan. Também se vê uma grande e impressionante muralha cercando todo o sítio arqueológico.

Alguns lugares de destaque para se ver aqui são: Mae Nu Oak, um bonito templo todo branco; Nanmyin, uma antiga torre de observação (não é permitido subir) e Bagaya Monastery, um monastério construído de madeira (único lugar em Inwa onde verificam o ticket combinado).

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Nós fomos até lá em moto. Outra opção econômica é ir em transporte público e lá arranjar um passeio com charrete, tuk tuk ou táxi.

  • Sagaing (grátis; alguns monumentos cobram de 300 a 500 pela câmera)

Sagaing é uma cidade bastante dispersa, repleta de monumentos por todos os cantos. Ao atravessar a ponte para lá você já verá as pontas douradas se destacando em meio às árvores.

Um passeio legal para se fazer é subir a Colina de Sagaing. Lá em cima estão os templos de Umin Thounzeh e Soon U Ponya Shin que, além de muito bonitos, ainda oferecem vistas espetaculares da cidade. A entrada para ambos é grátis, embora o Soon U Ponya Shin cobre 500 quiates pela câmera e 300 pelo estacionamento da moto.

Outro monumento que achamos interessante é o Kaung Mhu Taw, distante uns 7 quilômetros da cidade. Trata-se de um pagode enorme, redondo e dourado. Em teoria cobram 500 quiates por câmera, mas quando fomos não havia ninguém cobrando nada.

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  • Mingun (entrada: 5 mil quiates)

Mingun é um pequeno povoado localizado à beira do rio. Para chegar até lá, é possível seguir por cerca de 30 minutos pela estrada ao norte de Sagaing, ou pegar um barco direto de Mandalay para lá (5 mil por pessoa). Ao chegar ao povoado é preciso pagar uma taxa de entrada de 5 mil quiates.

A grande atração de Mingun é Mingun Paya, os restos do projeto de um templo de 150 metros de altura, atualmente considerado por muitos como “a pilha de tijolos mais alta do mundo”. Nós não quisemos pagar para entrar, mas conseguimos tirar boas fotos do lado de fora (pouco antes da bilheteria há uma rua onde você consegue observá-la sem pagar).

Outras atrações em Mingun são um sino, que eles reivindicam ser o maior do mundo, e um monastério branco (estes não deu para ver sem pagar a entrada).

Mingun Paya, Mandalay, Myanmar
Mingun Paya, a “maior pilha de tijolos do mundo”

É isso, pessoal! Estes são os lugares mais interessantes para se conhecer em Mandalay, uma cidade repleta de cultura e beleza no Mianmar. Não deixem de visitá-la!

Aqui estão alguns vídeos que fizemos de Mandalay e região:

E leiam também nosso post completo com todas as dicas para viajar pelo país:

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7 comentários sobre “O que fazer em Mandalay e arredores (Myanmar)

  1. Irei passar o Réveillon na Ásia este ano e Myanmar será minha primeira parada. Estou um pouco apreensiva pois irei sozinha (chegarei dia 19 de dezembro e meus amigos chegarão apenas dia 28), mas também estou bastante entusiasmada. Os posts de vocês estão me ajudando muito. Meu roteiro é: BKK – Mandalay (avião), depois quero ir a Bagan e Yangon (só terei 9 dias). Foi muito bom ler que não há perigo transitar por terra no país, estava com um pouco de receio por estar sozinha. Ainda não me decidi como ir de uma cidade para a outra e nem quais locais visitar, mas, com certeza, usarei todas as dicas de vocês! Obrigada por compartilhar! Boa viagem!

    1. Que legal Milene, temos certeza que vai adorar o Myanmar. Foi nosso país favorito aqui no sudeste asiático. É muito tranquilo de andar por lá. Achamos bem mais seguro do que a Tailândia inclusive.
      No seu caso talvez valha a pena ir de ônibus. Faz Mandalay – Bagan – Yangon. 9 dias dá pra visitar tudo.

      Boa viagem!!!

  2. Todos esses programas é possível fazer em dois dias? Vocês fizeram os programas dos arredores de moto também? To com receio de gastar muito e odeio pacotes com tours. Obrigado

    1. Opa, dá pra fazer em dois dias numa boa. Foi o que nós fizemos: um dia para os arredores e um dia para a cidade. Apesar de ser bastante lugar, cada um deles é rapidinho de se visitar.
      É o jeito mais barato de conhecer, os tours são muito caros mesmo e nem levam em todos os lugares.

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