Mochilão pelo México – valores, roteiros e dicas para curtir o país ao máximo

Com desertos, praias paradisíacas, picos nevados, cidades modernas, ruínas antigas e povos indígenas, o México é um país bastante completo e que encanta todo o tipo de viajante. Se quiser conhecê-lo, leia todas as nossas dicas aqui!

Câmbio oficial (dezembro/2017)
1 real = 5,88 pesos mexicanos
1 dólar = 19,45 pesos mexicanos

Letreiro de Cancún
No letreiro de Cancún

O México foi o nosso último país visitado na América Latina, e serviu para fechá-la com chave de ouro. Já tínhamos grandes expectativas antes de chegar aqui, mas todas foram superadas. Cada cidade e cada ruína trazem aulas de história muito enriquecedoras. Suas paisagens naturais, desde as paradisíacas praias do Caribe até as montanhas cobertas com neve são de tirar o fôlego de qualquer um. E isso sem falar do seu povo, extremamente simpático e hospitaleiro.

Se está pensando em fazer um mochilão por aqui, não perca tempo: compre logo a passagem e venha. Temos certeza que não se arrependerá!

Méchico, Mérrico ou Mécsico?

Os mexicanos pronunciam o nome de seu país como “Mérrico”. Quem fala inglês fala “Mécsico”. Nós, no Brasil, damos ao “x” um som igual ao do “ch”.

E o correto, por incrível que pareça, é o jeito como nós falamos! Pelo menos foi isso que nos disse um senhor descendente dos maias que conhecemos perto de Cancún. Segundo ele, o nome do país vem do povo mexica, que habitava grande parte do território mexicano na chegada dos espanhóis. E, segundo este senhor, na língua nativa a pronúncia era “mechica”. Como a língua espanhola não prevê este tipo de som, escreveram o nome do país com X e deram a ele o som de “rr”. O mesmo acontece a outras cidades com nomes indígenas, como Oaxaca.

Pirâmide principal de Chichén Itzá
Pirâmide maia de Chichén Itzá

Nosso roteiro

Passamos quase 5 meses no México e apenas conseguimos conhecer metade do país. Este foi o roteiro que seguimos:

Roteiro pelo México
Nosso recorrido pelo México

Alguns lugares interessantes e experiências que vivemos:

Mucuvinha em frente à Pirâmide do Sol, em Teotihuacán
Mucuvinha em frente à Pirâmide do Sol, em Teotihuacán

Números

Estes foram nossos números no México:

  • Gastos: R$ 12.043,39

  • Dias de viagem: 137

  • 4170 km percorridos por terra

  • 14 caronas

Gastos

(Todos os gastos descritos são para duas pessoas)

  • Total: R$ 12.043,39

  • Média diária: R$ 87,91

  • Hospedagem: R$ 4838,97

  • Transporte: R$ 2078,38

  • Supermercado: R$ 3085,02

  • Restaurante: R$ 899,20

  • Outros: R$ 514,55

  • Passeios: R$ 432,90

  • Taxa de entrada: R$ 194,36

Além disso, gastamos R$ 1546,15 comprando um computador novo, pois o nosso antigo havia queimado.

Também conseguimos ganhar muitos passeios gratuitos em troca de divulgar a agência no nosso site, o que ajudou a reduzir os gastos nesta categoria.

Em frente à antiga Basílica de Guadalupe
Em frente à antiga Basílica de Guadalupe, na Cidade do México

Hospedagem

Foi assim que dormimos no México:

  • camping: 9

  • hotel/hostel: 27

  • trabalhando: 12

  • airbnb: 86

  • dormindo em ônibus: 3

Dizem que o CouchSurfing funciona muito bem no México, mas nós não tentamos.

Destas hospedagens, 21 foram gratuitas e 116 foram pagas. Além das onde trabalhamos, ainda ganhamos algumas em hotéis em troca de divulgar o lugar no nosso blog.

Preços

Quando comparado com o Brasil, o México é um país barato. É claro que você pode gastar absurdos se quiser curtir Cancún desde um resort, visitar suas caríssimas baladas e fazer todo o tipo de tour. Mas, se seu estilo é o de mochileiro e você opta por transportes públicos, anda de ônibus e busca hospedagens econômicas, poderá curtir muito sem estourar o orçamento.

Aqui vão alguns gastos:

  • Supermercado: Os produtos vendidos nos supermercados mexicanos, de uma forma geral, são bastante econômicos, mesmo aqueles de marcas caras. Você pode comprar uma mostarda Heinz pelo preço de uma mostarda Carrefour no Brasil, ou um macarrão Barilla pelo equivalente a 3 reais.
    Frutas e verduras, no geral, também são econômicas, ainda mais se você comprar nos mercados municipais. Carnes são mais caras (o quilo de uma carne nobre pode passar dos 80 reais). Leite também é um pouco caro.
    Para ter uma ideia, fizemos o seguinte vídeo mostrando os preços de um supermercado por lá:

  • Entradas e passeios: os passeios podem representar um bom gasto no orçamento. De uma forma geral, as entradas para as ruínas custam 70 pesos – 12 reais (no estado de Yucatán costuma ser mais caro), e os museus ficam entre 10 e 100 pesos.
    Na região de Cancún, os tours são bem caros, geralmente cobrados em dólares. Uma excursão para um cenote famoso, por exemplo, fica na faixa dos 100 dólares. É possível reduzir um pouco os gastos indo em transporte público, mas a entrada ainda custa um valor considerável.
    Se quiser curtir praias, não se preocupe: todas as praias do país são gratuitas.

  • Hospedagem: Se você gosta de economizar, o AirBnb é uma mão na roda: em praticamente todas as cidades do país é possível conseguir um quarto para duas pessoas por algo entre 10 e 15 dólares (inclusive em Cancún e Playa del Carmen). Se você nunca usou o AirBnb, pegue um vale-desconto de 100 reais aqui.
    Hostels, tirando as cidades muito turísticas, não são muito comuns, e também não são as opções mais econômicas. Um hotel simples para duas pessoas, com TV, ventilador e banheiro privado, fica na faixa dos 250 pesos (43 reais), mas já encontramos hotéis de até 150 pesos (25 reais) em regiões mais simples. Um hostel simples custa mais ou menos isso por pessoa.

  • Comida: comer fora pode representar um gasto razoável no México. Ainda que comidas de rua sejam econômicas (um taco fica entre 4 e 12 pesos – R$0,70 e R$ 2), as porções não são muito generosas, e você precisa comer várias vezes para encher.
    Um almoço em um local simples sai a partir de 50 pesos (R$ 8,50). Se quiser economizar, cozinhar sua própria comida é uma boa dica.

  • Transporte: O transporte dentro das cidades é econômico. O metrô da Cidade do México, por exemplo, custa 5 pesos (menos de 1 real), e os ônibus municipais ficam entre 6 e 9 pesos.
    Viajar de ônibus, em contrapartida, é um pouco caro, principalmente porque a maioria dos ônibus oferece bastante conforto. Se comprar adiantado ou buscar passagens de segunda linha (pinga-pinga), dá para conseguir uma boa economia.
    Aqui estão alguns gastos que tivemos com transporte:
    Playa del CarmenAkumal: 40 pesos, van;
    Playa del CarmenCancún: 40 pesos, van;
    CancúnValladolid: 117 pesos, ônibus de segunda linha;
    ValladolidChichén Itzá: 31 pesos, ônibus de segunda linha;
    ValladolidMérida: 116 pesos, ônibus de segunda linha;
    MéridaCampeche: 168 pesos, ônibus de segunda linha;
    San Cristóbal de las Casas – Cidade do México: 459 pesos, ônibus de segunda e comprando adiantado;
    Cidade do México – Puebla: 170 pesos, ônibus regular;
    PueblaOaxaca: 345 pesos, ônibus regular comprando adiantado;
    Oaxaca – Puerto Escondido: 325 pesos, ônibus de segunda comprando adiantado;
    Puerto Escondido – Acapulco: 400 pesos. Metade em van, metade em táxi compartilhado;
    Acapulco – Lázaro Cárdenas: 260 pesos, ônibus de segunda;
    -Lázaro Cárdenas – Uruápan: 340 pesos, segunda linha;
    Uruápan – Tangamandápio: 160 pesos, segunda linha;
    Tangamandápio – Morelia: 205 pesos, segunda linha;
    Morelia – Zitácuaro: 143 pesos, segunda linha;
    Zitácuaro – Cidade do México: 221 pesos, segunda linha.

    Um bom lugar para consultar os preços dos ônibus de primeira classe é o site da ADO.
    A única vez que pegamos táxi no México foi na Cidade do México, do metrô Balderas até o aeroporto. Custou 250 pesos, corrida de madrugada. O Uber aparentemente é bem usado no país, mas quando tentamos usar ele nos deixou na mão.

A gaveta de Ramón Valdés se destaca pelas mensagens deixadas pelos fãs
Visitando o túmulo do Seu Madruga

O povo

De um modo geral, o mexicano é um tipo bem-humorado, simpático e animado. Não é difícil fazer amigos por aqui, ainda mais quando você revela que é brasileiro (a seleção brasileira é a segunda favorita deles, segundo nos contaram).

Os mexicanos também gostam muito de beber, e não é raro encontrar baladas e bares lotados durante o dia.

Em várias regiões, principalmente perto da fronteira com a Guatemala e no estado de Oaxaca, a cultura indígena está bastante presente, e as enormes feiras de fruta e artesanato são comuns.

Igreja central de San Cristóbal de las Casas
Indígena em San Cristóbal de las Casas

Malandragem

Achamos o povo mexicano bastante honesto. Nunca aconteceu de nos cobrarem a mais por sermos estrangeiros, e também nunca tivemos problemas com a polícia.

De qualquer forma, há bastante reclamação de turistas nas regiões do caribe, principalmente em Cancún e Playa del Carmen. Nestes lugares em especial é bom tomar cuidado dobrado, inclusive com a polícia. Sempre pergunte o preço antes e verifique se não existem taxas adicionais.

Idioma

O espanhol falado no México seria fácil de entender, se não fosse o detalhe de que os mexicanos usam muitas gírias, e alguns falam rápido demais. No geral, o ll tem som de “lh” e o y tem som te “i“, mas isso pode variar um pouco de acordo com a região. Idiomas indígenas também são comuns em alguns estados.

Algumas gírias importantes de conhecer:

  • Wey – significa “cara”, “mano”. “Vamos, wey!

  • Chingón – quer dizer que uma coisa é boa. “Que chingón este carro!

  • Chingado – quer dizer que uma coisa é ruim ou que está estragada. Muito usado como um insulto também: “Hijo de la chingada!“. “Se chingó mi teléfono“.

  • Chingo – muito. “Hay un chingo de gente en la playa!

  • Orale – é uma interjeição, geralmente para indicar encanto. “Orale que bonito lugar!

  • Ándale – “vamos!”. Também pode ser usado como orale.

  • Chido – legal, bonito.

  • No mames – “não diga besteira”.

  • Pedo – pode ser “peido”, “bêbado” ou “problema”. “Estás bien pedo, no?“. “Cual es tu pedo?“.

  • Antro – termo para boate ou balada. Diferente do que usamos no Brasil, antro aqui não quer dizer que o lugar é ruim. Portanto, não se assuste se alguém te convidar para ir a um antro.

  • Camión – palavra que serve tanto para “caminhão” quanto para “ônibus”.

  • Mande? – é algo como “diga?”
Túnel para o Forte Loreto, Puebla
Túneis de Puebla

Dinheiro

A moeda oficial do México é o peso mexicano.

Na região caribenha é comum os comércios, hotéis, restaurantes e agências de turismo aceitarem dólares. Convém andar com as duas moedas e ver em cada situação qual é a mais vantajosa para pagar.

No restante do país os pagamentos devem ser sempre feitos com a moeda nacional ou com cartões internacionais. Há casas de câmbio em praticamente todas as cidades de médio porte e aeroportos internacionais.

Caixas eletrônicos também são uma opção. Se você tiver conta no Santander, poderá sacar nos caixas do Santander de lá sem custos adicionais.

Esportes

O esporte mais popular no país é o futebol.

Outro esporte bastante famoso é a lucha libre, que são lutas teatrais com performances dignas de acrobatas. E, apesar de ser uma luta combinada, o pessoal torce fervorosamente, e crianças até choram quando seu lutador preferido perde. Se estiver por lá, não deixe de assistir a um espetáculo destes.

Lucha Libre
Lucha Libre

Passagens de ônibus? Compre adiantado

A maioria das empresas de ônibus do México vendem as primeiras passagens de um ônibus a um preço mais baixo e as últimas a um preço bem mais caro. Assim, se você comprar adiantado, poderá conseguir um desconto de até 50% em alguns casos. O desconto vai diminuindo conforme as passagens vão sendo vendidas, até que as últimas acabam saindo por 100% da tarifa normal.

Terminais de ônibus

Uma das dificuldades de viajar pelo México é que nem sempre as cidades possuem um único terminal de ônibus. Em muitos casos, cada companhia possui seu próprio terminal, o que dificulta fazer uma busca pelo mais barato. Algumas nem terminal tem, e seus ônibus saem de alguma esquina ou do estacionamento de algum supermercado.

É muito comum também uma empresa de ônibus vender passagens de outras empresas mais econômicas (e estas dificilmente estão disponíveis na internet). Se quiser economizar, vá ao guichê e peça pelo serviço económico, ou de segunda línea.

Tartarugas em Playa Azul, México
Tartarugas na Playa Azul

Carona

Viajar de carona no México é possível, mas em algumas regiões requer paciência. Nós tivemos bastante sucesso na região do caribe (em alguns casos não demoramos nem 5 minutos até um carro parar), mas nos outros estados foi tão difícil que acabamos desistindo.

É permitido viajar na caçamba, o que aumenta as chances de conseguir uma carona com caminhonetes.

Carona no México se chama aventón.

Camping

Na região do Caribe há campings econômicos em praticamente todas as praias pequenas, o que ajuda na economia. Também é comum encontrar hostels que permitem acampar no quintal.

Na região do Pacífico, a maioria das praias permite acampar gratuitamente na areia (desde que não seja a praia de uma cidade grande, como Acapulco, por exemplo).

Dentro de reservas naturais também é comum encontrar campings.

Camping em Mahahual
Nosso camping em Mahahual

Proibido beber na rua

Em todo o México é proibido consumir álcool na rua, e é melhor obedecer. O desrespeito a esta regra é punido com cadeia, e isso vale também para turistas. Se você der sorte, é possível que o policial faça vista grossa, mas conhecemos alguns estrangeiros que passaram a noite na prisão ou tiveram que desembolsar algumas centenas de dólares por estar bebendo uma cerveja em uma via pública. Melhor evitar.

Em algumas praias o consumo de bebidas alcoólicas é liberado, como na zona hoteleira de Cancún. Na dúvida, procure se informar antes.

Ah, urinar na rua também dá cadeia.

Wi-fi grátis

Conseguir wi-fi grátis no México não é difícil. A maioria das cidades oferece o serviço em praças públicas ou nos terminais de ônibus.

Se estiver viajando pela região sul e caribe, a dica é procurar os terminais da ADO. Estes sempre têm wi-fi livre.

Ruínas de Tulum
Ao lado das ruínas, a praia de Tulum

Vistos e taxa de imigração

Brasileiros não necessitam tirar visto para viajar ao México.

Se for ficar menos que 7 dias, não precisa pagar nenhuma taxa. Se quiser ficar mais tempo (até 6 meses), terá que pagar uma taxa de 500 pesos mexicanos (cerca de 26 dólares) na entrada. Geralmente esta taxa já está incluída na passagem de avião.

Se entrar por terra, terá que pagar em dinheiro ou cartão (na fronteira que cruzamos, não aceitavam pagamento em dólares, e também não havia cambistas ou caixa eletrônico. Acabamos tendo que pagar com cartão).

Não esqueça de guardar o cartão de imigração que te derem, senão terá que pagar a taxa novamente na saída.

Uma coisa curiosa que vimos foi que, para sair do México de avião, não precisamos passar na imigração e nem carimbar a saída do país.

Bacalar, México
Relaxando na rede à beira da lagoa de Bacalar

Comida

A comida mexicana é mundialmente conhecida por seus temperos característicos e seu sabor único.

Os famosos tacos estão presentes em todos os lugares: desde barraquinhas de rua até taquerías mais chiques. Eles são compostos basicamente por uma tortilla recheada geralmente com carne moída ou picada e outros condimentos, como cebola, tomate e salsinha. Não se parecem muito com as vendidas nos restaurantes mexicanos brasileiros, mas são muito saborosas. Não deixe de provar a Al Pastor. Também há opções vegetarianas.

Outra comida bastante comum no país são os tamales, que são massas de milho recheadas, vendidas enroladas em uma folha. O mole, um molho doce e às vezes picante, também é bastante comum.

É possível encontrar menus muito semelhantes aos brasileiros, com uma carne, arroz, feijão e alguma salada. Estes pratos vêm acompanhados com tortillas, e geralmente não são muito generosos (em geral os mexicanos comem mais vezes por dia do que os brasileiros). Se você é ogro, terá que complementá-los com alguns tacos extras.

Entre as comidas exóticas, está a opção de comer grilo, formiga, larvas e até escorpiões. Se você gosta de se aventurar por sabores diferentes, visite o Mercado de San Juan, na Cidade do México. Por lá encontramos até carne de leão para vender.

Chapulines - gafanhotos fritos. Comida típica da região
Chapulines – gafanhotos fritos. Comida típica de algumas regiões

E a pimenta?

Se você tem medo de pimenta, não precisa se preocupar: muitos mexicanos também não gostam de comida picante.

Geralmente os pratos são servidos sem pimenta; os condimentos ardidos são colocados na mesa para que você coloque o quanto quiser (tome muito cuidado com um que parece vinagrete).

Algumas vezes, porém, a pimenta já vem no prato principal. Por via das dúvidas, sempre pergunte antes: “Pica?“. E tome cuidado especial com as enchilladas.

Bebidas

Mundialmente conhecidas, as cervejas mexicanas encantam o paladar (e o bolso) da maioria dos viajantes. Algumas marcas conhecidas são: Tecate, Sol, Corona, Indio e Victoria. Há garrafas de até 1,2 litros, e geralmente são vendidas em promoções de 3 por 70 pesos (ou seja, menos de 4 reais cada uma).

A Tequila também é bastante conhecida mundialmente, embora os mexicanos se orgulhem mais do Mescal, que seria como uma versão mais artesanal da Tequila. Para comprar um autêntico mescal, procure vendas com referência ou comprar diretamente na destilaria, pois muitos lugares vendem tequila como se fosse mescal.

O pulque é uma bebida mais leve, com teor alcoólico baixo, que pode ser feita de diversos sabores. Bom para refrescar durante um dia de calor.

Outra bebida (esta não alcoólica) da qual os mexicanos se orgulham é seu chocolate, que tem um sabor bem diferente por ser feito por um processo mais natural. Também são vendidos na rua, principalmente nos lugares onde a cultura indígena é mais forte.

Nadando no cenote de Yal Ku
Nadando no cenote de Yal Ku

Água

Como via de regra, não é recomendável tomar água da torneira no México.

É comum encontrar centrais de purificação de água, onde você pode encher seu garrafão de 6 litros por pouco dinheiro (geralmente entre 5 e 10 pesos). Apesar de esta água ser tratada, uma médica da Cruz Vermelha nos recomendou evitá-la e dar preferência às águas vendidas no supermercado mesmo. Segundo suas palavras: “Nós, mexicanos, já somos amigos das salmonelas, mas estrangeiros costumam ter problemas”.

Atendimento médico

Se tiver qualquer emergência médica, procure a Cruz Vermelha. O preço de uma consulta é simbólico – geralmente algo entre 50 e 100 pesos, e possivelmente inclua os medicamentos.

As principais farmácias também costumam ter um médico de plantão, e um atendimento nelas fica na faixa dos 400 pesos. As consultas não incluem retorno, mas é comum os médicos darem seu whatsapp para acompanhar a sua recuperação.

Oventic, território zapatista
Território Zapatista de Oventic. “Aqui manda o povo e o governo obedece”.

Segurança

O México tem um grande problema com o tráfico de drogas, e em algumas cidades a situação está bem complicada (Acapulco, por exemplo, é considerada a segunda cidade mais violenta do mundo).

Apesar disso, nos sentimos mais seguros por lá do que no Brasil. Crimes violentos contra turistas são raros, e quando ocorrem geralmente são com turistas que estavam envolvidos com traficantes.

Na região de Cancún e Playa del Carmen, a técnica do “boa noite, Cinderela” às vezes é aplicada. Jamais aceite bebidas de desconhecidos.

Mulheres viajando

Mulheres podem viajar sozinhas pelo México sem grandes problemas. Preparem-se para escutar muitas cantadas na rua (eles fazem isso mesmo com mulheres acompanhadas), mas raramente passará disso. E, claro, nunca aceite bebidas de desconhecidos.

É possível comprar absorventes nas farmácias e supermercados sem dificuldades. Absorvente se chama toalla higienica, e absorvente interno é tapón.

Convento de San Antonio
Na cidade amarela de Izamal

Blogueiros, Youtubers e Instagrammers

Se você tem um número considerável de seguidores, é razoavelmente fácil conseguir passeios gratuitos em troca de divulgação, principalmente na região do caribe. Muitas das agências possuem uma cota mensal para este público, por isso convém contatá-las com certa antecedência.

Alguns hotéis oferecem este tipo de intercâmbio também, embora não seja algo muito comum.

Dia de Muertos

Se tiver a oportunidade, tente visitar o país durante o Dia dos Mortos, que ocorre no dia 2 de novembro. Durante esta época, as ruas se enchem de pessoas fantasiadas, os cemitérios se enchem de velas e oferendas aos que já se foram são colocadas em quase todas as casas.

Esta foi uma das festas mais bonitas que já presenciamos em nossas vidas.

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Leia nosso post sobre o Dia dos Mortos aqui.

Dicas

  • Os empacotadores dos supermercados geralmente são voluntários. É de praxe dar uma gorjeta para eles (algo entre 1 e 5 pesos, dependendo da quantidade de sacolas);

  • Confira sempre o troco e o preço dos produtos. Não é raro que o valor esteja errado (às vezes para menos, às vezes para mais);

  • Se você for estudante, leve a carteirinha. Mesmo sendo estrangeiro, você consegue pagar menos nos museus (e às vezes até entrar de graça) se for estudante. Em teoria é preciso apresentar a carteirinha internacional, mas muitos lugares aceitam a nacional mesmo;

  • Nos domingos, muitos museus são gratuitos. A regra, em teoria, vale somente para mexicanos, mas não é raro que deixem estrangeiros entrarem de graça também;

  • Com exceção da região do caribe e de Acapulco, a prática de barganhar não é muito comum no México. O bom é que também não é comum subirem os preços para estrangeiros;

  • Na hora de montar seu roteiro pelo México, procure se informar sobre os “Pueblos Mágicos”. As cidades que recebem este título são de interesse turístico e cumprem com alguns requisitos básicos, como limpeza, conservação e segurança.
Piscina natural no Hierve el Água
Piscina natural do Hierve el Água, Oaxaca

É isso aí, pessoal! Esperamos que nossas dicas possam ajudar em sua viagem por este país encantador!

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26 comentários sobre “Mochilão pelo México – valores, roteiros e dicas para curtir o país ao máximo

  1. Olaaas, vcs fizeram a viagem no fim do ano passado? Só pra eu ver se preciso me atualizar mto na questão dos valores!
    No mais, queria agradecer pq a descrição de vcs de tudo está ótima… mto claro e informações mto úteis! Estão me ajudando bastante! Ainda mais que é meu primeiro mochilao com minha irmã mais nova a tira colo… sozinha não me preocupo tanto!!! Ahahhahaha…. mas valeus mesmo! Tudo de bom e otimas viagens pra todos nós!

    1. Muito obrigado Luísa, e boa viagem para vocês! Vão adorar o México
      Fizemos no fim do ano passado sim. Acredito que os preços continuem os mesmos! 🙂

    1. Olá Isabella,
      Recomendamos evitar a parte do caribe na época de furacões (agosto a outubro). Para o restante não faz muita diferença. A alta temporada acontece nos períodos de férias.
      Alguns locais interessantes e fora da rota turística tradicional são a laguna colorada (perto de Valladolid) e o cenote Chaak Tun (Playa del Carmen).
      Boa viagem! 🙂

  2. Oi Renan, que legal! Estou simplesmente fazendo uma investigação do relato de vocês já que vou ao Mexico agora em outubro e fico cerca de 25 dias. Meu plano é chegar em avião até Ciudad do México e daí ir recorrendo de ônibus. O roteiro então seria Chiapas (San Cris, Palenque e alguma zona zapatista), depois subir pra Mérida (aí fico uns 5 dias em um congresso), depois Cancun (Playa de Carmen e Tulum). Daí pensei retornar em avião até Oaxaca (para vivenciar a festa dos mortos) e seguir para Ciudad de mexico outra vez em onibus. Pelos relatos tenho visto que Tulum é mais sossegada e tão linda como as outras praias do Caribe. É isso mesmo?
    Também queria te perguntar, o ideal já que vou subir de Chiapas a Mérida e depois vou a Quinta Roo seria: Palenque – Campeche – Merida – Valladolid – Cancun – Playa de Carmen – Tulum. Na verdade como quero conhecer Chinché Itza e depois vou pra Cancun parece que vale a pena ir pra Valladolid. Fiquei na dúvida se vale a pena parar em Campeche ou subir direto pra Mérida. Não sei se deu pra entender e desculpa o comentário tão extenso. No
    mais, muito obrigada pelo relato tão preciso!!

    1. Olá, Nicolle!
      O roteiro que você planejou está correto. Pode pegar ônibus noturno para fazer Cidade do México – San Cristóbal, assim aproveita melhor o tempo. Se você for pegar o avião de volta na Cidade do México, pode fazer Oaxaca – CDMX de noite também.
      Sobre Campeche, é uma cidade muito bonita, mas o centro histórico é bem pequeno. Se tiver tempo, pode planejar de passar um dia por lá (dependendo da hora que chegar, não precisa nem dormir; pode chegar de manhã, dar uma volta pelo centro, almoçar e pegar um ônibus de tarde para Mérida).
      Para conhecer o Chichén Itzá o ideal é usar Valladolid de base mesmo. É a cidade mais perto de lá, e tem ônibus direto que faz o trajeto o tempo todo.
      Sobre Tulum, a praia é bonita sim, mas tem a desvantagem que são longe da cidade, e não tem ônibus que leva para as praias. Você fica dependendo de táxi para ir e voltar, ou caminhar uns 5 quilômetros, aí complica um pouco. Tem algumas hospedagens de frente para a praia, mas são uns campings ou uns hotéis no estilo resort, e não tem nada por perto. Além do mais, achamos Tulum bem cara (mais cara que Playa e Cancún inclusive). O grande atrativo de Tulum são as ruínas maias, que ficam de frente para o mar.
      Uma opção seria fazer um bate-volta de Playa del Carmen. Pega uma van para Tulum e pede para descer nas ruínas. Já vá com biquini por baixo da roupa, pois as ruínas de dão acesso a uma praia exclusiva. Dali você pode caminhar até as praias públicas de Tulum e depois pegar um táxi até a cidade. Da cidade pega a van de volta para Playa del Carmen.
      Acho que as praias mais bonitas do México estão entre Playa del Carmen e Tulum. Nós visitamos Akumal, que é linda e ainda tem tartarugas (infelizmente, pelo que lemos em um relato mais atualizado, começaram a cobrar para entrar na praia). Mas além de Akumal existem várias outras que dizem ser sensacionais.
      É isso, espero ter tirado suas dúvidas. No que precisar, só perguntar! 🙂

      1. Oi Renan, muito obrigada! Acredito que vou buscar um ônibus direto desde Palenque até Mérida já que não tenho tanto tempo. Afinal já são 5 Estados em pouco menos de 30 dias… Sobre Tulum, a minha questão é que quero algo mais tranquilo e apesar de querer conhecer Cancun, toda a beleza do mar do caribe com aqueles prédios luxuosos não me atraem muito. Gosto de praia mais nativa e o que eu tinha lido é que em Tulum era fácil alugar bicicleta. Péssima notícia isso de que é mais caro. Talvez seja uma opção ficar em Playa de Carmem já que é meio do caminho. Valeu mesmo as dicas, qual a próxima aventura?

        1. Talvez, pesquisando com antecedência, você encontre algo barato em Tulum. Nós acampamos lá para não gastar tanto, mas tinha uns hostels com preços razoáveis até. Tulum é bem mais tranquila mesmo que Playa ou Cancún. Outro lugar que você pode dar uma olhada é Holbox. Esta, sim, tem fama de ser bem tranquila (infelizmente acabamos não indo lá).
          Boa viagem pra vc! 🙂
          Nós estamos agora no Camboja

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