Mochilão pelo Equador – tudo o que você precisa saber para visitar este país!

O Equador é um dos menores países da América do Sul, um dos menos visitados por brasileiros e também um dos mais completos: desde ótimas praias para surfar até picos nevados para escalar, acompanhados por belíssimas cidades coloniais, ruínas incas, selva e uma fauna exuberante – não tem como não se encantar!

Referência (setembro/2016)
1 dólar = 3,30 reais

Mulher criando um chapéu do Panamá no Equador
Mulher criando um chapéu do Panamá, em Cuenca, Equador

Equador

Com uma área pouco maior que a do estado de São Paulo, o Equador é o único país da América do Sul, além do Chile, que não faz fronteira com o Brasil.

Apesar do pequeno tamanho, há muito o que se ver por aqui – suficiente para preencher bem 1 mês de férias. O turismo ainda é pouco explorado no país, se comparado com seus vizinhos Peru e Colômbia, o que o torna ainda mais especial.

O Equador costuma ser dividido em 4 regiões bem distintas: a selva, que compreende parte da Amazônia; a serra andina, que, além da bela cultura, ainda oferece paisagens espetaculares; a praia, com ótimos lugares para surfar ou para simplesmente relaxar; e o paraíso Galápagos, onde Darwin se inspirou para formular a Teoria da Evolução.

Por tanta diversidade, é impossível ficar entediado por aqui! Nossa ideia era passar apenas 15 dias no país, mas acabamos ficando quase 2 meses. E olhe que deixamos muita coisa para trás. Aqui compartilhamos tudo com vocês!

Mergulho com tartaruga em Los Tuneles, Galápagos
Infelizmente o orçamento não permitiu que visitássemos Galápagos desta vez, mas aqui deixamos uma foto de nosso mergulho por lá em férias passadas.

Lugares e experiências que passamos

  • Tomamos a famosa água de Vilcabamba, a cidade mundialmente conhecida pela longevidade de seus habitantes;
  • Exploramos cada canto da joia colonial de Cuenca;
  • Conhecemos a agitada noite de Guayaquil;
  • Bebemos bastante na animada praia de Montañita, a Ibiza da América do Sul;
  • Avistamos baleias em Puerto Lopez;
  • Praticamos diversos esportes radicais na encantadora Baños;
  • Enfrentamos a primeira nevasca da viagem na subida ao vulcão Cotopaxi;
  • Admiramos a belíssima lagoa de Quilotoa;
  • Tomamos várias cervejas e aproveitamos os famosos karaokês de Quito;
  • Tiramos uma foto com um pé em cada hemisfério na Mitad del Mundo;
  • Admiramos a impressionante beleza natural e cultural de Otavalo.

Aqui está nosso roteiro:

Nosso roteiro pelo Equador
Nosso roteiro pelo Equador

Aqui estão os números de nossa viagem pelo Equador:

  • 54 dias
  • 2995 reais gastos*
  • 8 caronas

Sobre os gastos*, ficou assim:

  • total: R$ 2995
  • hospedagem: R$ 616,18
  • transporte: R$ 425,74
  • supermercado: R$ 1312,05
  • restaurante: R$ 353,92
  • outros: R$ 131,21
  • passeios: R$ 156

Além destes gastos, acabamos tendo que gastar mais R$ 1094,40 para comprar um tablet novo, pois o nosso parou de funcionar.

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

Baleia com a cauda para fora da água em Puerto Lopez, Equador
Baleia com a cauda para fora da água em Puerto Lopez, Equador

A média diária* ficou:

  • média: R$ 55,46/dia
  • hospedagem: R$ 11,41/dia
  • hospedagem (considerando somente os dias que pagamos): R$ 24,64/dia
  • transporte: R$ 7,88/dia
  • mercado: R$ 24,30/dia
  • restaurante: R$ 6,55/dia
  • outros: R$ 2,43/dia
  • passeios: R$ 2,89/dia

*(todos os gastos são para o casal; para saber os gastos individuais, divida por 2).

Distribuição dos nossos gastos pelo Equador
Distribuição dos nossos gastos pelo Equador

Sobre onde dormimos, ficamos assim:

  • hotel/hostel: 50
  • amigos: 3

Apesar de termos dormido quase todos os dias em hotéis, pagamos apenas 25 dias de hospedagem. Os outros 25 ganhamos – tanto como um agradecimento dos donos por estarmos ajudando a divulgar seu país quanto pela simples vontade de nos ajudarem a cumprir nosso sonho. Essas ajudas têm sido essenciais para conseguirmos manter a média tão baixa!

Além das hospedagens, algumas empresas de excursão nos presentearam com passeios, e graças a isso conseguimos visitar cada canto do país!

Belas ruas de Cuenca, Equador
Belas ruas de Cuenca, Equador

Economia

Antes limitado a um simples país exportador de bananas, o progresso da economia equatoriana impressiona. Seu governo de esquerda, somado a uma afinidade de seu presidente Rafael Correa com o Irã, chegaram a assustar países como os EUA, que o colocaram na lista de “países de risco”. Ainda assim, o Equador segue usando dólar como moeda oficial, e os EUA seguem sendo seu principal comprador de bananas.

Nos últimos anos, o país começou a investir na exploração de petróleo, o que impulsionou bastante sua economia (para quem chega do Peru ou da Colômbia, é visível a diferença econômica ao entrar no Equador). Nos tempos atuais, com a queda do preço do barril de petróleo e com alguns desastres naturais que atingiram o país, a sua economia está em recessão. Mas, pelo menos segundo o governo, é só uma fase, e tudo está sob controle.

Na Lagoa Toreadora, no Parque Nacional El Cajas, Equador
Na Lagoa Toreadora, no Parque Nacional El Cajas

Preços

O Equador já foi um dos países mais baratos da América do Sul. Hoje isso já não é mais realidade, mas o país segue sendo relativamente mais barato que o Brasil.

O avanço econômico, somado com o aumento do dólar (moeda oficial do Equador) fizeram com que o país se tornasse mais caro. Além disso, por usar dólares, o governo não pode desvalorizar sua moeda, e precisa controlar a recessão com o aumento dos impostos. Para nós, isso significa um aumento dobrado.

Vamos aos gastos:

  • Hospedagens: De uma forma geral, não é difícil encontrar hospedagens a partir de 6 dólares por pessoa. O que varia é a qualidade: enquanto em Baños conseguimos, por este valor, um hostel excelente, em Quito este valor bancava a opção mais simples da cidade. Em cidades pequenas e menos turísticas, um casal pode conseguir um quarto privado com 12 dólares, enquanto em Cuenca terão que dividir o quarto com mais 15 pessoas para conseguir este preço.
    Vilcabamba e Otavalo são lugares mais caros, onde a hospedagem pode custar a partir de 12 dólares por pessoa.
    Na maioria dos parques nacionais é possível acampar gratuitamente. As cidades não costumam ter campings, mas alguns hostels permitem acampar no quintal ou no terraço por uns 3 ou 4 dólares.
  • Mercado: o Equador possui uma boa oferta de verduras, legumes, frutas e grãos a preços geralmente melhores que os do Brasil. Carnes geralmente são um pouco mais caras (o quilo do frango fica na faixa dos 4 dólares, e da carne bovina a partir de 6 dólares).
    Produtos industrializados, como bolachas, desodorantes, xampus e eletrônicos são bem mais caros – espere pagar até o dobro do que se paga no Brasil.
  • Transporte: O transporte dentro das cidades é barato: o preço do ônibus varia de $0,25 a $0,35, dependendo da cidade. Táxis possuem preços parecidos com os do Brasil.
    Ônibus de uma cidade a outra são geralmente mais baratos que no Brasil, e oferecem um serviço razoável. O valor fica na faixa de $1~$2 por cada 50km, sendo na costa geralmente mais caro.
    O bom é que o Equador é um ótimo país para viajar de carona. Se quiser economizar, este é uma boa saída.
  • Restaurantes: É possível conseguir menus simples a partir de $3 dólares em praticamente qualquer lugar sem muita dificuldade. Se pesquisar bem, consegue até por $2.
  • Passeios: O Equador não é daqueles países que cobra por tudo. A maioria dos parques nacionais, igrejas e museus são grátis (com exceção de Quito, onde uma igreja chega a cobrar absurdos 5 dólares de entrada).
    O problema é que alguns lugares são difíceis de chegar, e você acaba precisando contratar um tour guiado. Estes costumam ser caros: um tour de 1 dia, com guia, costuma custar entre $30 e $60 dólares).
  • Bebidas: Beber cerveja no Equador é barato: uma garrafa de 600ml de Brahma geralmente custa entre $1 e $1,50 em qualquer lugar, incluindo bares e baladas. A Pilsener, cerveja mais popular no país, costuma custar uns 25 centavos mais caro.
    Destilados geralmente custam o dobro do que custariam no Brasil.
  • Outros gastos: Se for pegar um ônibus intermunicipal, geralmente terá que pagar pelo uso do terminal (costuma ser 20 centavos).
    Uma garrafa de 3,5 litros de água sai por 1 dólar.
    Um pão custa entre $0,10 e $0,25, dependendo do lugar.
Caminhão equatoriano que leva desde a fronteira La Balsa até Zumba
Caminhão equatoriano que leva desde a fronteira La Balsa até Zumba

Dinheiro

Praticamente toda a economia do país é movimentada com notas de dólar que vão de $1 a $20. Moedas podem ser tanto de dólar americano quanto de sucre, uma moeda local com valor equivalente ao dólar.
Notas de $50 e $100 são raras, e difíceis de passar. Se só tiver notas de $100, tente trocá-las por valores menores nos bancos nacionais, ou na hora de pagar as diárias dos hotéis.

Fazer saques em caixas eletrônicos é uma boa saída: eles não emitem notas maiores que $20, independente da quantidade sacada. Os caixas costumam cobrar entre $1 e $2 por saque.

No balanço do fim do mundo, em Baños, Equador
No balanço do fim do mundo, em Baños

Polícia

Em nenhum momento tivemos qualquer problema com a polícia equatoriana. Fomos parados uma vez na entrada – revisaram nossos documentos e foi tudo.

Tanto a entrada quanto a saída do país também foram bem tranquilas.

A cultura andina e amazônica

Apesar de não ser tão marcante quanto no Peru ou na Bolívia, a cultura andina também está presente no Equador, principalmente no norte, como em Quito e Otavalo. Aqui é possível encontrar as cholas com suas roupas típicas e falando um idioma pré-colonial (geralmente o quechua). Nos disseram inclusive que alguns povoados ainda praticam o Tinku, um violento ritual nativo da região.

Infelizmente as folhas de coca, muito importantes na tradição destes povos, estão proibidas no país.

A cultura amazônica também está bem presente na selva, com tribos onde as pessoas ainda vivem nuas e em ocas de palha.

Mirador do Pailón del Diablo, em Baños, Equador
Mirador do Pailón del Diablo, em Baños

Água

Na região da serra é possível tomar água da torneira, principalmente no sul, como em Cuenca, Loja e Vilcabamba. No norte o sabor não é muito agradável, mas se pode consumir. No litoral é melhor evitar e tomar água mineral ou purificada.

Pesos e Medidas

O Equador costuma usar libras para medir peso (massa), e galão em vez de litros. Tenha isso em conta quando for comprar algo no supermercado: é comum o preço de uma carne parecer barato, mas na verdade aquilo é o preço de uma libra.

Um galão equivale a 3,78 litros, e uma libra equivale a 453 gramas. Para efeitos de cálculos, é comum arredondarem para 500 gramas.

Nós em frente ao monumento da Mitad del Mundo, Quito, Equador
Cada um em um hemisfério, na Mitad del Mundo, Quito

Rede elétrica

As tomadas equatorianas seguem o padrão dos EUA: dois pinos chatos paralelos. A tensão é de 110V a 60Hz.

Carona

Apesar de não ser muito comum viajar desta forma, pegar carona no Equador é bem fácil, inclusive em locais onde parece impossível, como a saída de cidades grandes. Raramente esperamos mais de 30 minutos até conseguir uma carona.

Por incrível que pareça, na costa (onde costuma ser fácil pegar carona) foi onde tivemos mais dificuldades.

Os ônibus no Equador são bastante frequentes e param em qualquer lugar – outra vantagem para quem quer tentar carona. Se começar a ficar tarde ou te deixarem em algum cruzamento, basta acenar para o primeiro ônibus que passar que ele vai parar para você.

Nunca viajou de carona? Leia nossas dicas aqui.

Caminho com neve para o refúgio do Cotopaxi, Equador
Caminho com neve para o refúgio do vulcão Cotopaxi

O povo

O equatoriano costuma ser bastante simpático e muito curioso sobre outras culturas. Não foram raras as vezes que estávamos conversando em português e alguém se aproximou perguntando sobre o Brasil. Também costumam ser bastante educados, deixando o pedestre atravessar a rua tranquilo e falando “buen provecho” (bom apetite) para as pessoas que estão almoçando.

Criança em Otavalo, Equador
A cultura andina prevalece rica no Equador

Drogas

Não sabemos como é a policia com este tema, mas achamos que drogas leves (como a maconha) são bem aceitas no Equador. Em lugares como Vilcabamba e Montañita é mais fácil comprar maconha do que pão (não é exagero). Caminhando pelas ruas também não é incomum sentir o cheiro da canabis.

Drogas mais pesadas também são possíveis de se conseguir sem muita dificuldade.

Comida

O Equador oferece uma boa variedade de frutas, verduras, temperos e grãos, o que pode ser um paraíso para quem é vegetariano.

Quanto a carnes, um prato comum é o hornado, composto por carne de porco assada. Frango (grelhado e frito) também são bastante comuns. Em carnes bovinas o país deixa um pouco a desejar.

As carnes (de qualquer animal) costumam vir acompanhadas de uma pequena salada, arroz e menestra (grão da estação, que geralmente é lentilha ou feijão).

Outra comida comum é batata frita, que pode vir com salsichas (salchipapas) ou um pedaço de frango (papipollo).

Laguna Quilotoa, Equador
Laguna Quilotoa, na cratera de um vulcão ativo.

Idioma

Ainda que alguns equatorianos falem um pouco arrastado ou com muitas gírias, geralmente não é difícil entendê-los.

Tanto o ll quanto o y podem ter som de “i”, “lh” ou algo entre o “j” e o “z”, dependendo da região. Se você falar o “y” com som de “i” e o “ll” com som de “lh”, todos vão te entender.

Segurança

Achamos o Equador um país seguro, mesmo durante a noite (embora em cidades grandes sempre seja recomendável um pouco de cautela).

O grande problema no país são batedores de carteira, principalmente em Quito e nos ônibus (tanto municipais quanto interurbanos).

Tome muito cuidado em ônibus lotados; se estiver com mochila, procure levá-la na frente. Se estiver com bolsa, certifique-se de que está bem fechada.

Na rua, cuidado com vendedores (na maioria crianças) que se aproximam demais. É comum um menino se encostar em você e, enquanto oferece um doce com a mão esquerda, a direita está tateando dentro do seu bolso (aconteceu conosco em Quito).

Nos ônibus interurbanos evite levar a bolsa ou a mochila na parte de cima. Prefira levá-las no colo ou entre as pernas.

Rafting em Baños, Equador
Rafting em Baños, Equador

Imigração

A imigração equatoriana foi bem tranquila para nós, tanto para entrada quanto para saída.

Brasileiros podem viajar pelo país com a identidade (desde que tenha sido expedida há menos de 10 anos) e ganham visto de 90 dias para percorrer o país.

Altitude

Na região dos Andes, algumas cidades possuem altitudes bem elevadas, o que pode ser suficiente para que você sinta dores de cabeça ou náuseas. Quito mesmo costuma derrubar seus visitantes nos primeiros dias.

Procure caminhar devagar e tomar bastante água sempre.

Passeio de barco pela lagoa Cuicocha, Otavalo, Equador
Passeio de barco pela lagoa Cuicocha, em Otavalo

Preços e descontos

A prática de chorar descontos (conhecida como regatear em espanhol) até funciona em algumas situações, mas não é tão comum aqui quanto nos países vizinhos. É possível pedir um desconto em um hotel se for ficar vários dias, ou em artesanatos se for levar mais de um. Desconto em ônibus é quase impossível (conseguimos somente uma vez, de Guayaquil para Riobamba). Em contrapartida, os equatorianos também não costumam subir os preços para os estrangeiros.

Nas lojas, supermercados e farmácias, fique bem atento aos preços: a lei do consumidor parece não funcionar muito bem aqui, e é bastante comum a etiqueta indicar um preço e o computador indicar outro. E não adianta reclamar – por mais que você mostre que o preço está errado, eles vão querer cobrar o que o computador diz. Neste caso, não te resta outra além de comprar pelo preço mais caro ou não comprar o produto.

Trânsito

Os motoristas equatorianos, de uma forma geral, são mais educados que os peruanos e os bolivianos. O pessoal costuma parar para o pedestre atravessar a rua e as buzinas são raras.

As cidades, apesar de possuírem ruas bem estreitas, não costumam ter o trânsito caótico.

Troca de guarda - todas as segundas às 11h em Quito, Equador
Troca de guarda, em Quito

O que mais você precisa saber

  • Se você está viajando sem data para voltar, o Equador é um ótimo país para trabalhar, ou simplesmente relaxar. O preço das hospedagens cai incrivelmente se você se hospeda por vários dias. Em Montañita, por exemplo, ficamos em um hotel cuja diária (para o casal) era de 15 dólares. Perguntamos quanto nos cobrariam por 15 dias, e nos fizeram a $60!
  • Procure levar moedas para os terminais de ônibus. Em alguns a taxa de embarque é paga diretamente nas máquinas, e estas não devolvem troco.
  • Os ônibus no Equador costumam ser extremamente pontuais. Se a passagem diz que sai às 10h, quer dizer que às 10 em ponto o ônibus já estará com a porta fechada e dando marcha à ré.
  • Mesmo com o dólar alto, os artesanatos no Equador costumam ser bem baratos. Encontramos casacos de lã e calças com valores mais baixos que os praticados no Peru e na Bolívia.
  • Diferente do Peru ou da Colômbia, a oferta de hotéis no Equador não costuma ser tão grande, o que torna difícil chegar em uma cidade e ir procurar hospedagem com a mochila nas costas (exceto em lugares muito turísticos, como Baños ou Montañita). Procure reservar com antecedência, nem que seja uma reserva informal (mandando um e-mail ou uma mensagem pela página no facebook).
  • Dificilmente alguém vai te pedir, mas certifique-se de trazer sua carteira de vacinação internacional, com a vacina da febre amarela em dia. Isso é importante não só por questões burocráticas, mas também pela sua saúde.
  • O famoso chapéu do Panamá é equatoriano, apesar do nome. A confusão aconteceu porque, quando estavam construindo o Canal do Panamá, o Equador exportou para aquele país milhares de seus famosos chapéus de “paja toquilla”, para que pudessem ser usados pelos trabalhadores.  Em uma de suas visitas às obras, o então presidente dos EUA, Roosevelt, usou um destes chapéus, o que deu fama internacional ao “chapéu do Panamá”.
Praia vizinha de Los Frailes, vista do mirador. Para quem quer tranquilidade, esta é bem mais deserta.
Belíssima praia, pertinho de Los Frailes, Equador.

É isso aí pessoal! Curtiram as dicas? 🙂

Vejam também nosso Top 10 Equador!

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29 comentários sobre “Mochilão pelo Equador – tudo o que você precisa saber para visitar este país!

  1. Fala Renan! Cara como é que foi esse negócio de conseguir diárias e passeios grátis só com a idéia de que se está divulgando a região? Sério mesmo? Ninguém achava que podia ser caô seu? Fiquei curioso pra saber como era a sua abordagem kkkk. Você deve ter uma boa lábia hein?

    1. Fala rapaz!
      Então, conseguimos por causa do blog. A maioria diz “não”, mas sempre tem alguém que topa. Conseguimos por causa do blog, embora nos pareceu que a maioria das pessoas topa só para nos ajudar a completar a viagem mesmo.
      Nos passeios sempre nos chamam se sobra lugar na van, por exemplo. Geralmente temos que pagar as entradas separadas, mas conseguimos o transporte. Nos hotéis o pessoal deixa a gente ficar se tiver lugar sobrando.
      Como disse, recebemos vários “nãos”, mas a taxa de aceitação ainda é maior que a do CouchSurfing, por exemplo! 😀

    1. Shirley Criollo, tudo bem? Pode me passar o seu email? Pelo que percebi, Equador é um dos países menos visitados pelos br’s, por isso, talvez, a dificuldade de conseguir informações. Esse blogo está me ajudando horrores na organização da trip. Me passe seu contato, pois de certo, precisaremos de guia. Pretendemos ir em Set ou Ou/17! Obrigada.

    2. Shirley Criollo, tudo bem? Pode me passar o seu email? Pelo que percebi, Equador é um dos países menos visitados pelos br’s, por isso, talvez, a dificuldade de conseguir informações. Esse blog está me ajudando horrores na organização da trip. Me passe seu contato, pois de certo, precisaremos de guia. Pretendemos ir em Set ou Ou/17!

  2. Oi Renan, blz? Vocês ja saíram de Honduras? Queria tirar umas dúvidas: estou pensando em estender a viagem do Peru, você acha que vale a pena voltar do Equador? Vale a pena com esse dólar absurdo? Você lembra quanto gastou fazendo a travessia do Peru ao Equador? Mto obrigado pelo blog. Abraços

    1. Fala rapaz!
      O Equador é um pouco mais caro que o Peru mesmo, mas ainda assim é econômico em relação ao Brasil. Os hostels e hotéis mais simples ficam na faixa de uns 5 ou 6 dólares. Os ônibus são baratos. Comer é um pouco mais caro também.
      Mas é um país bonito, se sobrar tempo vale a pena sim, nem que seja só para conhecer a parte de baixo e voltar por Guayaquil.
      Nós cruzamos a fronteira por La Balsa (na selva). É uma rota pouco conhecida, o mais normal é ir pela costa mesmo. Não saiu tão caro não.
      Aqui colocamos os gastos para cruzar por lá:

      http://mundosemfim.com/cruzando-a-fronteira-peru-equador-por-la-balsa-uma-rota-tranquila-pouco-conhecida-e-belissima/

      Abraço!!

  3. Legal, Renan. A parte sul ja compoe Los Baños? Pelo teu relato parece incrível lá apesar de apertar no bolso. Meu voo de ida é para Cusco, qual compensa mais, na tua opinião, voltar por Trujillo ou Quito? Tinha pensado em fazer Baños, Las montanitas e Quito em 20 dias, ou fico pelo norte do Peru mesmo.

    1. Não, Baños é mais perto de Quito mesmo. Se quiser passar em Baños (que realmente é um dos melhores destinos do Equador, se não o melhor) seria melhor pegar um voo de volta de Quito mesmo.
      Poderia ignorar as praias (são legais, mas nada imperdível) e seguir pelas cordilheiras. Se fizer só os passeios baratos de Baños não vai pesar tanto no bolso assim 🙂

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