Salar de Tara – um dos tours mais bonitos do Atacama

Este foi nosso segundo tour partindo de San Pedro de Atacama e, temos que dizer, este lugar nos surpreende a cada dia! Aqui contamos um pouco como é este tour imperdível!

Um pouco do lugar

O Salar de Tara está localizado a cerca de 135km de San Pedro, bem próximo à fronteira com a Bolívia e a Argentina. A beleza deste passeio não está apenas no Salar em si, mas em todo o caminho para chegar até lá.

Estrada para o Salar de Tara, no Deserto do Atacama
Estrada que leva para perto do Salar de Tara

Você vai passar pertinho de vulcões, lagos e desertos coloridos, além de formações de pedra impressionantes.

Como chegar

O método mais recomendado para chegar ao Salar de Tara é através de uma excursão contratada em San Pedro. Nós fomos com a Ayllu Atacama (www.aylluatacama.com.br), empresa especializada em receber brasileiros e que nos ofereceu um excelente serviço.

Rumo ao Salar de Tara
Rumo ao Salar de Tara. Consegue encontrar o Mucuvinha na foto?

Chegar com seu veículo particular também é possível, porém pode ser um pouco complicado. O problema é que o Salar fica no meio do deserto, e não há uma estrada bem definida para lá. Assim, não é incomum o pessoal se perder no caminho. Se quiser se aventurar por conta própria, recomendamos que contrate pelo menos um guia ou que tenha um GPS com mapas atualizados, e que vá em um 4×4. Também é recomendável avisar a polícia ou algum guarda-parque que está indo para lá. No inverno, cuidado com grandes barrancos escondidos pela neve.

Outra dica importante: não corra! É tentador pisar fundo ao ver um retão de terra, mas o deserto é traiçoeiro e esconde alguns pequenos buracos no caminho, suficientes para jogar seu carro longe. Não é incomum ver carros capotados pelo caminho.

Acidente no Atacama
Um passeio arruinado porque o motorista resolveu correr demais.

Chegar até lá em bicicleta é uma missão praticamente impossível. Ciclistas experientes até podem se aventurar, mas é um passeio de alguns dias, acampando no meio do nada. Só é recomendável para quem realmente sabe o que está fazendo.

Estrada para o Salar de Tara
Caminho deserto adentro para chegar o Salar de Tara

O que levar

As recomendações são as mesmas para qualquer lugar do Atacama: muita água, protetor solar e algo para beliscar no caminho (veja se o almoço está incluído no passeio ou não). Chocolate é um boa ideia para diminuir os efeitos da altitude (você vai subir até 4800m).

Chapéu, óculos de sol e camisas de manga compridas (mesmo que faça calor) são recomendáveis para te proteger do sol forte. Leve também roupa de frio, pois o clima lá é bem diferente de San Pedro.

Salar de Tara, Atacama
Ao fundo, o belíssimo Salar de Tara

Precauções

Apesar do passeio não exigir tanta atividade física, a altitude do local é elevada (vai passar dos 4800m no caminho), e muitas pessoas podem passar mal ou cansar mais facilmente. Deixe para fazer este passeio depois que estiver acostumado (em geral leva uns 2 dias para se adaptar), e não vá de ressaca!

Vinho chileno no Atacama
Tomando um vinho de leve, pois a ressaca na altitude é forte!

Entrada

Inacreditavelmente, a entrada para este lugar é gratuita. Você só vai pagar o preço da excursão que contratar.

Como foi nosso tour pelo Salar de Tara

Chegamos à sede da Ayllu Atacama por volta das 8h30min, e Jaime (nosso guia) já nos esperava lá. O tour estava marcado para as 9h, mas assim que chegamos ele já falou:
“Partimos à hora que quiserem; o tour vai ser só nós e mais uma menina que vamos buscar no hotel”.

Mucuvinha com nosso guia para o Salar de Tara
Mucuvinha com Jaime, nosso guia!

Assim, partimos em um tour quase particular! Como tanto Jaime quanto a Karina (a menina que foi conosco) eram super gente boa, o passeio foi excelente, e paramos onde queríamos para tirar fotos.

Começamos a viagem por uma estrada muito boa e muito bonita.

Vulcões no Atacama
Incríveis vulcões te acompanham por todo o caminho

O primeiro ponto interessante da viagem é o pequeno Salar de Aguas Calientes, onde se pode avistar alguns flamingos.

Flamingos no Deserto do Atacama
O pequeno Salar de Aguas Calientes, onde se pode avistar alguns flamingos.

Avançamos um pouco e avistamos uma pequena lagoa onde nadavam alguns patos. Pedimos para parar e tirar algumas fotos!

Mucuvinha no Salar de Tara
Mucuvinha em frente a uma lagoa na beira da estrada para o Salar de Tara.

A partir daí, seguimos direto cerca de 1h pela estrada, um percurso que passou tão rápido por conta da beleza que víamos no caminho e por nosso guia, que nos enchia de informações sobre os vulcões, o clima, os lugares, etc.

Quando chegamos a umas bonitas formações de terra, saímos do asfalto e entramos na estrada de terra deserto adentro.

Caminho para o Salar de Tara
Aqui começa o rally para o Salar de Tara!

Tiramos algumas fotos e caminhamos em volta de uma pedra esculpida pelo vendo que se parecia com um índio gigante.

Pedra do Índio, no Salar de Tara
Consegue ver o rosto de um índio na pedra?

De lá, começamos um verdadeiro rally até nosso destino.

Passamos por mais paisagens alucinantes e avistamos várias vicuñas (animais parentes da lhama e do camelo).

Vicunhas no caminho para o Salar de Tara
Várias vicuñas nos observavam enquanto adentrávamos ao deserto

Quando finalmente chegamos ao mirante do salar, perdemos o fôlego com tanta beleza. Tiramos tantas fotos que acabamos com a bateria da câmera (por sorte sempre andamos com uma reserva).

Salar de Tara, Atacama
Michele observando o Salar de Tara e toda a beleza que o acompanha

Nos aproximamos um pouco mais do Salar e nosso guia nos deixou para que seguíssemos sozinhos uma pequena trilha a pé.

Esta trilha poderia ser facilmente percorrida em 5 minutos, mas acabamos demorando quase meia hora de tantas fotos que tiramos.

Salar de Tara, Atacama
O contraste de cores no Salar de Tara é impressionante.

Quando chegamos ao fim, uma mesa servida com um delicioso salmão e um excelente vinho nos esperava para almoçarmos admirando aquela belíssima paisagem.

Almoçando no Salar de Tara
Para finalizar com chave de ouro, um almoço em meio a toda esta beleza.

Depois de todo este luxo, era hora de voltar.

No caminho, ainda paramos para admirar um pequeno desfiladeiro onde pessoas costumam ir para escalar. Conta a lenda local que este desfiladeiro foi formado por conta de uma briga entre dois vulcões irmãos (outro dia conto a história completa desta lenda, que é bem interessante).

Deserto do Atacama
Pequeno desfiladeiro à beira da estrada, onde algumas pessoas praticam escalada.

Voltamos para San Pedro pouco depois das 15h. Foram 6h que passaram voando.

Estamos ansiosos para ver que mais surpresas este belo deserto tem para nos oferecer!

 

Confiram tudo sobre o Atacama aqui!

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