Deserto de Nazca – um tour pelas relíquias do Peru

Múmias, pirâmides e dunas impressionantes – não é preciso ir até o Egito para apreciá-las. Fizemos um tour pelo sensacional deserto de Nasca, e compartilhamos aqui tudo o que presenciamos!

Referência (junho/2016)

1 real = 0,88 soles
1 dólar = 3,30 soles

 

Pouca gente para em Nasca, e quem para geralmente busca apenas sobrevoar os famosos desenhos feitos no deserto.

É uma pena, pois a região tem muito mais o que oferecer. Aqui vamos contar como foi nosso tour pelas areias deste impressionante deserto!

Crânio de múmia no Deserto de Nazca
Um crânio jogado nas areias do deserto

Quanto custa e o que inclui

Nosso passeio pelo deserto incluiu:

  • Visita a um aqueduto de 2 mil anos
  • Visita à desconhecida pirâmide de Cahuachi
  • Explorar o cemitério profanado dos Nascas
  • Um rally radical pelo deserto
  • Sandboard pelas dunas de Nasca

Este é um daqueles passeios que você não tem opção: precisa ir com agência. Ainda que, em teoria, você possa visitar alguns destes lugares com um táxi ou com seu carro próprio, se quiser adentrar às dunas precisa necessariamente de um carro preparado para isso.

Veículos com que fizemos os tours pelos desertos de Nasca
Veículos com que fizemos os tours pelos desertos de Nasca

Este tour costuma sair às 14h e dura pouco mais que 4 horas. O preço gira em torno de 60 soles. Nós fizemos com a agência Perú Desert, que topou fazer a 110 soles para nós dois. Neste valor está tudo incluído, inclusive a prancha de sandboard.

O tour

Saímos de Nasca às 14h, em um carro com 10 pessoas, incluindo nosso guia/motorista. De cara já pegamos uma estrada de terra, onde a emoção começou aos poucos. A primeira parada foi no Aqueduto de Occongalla.

Aqueduto de Occongalla

Apesar de não ser tão imponente, esta construção merece respeito: sua criação data de cerca de 2 mil anos atrás.

Os nascas viviam há alguns quilômetros dali, às margens de um pequeno rio que cruzava o deserto. Acredita-se, porém, que um fenômeno El Niño, há 2 milênios atrás, tenha causado uma forte tempestade e uma inundação, obrigando-os a adentrarem ainda mais ao deserto, até fundarem uma pequena cidade onde atualmente é Nasca.

Mucuvinha no aqueduto de Occongalla, em Nasca
Mucuvinha no aqueduto de Occongalla, em Nasca

Longe de rios, a única forma de obter água era cavando: toda água que escorria das cordilheiras se acumulava no fundo das areias do deserto, a uma profundidade de aproximadamente 8 metros. Assim, foram formando os aquedutos, que podem ser encontrados em diversos pontos de Nasca.

Graças à água no subsolo, estas árvores podem crescer no deserto de Nasca
Graças à água no subsolo, estas árvores podem crescer no deserto de Nasca

Pirâmide de Cahuachi

Cerca de 20 minutos depois do aqueduto, seguindo pelo meio do deserto, nos deparamos com a imponente Pirâmide de Cahuachi. Esta construção ainda se encontra parcialmente soterrada (dizem que o incentivo do governo peruano à arqueologia é escasso), mas já impressiona.

As pirâmides de Cahuachi, no deserto de Nasca
As pirâmides de Cahuachi, no deserto de Nasca

Este lugar passou séculos escondido pelas areias do deserto, e foi descoberto há pouco mais de 30 anos por caçadores de tesouro que procuravam túmulos na região.

Cahuachi significa lugar onde vivem os videntes, e era um importante centro cerimonial para os nascas. Acredita-se que, sob as areias do deserto, existam mais uns 15 lugares como este.

Fizemos uma pequena caminhada por este lugar, e seguimos ao nosso próximo destino, um cemitério profanado.

Pirâmide no deserto de Nazca
Ainda falta muito o que desenterrar

O cemitério

Adentrando ainda mais ao deserto, chegamos a um antigo cemitério nasca. Na verdade, o cemitério já foi profanado por antigos caçadores de tesouros, que escavaram os túmulos para roubar as joias e outros utensílios enterrados junto com os mortos.

Restos mortais jogado pelas areias do deserto de Nasca
Restos mortais jogado pelas areias do deserto de Nasca

O que se vê aqui é impressionante: ossos, peças de roupa e peças de cerâmica quebradas estão espalhadas pelas areias do deserto. Grande parte foi acumulada em uma pequena região para fins turísticos, mas ao redor não é difícil encontrar os restos da civilização nasca. Até mesmo uma múmia está jogada por ali.

Múmia nasca jogada no deserto
Múmia nasca jogada no deserto

Todas as covas feitas no deserto são rasas, justamente por causa da água existente sob as areias.

A explicação para os ossos terem esta cor de branco perfeito é por estarem diretamente expostos à luz solar.

Terminada a arqueologia, era hora de um pouco de diversão.

As dunas

Passeando de bugguie pelo deserto de Nasca
Passeando de bugguie pelo deserto de Nasca

Passado o cemitério, saímos da pequena estrada de terra e adentramos às dunas do deserto. A paisagem de areia sem fim era impressionante (apesar das torres de eletricidade, que estragavam um pouco o visual). Aí começou a diversão: o buggie subia e descia cada duna à toda velocidade, como se tudo fosse uma grande montanha-russa.

Em um lugar, paramos e fomos brincar de sandboard. Ficamos nessa até começar a escurecer, por volta das 18h.

Sandboard em Nazca
Alguns segundos antes de rolar duna abaixo…

Chegamos em Nasca de noite, pouco depois das 18h30min, satisfeitos com o dia que tivemos!

Dicas

  • Leve bastante água e protetor solar. Se tiver óculos, leve também: não apenas pelo sol, mas eles podem ajudar a proteger seus olhos dos grãos de areia que levantam.
  • Apesar do calor ser infernal, leve um casaco para a volta. A temperatura cai muito pela noite.
  • Vá preparado para se encher de areia!
Ossadas de uma civilização de 2 mil anos espalhadas pelo deserto
Ossadas de uma civilização de 2 mil anos espalhadas pelo deserto

 

É isso pessoal! Gostatam de conhecer este lado de Nasca?
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2 comentários sobre “Deserto de Nazca – um tour pelas relíquias do Peru

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