Conhecendo Ulan Bator, a capital da Mongólia

Ulan Bator (ou Ulaanbaatar) costuma ser a base para os viajantes que querem conhecer a Mongólia. Aqui contamos um pouco sobre ela e mostramos o que fazer por lá!

Câmbio oficial (jul/2019)
1 real = 706 tugriks
1 dólar = 2663 tugriks
1 euro = 2964 tugriks

Ulan Bator
Centro de Ulan Bator

Com cerca de 1,5 milhões de habitantes (metade da população da Mongólia), Ulan Bator é a capital e a maior cidade do país.

Muitos torcem o nariz ao ouvir falar de Ulan Bator. Isso porque a cidade tem fama de ser perigosa, poluída e feia. Mas nós gostamos bastante da visita. Realmente não há tanto o que fazer, mas vale a pena passar uns 2 ou 3 dias para conhecer seus museus, seus monastérios e ir aprendendo um pouco sobre a cultura da Mongólia.

Segurança

Nós achamos Ulan Bator bastante segura, mesmo pela noite. Há muitos relatos (tanto de turistas quanto de moradores locais) sobre problemas com batedores de carteira. Pelo que lemos, isso era bastante complicado há alguns anos atrás, mas atualmente a situação melhorou bastante. Em todo o caso, não deixe de tomar os cuidados básicos, como levar a bolsa sempre na frente do corpo e não colocar nada no bolso de trás da calça, principalmente onde há muita muvuca.

Assaltos e crimes violentos são raros.

Naadam em Ulan Bator
Ruas de Ulan Bator durante o Naadam, festa típica da Mongólia

Poluição

Ulan Bator é uma das cidades mais poluídas do mundo. Nós visitamos no verão e não sentimos tanto (mas vínhamos de Pequim, onde a situação também é bem complicada). Dizem que a situação se complica mesmo no inverno: como faz muito frio, o pessoal queima de tudo para se aquecer.

Se vier visitá-la no frio, convém trazer uma máscara.

Informações turísticas

Embora muitas agências coloquem a placa de “Tourist Information” na frente para enganar alguns desavisados, o centro de informações turísticas oficial do governo fica aqui:

Informações Turísticas Ulan Bator
Centro de Informações Turísticas de Ulan Bator

Lá é possível conseguir um mapa grátis e informações como horário e preço dos ônibus (ainda que, às vezes, os preços estejam meio desatualizados), valores dos museus, transportes públicos, eventos, etc. Vale a pena fazer uma visita.

Transporte público e táxis

Os ônibus em Ulan Bator custam 500 tugriks, e você pode pagar diretamente ao motorista (leve dinheiro trocado, pois nem sempre ele tem troco). Às vezes não cobram de estrangeiros.

Não encontramos nenhum aplicativo capaz de traçar as rotas dos ônibus, mas você pode perguntar no seu hotel ou no centro de informações turísticas que vão saber te informar.

Transporte público em Ulan Bator
Andando de ônibus em Ulan Bator

Os táxis oficiais cobram em torno de 800 tugriks por quilômetro, mas não é fácil encontrar um táxi. O bom é que praticamente qualquer carro serve como táxi clandestino. Basta ficar acenando para todos os carros que passam até um parar. Estes costumam cobrar 1000 tugriks por quilômetro rodado. Na dúvida, combine o preço antes.

Não é raro ouvir relatos de turistas que combinaram um preço e, ao chegarem ao destino, o motorista quis cobrar mais caro. Se isso acontecer, simplesmente pague o valor correto (por isso é sempre bom andar com dinheiro trocado) e ignore as reclamações do motorista. Ele vai acabar cansando e indo embora. Caso tenha bagagens no porta-malas, retire-as antes de pagar para evitar problemas.

Pela noite convém evitar os táxis clandestinos por questão de segurança.

Chegando e saindo

  • Aeroporto

O aeroporto de Ulan Bator é a principal porta de entrada e saída da Mongólia. Ele está localizado a cerca de 18 quilômetros do centro da cidade.

O ônibus “Ч:7” faz a rota entre o centro da cidade e o aeroporto. No centro, ele para em frente à Biblioteca Nacional e na parada “Saint Petesburg” (em frente à praça Sukhbaatar). A passagem custa 500 tugriks, e ele passa de 20 em 20 minutos, das 6h30min às 21h.

Um táxi do aeroporto ao centro deve ficar na faixa dos 20-25 mil tugriks.

  • Ônibus

Para destinos no sul, norte e oeste da Mongólia, os ônibus partem da “Dragon Station”, a cerca de 8 quilômetros do centro, seguindo pela “Peace Avenue”. Os ônibus “3” e “59” são alguns dos que fazem a rota entre o centro e esta estação.

Os preços e os horários dos ônibus podem ser obtidos no Centro de Informações Turísticas. A título de curiosidade, pagamos 30 mil tugriks em uma viagem até Bayankhongor (cerca de 500km, 15h).

É preciso apresentar o passaporte para comprar as passagens.

Para destinos a leste, a coisa complica um pouco, já que ônibus para diferentes destinos partem de diferentes locais. Mas a maioria deles sai do terminal Bayanzürkh.

  • Trem

Os trens costumam ser mais caros e mais lentos do que os ônibus, por isso pouca gente prefere viajar desta forma. Mas, para viagens noturnas, pode ser interessante pegar um trem cama, por exemplo. É preciso apresentar o passaporte para comprar as passagens.

Os ônibus 4 e 29 passam na frente da State Department Store e levam até a estação de trens.

Note que, para viagens internacionais, o valor do trem é absurdamente mais caro. Uma viagem de trem de Ulan Bator direto para Pequim, por exemplo, sai por 200 dólares. Se você fizer este trajeto por conta própria (pegando um trem para a fronteira, cruzando a fronteira de ônibus e pegando outro trem do outro lado) vai gastar menos de 50 dólares.

Leia aqui como fizemos para cruzar a fronteira da China para a Mongólia da forma mais econômica possível.

Hospedagem

O ideal é se hospedar perto da praça Sukhbaatar, pois é aí que estão os principais locais de interesse da cidade. Mas, como o transporte público é barato, você pode ficar um pouco afastado sem problemas.

Se você viaja no estilo econômico, opções de hostel é que não faltam. Em geral, uma cama fica na faixa dos 7 a 12 dólares, embora o preço varie muito com o dia (não entendemos bem o motivo). Às vezes conseguíamos um quarto privado de casal por 11 dólares, e no dia seguinte ele estava por 30 dólares. Aí mudávamos para outro hostel que tinha alguma promoção de uns 2 ou 3 dias, quando então precisávamos mudar de novo. Nisso fomos conhecendo vários hostels da cidade.

Os hostels econômicos são todos mais ou menos a mesma coisa, e não há nenhum em especial para recomendar. Os quartos costumam ser bem simples, barulhentos e os poucos banheiros em geral são bem concorridos. Em comparação com a China e o Sudeste Asiático, o custo x benefício das hospedagens de Ulan Bator é bem ruim. Mas a vantagem é que quase todos oferecem cozinha e um ambiente bacana para conhecer outras pessoas.

O Booking funciona bem na cidade. Você pode consultar os hotéis, preços e fazer sua reserva por aqui:


Booking.com

Comer e Beber

Há uma série de restaurantes e bares pela cidade, onde um almoço mais simples sai por algo na faixa de 3500-6000 tugriks. Em um restaurante mais chique, espere pagar algo entre 10 e 20 mil em um prato.

Os bares mais frequentados por estrangeiros ou pelo público mais jovem de Ulan Bator estão nos arredores da Praça dos Beatles (“Beatles Square” no Google Maps). Uma longneck nestes bares sai entre 3 e 5 mil tugriks.

Comida em Ulan Bator, Mongólia
Prato típico da Mongólia: almôndegas, batatas, arroz e salada. Custou 5 mil tugriks

Lojas, supermercados, etc

Ulan Bator possui uma boa estrutura de lojas. Há vários supermercados pela cidade, sendo que um dos mais famosos (embora não o maior) está dentro da “State Department Store”. Aí dentro também é possível encontrar uma casa de câmbio que oferece valores bem interessantes para trocar dólares e euros.

Se você busca artigos de camping, perto da Praça Sukhbaatar está a loja “The Seven Summits”, onde você pode comprar coisas como gás, barracas, sacos de dormir, etc.

Ao longo da “Beijing street” está o supermercado Emart Chinggis, que é talvez o maior da cidade. Aqui é possível comprar até produtos como celulares, câmeras de vídeo, suplementos para GoPro, etc.

Visto

Brasileiros não precisam de visto para visitar a Mongólia. Porém, caso você queira ficar mais do que 30 dias no país, terá que fazer um registro no Escritório de Imigração.

Leia mais detalhes aqui.

O que fazer?

  • Praça Sukhbaatar

Este é o destino mais icônico de Ulan Bator. A praça está cercada por edifícios importantes, como o Palácio do Governo e a Bolsa de Valores. No meio da praça está a estátua de Sukhbaatar, um herói nacional durante a Revolução da Mongólia.

Encostada no Palácio do Governo (o prédio que se estende ao lado da praça) está uma grande estátua de Gengis Khan.

Praça Sukhbaatar, Ulan Bator, Mongólia
Praça Sukhbaatar, no centro de Ulan Bator
  • Mosteiro de Gandantegchinlen

Este monastério budista é um dos poucos da Mongólia que sobreviveram ao período da União Soviética. Ele foi erguido em 1838, mas acabou fechado em 1937 por conta da proibição religiosa. Em 1944 foi reaberto exclusivamente para o turismo. Foi só em 1990 que voltou a funcionar com fins religiosos. Hoje, cerca de 600 monges vivem ali.

Paga-se 4000 tugriks para visitá-lo. É permitido tirar fotos de alguns lugares (cobram 7 mil tugriks por câmera).

  • Praça dos Beatles

A uma pequena distância da Praça Sukhbaatar está uma praça dedicada aos Beatles, criada pelos fãs desta banda inglesa. Dizem que, durante a União Soviética, este tipo de música era proibida, e os fãs tinham que recorrer a discos piratas ou contrabandeados de forma ilegal. Assim, a banda acabou se transformando em uma espécie de símbolo da resistência.

Praça dos Beatles - Ulan Bator
Praça dos Beatles

Nesta praça não há muito além da estátua dos integrantes, mas nos seus arredores estão os principais bares frequentados por estrangeiros.

  • Black Market

Apesar do nome (e das más línguas dizerem que aí se vendem produtos roubados), o “mercado negro” nada mais é do que um grande mercado a céu aberto. É possível comprar aqui produtos como roupas, equipamentos de camping, eletrônicos da China, facas e artigos do campo, como botas e cintos de couro. É mais voltado aos locais, mas vale a pena dar um pulo lá para conhecer um pouco mais da cultura do país.

Black Market - Ulan Bator (Mongólia)
Black Market
  • Parque Nacional Terelj

O Parque Terelj está uns 60 quilômetros afastado do centro, e é uma ótima escapada para um ou dois dias. Lá é possível acampar, fazer trilhas, dormir em um yurt ou andar de camelo. É um destino bastante apreciado tanto por locais quanto por turistas.

Não se paga nada para visitar o parque.

Parque Naconal Terelj - Ulan Bator, Mongólia
Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional Terelj

Quase todas as agências vendem o tour para o parque por algo em torno de 20-25 dólares, mas é possível visitá-lo em transporte público numa boa. Leia nosso post aqui ensinando como faz.

  • Estátua do Gengis Khan

Esta imponente estátua, com 40 metros de altura, é o principal momento erguido a este guerreiro mongol. Não há transporte público para lá, mas você pode chegar facilmente de carona ou com um táxi a partir de Nalaikh ou do Terelj (explicamos mais detalhes no post sobre o Terelj).

É grátis visitar a estátua. Se quiser subir nela, paga-se uma taxa de 10 mil tugriks.

É isso, pessoal! Aqui está um vídeo nosso mostrando um pouco mais de Ulan Bator:

Para mais dicas bacanas, não deixem de acompanhar nossas redes sociais:

Dicas para a sua viagem:
  • Não perca tempo! Garanta a reserva do seu hotel pelos melhores preços no Booking.com
  • Prefere alugar uma casa? Então pegue aqui seu desconto de R$130 para a primeira hospedagem no AirBnb
  • Quer ganhar um extra com suas fotos de viagem? Aprenda a vendê-las por aqui.
  • Viaje sem sair de casa com os nossos livros!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *