Conhecendo Tikal – as impressionantes ruínas maias da Guatemala

Tikal é o principal destino turístico da Guatemala, e não é à toa: com pirâmides imensas e inúmeras ruínas em meio a uma selva tropical quase impenetrável, não há turista que não volte encantado de lá. Aqui passamos todas as dicas para vocês!

Câmbio oficial (julho/2017)
1 quetzal = 0,44 reais
1 dólar = 7,35 quetzales

Ruínas de Tikal, Guatemala
Templo Gran Jaguar, em Tikal

Declarado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1979, o Parque Nacional Tikal abriga uma fauna e flora importantíssimas, cuidando de vários animais em riscos de extinção.

Mas o que mais atrai turistas a este lugar não é a natureza, mas sim a história: em meio a esta selva estão as ruínas daquela que foi uma das mais importantes cidades do Império Maia. Fundada provavelmente no século IV a.C e tendo o seu apogeu entre 200 e 800 d.C, Tikal dominou política, militar e economicamente a maioria das cidades e povoados da região. É difícil de estimar sua população durante seus anos de ouro, mas acredita-se que era algo entre 10 e 90 mil habitantes.

O colapso de Tikal começou em meados do século IX. A razão mais provável foi uma crise social e política, em consequência de guerras perdidas e problemas para suprir a população com comida e água. Aos poucos as pessoas foram abandonando Tikal, que ficou escondida sob a selva até ser descoberta no período colonial.

Tikal vista de cima do Templo IV
Tikal vista de cima do Templo IV

Como chegar?

Para conhecer Tikal, o ideal é partir da cidade de Santa Elena de Flores (é comum encontrá-la referenciada simplesmente como “Santa Elena” ou como “Flores”). Mais abaixo falamos sobre a cidade e damos dicas de hospedagem e comida.

Há transporte público entre Flores e Tikal, mas você vai gastar 40 quetzales no trecho (e isso que ainda vão tentar te cobrar mais). Sai mais barato contratar uma excursão: em geral custa 70 se quiser contratar só o transporte de ida e volta (encontramos por 60 em uma agência na esquina da Calle Centro America com a Avenida Barrios, e fomos com eles), ou 90 incluindo um guia.

Esta agência que contratamos tinha saída às 3:30h (para ver o sol nascer), às 4:30h e às 8h. Os horários de retorno eram às 11h e às 15h (você é livre para escolher em qual quer voltar).

Ruínas de Tikal, Guatemala
Algumas ruínas ainda se encontram quase que totalmente encobertas.

Valores

Os valores para o Parque Nacional são estes:

Preços da entrada em Tikal
Preços da entrada em Tikal

Em resumo, você vai pagar 150 quetzales para fazer o passeio durante o dia (entre as 6h e as 18h), ou 250 se quiser ficar lá para ver o sol nascer ou o sol se pôr. Os tickets são vendidos no Banco Rural (pedem para apresentar o passaporte ou uma cópia). Se for fazer o tour do nascer do sol, é preciso comprar no dia anterior. Se quiser fazer o passeio normal, é possível comprar lá mesmo: na entrada do parque há uma agência do banco que abre às 6h. Os tours param lá para quem não tem o ingresso.

Na entrada vendem um mapa do parque por 20 quetzales. Nós salvamos um no tablet e levamos para não ter que gastar dinheiro com isso. Se quiser fazer o mesmo, aqui está o mapa:

Mapa de Tikal

O Google Maps mostra algumas trilhas lá dentro, mas não todas.

O passeio

Nós fomos às 4h30min, e começamos nossa trilha por volta das 6h15min. Voltamos no ônibus das 11h, e tivemos tempo de ver tudo o que queríamos com bastante calma. Na entrada há uma grande maquete, que merece ser visitada tanto na entrada quanto na saída.

Salvo se você for um aficionado por arqueologia ou pela história maia, não é preciso ver todas as ruínas, já que muitas delas ainda se encontram soterradas ou em processo de restauração. Aqui listamos algumas das imperdíveis:

  • Plaza Central: é onde estão as principais estruturas da cidade: o Templo Grand Jaguar e o Templo II, além das acrópoles sul e norte, com suas ruínas parcialmente restauradas. Este é o lugar mais bonito de Tikal. No Templo II há uma plataforma que se pode subir para ter uma vista panorâmica da praça.
  • Templo V: com 57 metros de altura, este é o terceiro maior templo de Tikal, e o maior dos que se encontram restaurados. Sua construção data de 650 d.C, colocando-o como um dos mais atuais.

    Templo V em Tikal
    Em frente ao templo V, um dos mais altos e mais bem restaurados.
  • Mundo Perdido: Batizado desta forma pelos pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, é o maior centro cerimonial do período pré-clássico maia. Sua estrutura conta com uma pirâmide, usada para estudos meteorológicos, e com uma grande base que abrigava três templos. O estado de restauração não está dos melhores, mas mesmo assim impressiona.
  • Plaza de los Siete Templos: É uma praça com 7 templos quase idênticos alinhados. Nesta praça se jogava o Jogo de Bola, muito importante no mundo maia.
  • Templo IV: Este templo possui 70 metros de altura e é o maior de Tikal. Atualmente também é classificado como a mais alta estrutura pré-colombiana da América (embora estudos indiquem que a Pirâmide do Sol de Teotihuacán era originalmente mais alta). Encontra-se praticamente todo soterrado, a não ser pela pontinha de cima e parte da escadaria principal. Subir ao seu topo para ter uma vista panorâmica da região é um passeio imperdível.

    Templo IV, em Tikal
    Templo IV, a estrutura pré-colombiana mais alta da América
  • Templo III: É o segundo mais alto de Tikal. Encontra-se quase todo encoberto. Seu topo se destaca entre as árvores da floresta quando se observa a partir do mirador do Templo IV.

Além destes, você verá muitos outros lugares interessantes enquanto estiver caminhando por Tikal. Se der sorte, também poderá ver animais pelo caminho, como macacos, quatis e tamanduás.

A Praça Central de Tikal
A Praça Central de Tikal

Santa Elena de Flores

Flores é uma cidade bastante agradável, com uma boa estrutura para turistas. O melhor lugar para ficar é dentro da pequena ilha de 1km² que avança para dentro do lago. Esta ilha é bastante tranquila, com belas casas coloniais, bons restaurantes, agências de turismo e hotéis. É aqui onde todos os estrangeiros se hospedam.

  • Onde se hospedar?

Por ser bastante turística, as hospedagens na ilha são bem caras. Uma das poucas opções econômicas por lá é o Hotel Flores de Petén, onde nos hospedamos. Está muito bem localizado, logo na entrada da ilha, e possui wi-fi e quartos com banheiro privado. A diária fica em 75 quetzales (dormitório compartilhado), 125 (quarto privado para 1 pessoa), 200 (quarto privado para duas pessoas) e 250 (quarto privado para três pessoas). Incluem café-da-manhã. Bom ficar de olho em possíveis promoções no Booking.

  • Segurança

Flores é uma cidade bastante segura. Dentro da ilha, pode andar tranquilamente com a câmera pendurada no pescoço que não tem perigo nenhum, mesmo pela noite.

  • Onde comer?

A ilha é cheia de restaurantes turísticos, com pratos a partir de 30 quetzales. Se busca algo realmente econômico, nos arredores do terminal de ônibus há uma grande feira. Lá é possível encontrar almoço a partir de 10 quetzales.

Santa Elena de Flores
Avenida à beira do lago na ilha de flores, cheia de restaurantes e bares.
  • Supermercado

A ilha consta com algumas opções de pequenos mercados, geralmente com preços salgados. Uma opção mais econômica e com mais variedades é cruzar a ponte e entrar no pequeno shopping que há ao lado esquerdo. Este possui um supermercado grande e com preços mais amigáveis.

  • Chegando e saindo

Nós viemos para Flores desde Lanquín (onde está Semuc Champey) em um shuttle por 90 quetzales. A viagem dura 8 horas. O sentido contrário (Flores – Lanquín) se consegue por 75 quetzales. As agências também vendem serviços de transfer para o México e Belize (na faixa de 225 e 150 quetzales, respectivamente).

Se quiser fazer por conta própria, o terminal de ônibus está a pouco menos de 2 quilômetros da ilha (não é bem um terminal, mas sim uma parada). Uma van de lá para a fronteira com o México custa 45 quetzales.

Dicas

  • Os mosquitos castigam: procure levar repelente;
  • Pelo chão há algumas aranhas. Vá com sapato fechado;
  • Se possível, faça o passeio cedo (saindo às 4h30min, ou o do nascer do sol). Além de ter maior possibilidade de ver animais, não vai sofrer tanto com o sol e com o calor;
  • Se não for fazer o passeio com guia, leve um mapa no celular para evitar de ter que comprar um lá.
Ruínas residenciais de Tikal
Ruínas residenciais de Tikal

É isso pessoal! Esperamos que este post possa esclarecer todas as suas dúvidas.

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3 comentários sobre “Conhecendo Tikal – as impressionantes ruínas maias da Guatemala

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