Conhecendo o Valle de la Luna e Valle de la Muerte no Atacama

Olá pessoal! Finalmente fizemos nosso primeiro passeio neste lugar incrível chamado Atacama. O Valle de la Luna e Valle de la Muerte são dois lugares imperdíveis para quem vier para cá, e aqui detalhamos como foi nosso passeio!

Referência (abril/2016)
1 real = 190 pesos chilenos

Conhecendo um pouco do lugar

O Valle de la Luna e Valle de la Muerte são incríveis formações desérticas localizadas a cerca de 14km de San Pedro de Atacama, e possuem estes nomes por lembrarem, respectivamente, as paisagens da lua e de Marte (isso mesmo, Marte! Daqui a pouco explicamos a confusão do nome).

Nesta região, o clima é extremamente seco, e poucos animais sobrevivem por ali. Se tiver sorte, é capaz de avistar lhamas, guanacos (dois animais parentes do camelo) e algumas iguanas.

Valle de la Luna, no Atacama
Quer conhecer a lua sem sair da Terra? Venha para o Atacama!

Pelo Valle de la Luna é possível ver várias paisagens: formações rochosas, dunas de areia fina, desertos de sal… um lugar que lembra bastante os desenhos do papa-léguas. Um dos pontos mais legais é a Piedra del Coyote, uma grande pedra onde é possível ter uma vista panorâmica de todo o vale.

Valle de la Luna, Atacama
As formações do Valle de la Luna, com partes cobertas de puro sal, deixa qualquer um de queixo caído

O Valle de la Muerte recebeu este nome porque, supostamente, deveria ser chamado de “Marte”, mas quem o batizou foi um francês. Por causa do seu sotaque forte, as pessoas entendiam algo mais parecido com “Muerte” (morte), e assim ficou o nome do lugar.

Além de lindo, aqui é permitido descer suas dunas em sandboard (que podem ser alugados em San Pedro) e também é um belo lugar para ver o pôr-do-sol.

Como chegar

Os dois lugares estão próximos um do outro, a cerca de 14km saindo de San Pedro de Atacama sentido Calama.

É possível chegar com seu veículo próprio, com excursão ou, para quem tiver mais disposição, em bicicleta (que pode ser alugada em San Pedro). Se for de bicicleta, certifique-se de que a empresa te forneça uma corrente e um cadeado, pois em muitos pontos você vai ter que deixar a bicicleta e caminhar.

Nós fomos de excursão em parceria com a Ayllu, ótima empresa de turismo especializada em receber brasileiros no Atacama. O bom da excursão é que você aprende muito do lugar com os guias.

Mucuvinha e nosso guia no Atacama
Mucuvinha com Pablo, nosso guia que nos ensinou muito deste lugar!

A entrada ao Valle de la Luna custa 3 mil pesos (cerca de 16 reais), e ao Valle de la Muerte custa 1000 pesos (pouco menos de 6 reais).

No caminho, se passa pelo impressionante Valle de los Dinosaurios, que são formações rochosas que lembram dinossauros caminhando. Este lugar merece umas boas fotos, e está lá, grátis, ao lado da estrada.

Valle de los Dinossaurios, na estrada para San Pedro de Atacama
O Valle de los Dinosaurios é um brinde para quem for passear pelo Valle de la Luna

O que levar

Independente de como for, é vital levar pelo menos 500ml de água (se for de bicicleta, leve pelo menos 1,5 litros) e protetor solar. Também é recomendável levar chapéu, óculos escuros e alguma comida para beliscar (chocolate ajuda muito a evitar qualquer mal de altitude).

O passeio

Este é um bom passeio para fazer no primeiro dia, pois é leve e vai ser bom para te ajudar a se acostumar com a altitude (San Pedro está a uns 2400m de altitude, e algumas pessoas podem sentir cansaço nos primeiros dias). Se quiser ir em bicicleta, porém, espere alguns dias até estar bem aclimatado.

Mucuvinha no Valle de la Luna
De formações de pedras a dunas de areia: o Mucuvinha apreciou de tudo!

Nós fizemos o passeio pela tarde para ver o pôr-do-sol no vale. Saímos às 16h da sede da Ayllu em veículos bem confortáveis e com wi-fi. Até pensamos em compartilhar umas fotos “ao vivo”, mas a beleza do lugar é tanta que você acaba esquecendo que tem um computador! Nosso guia, Pablo, era bem simpático e falava um portunhol fácil de entender (todos no carro eram brasileiros).

Sol se pondo no Valle de la Muerte, Atacama
O sol se pondo deixa um belo contraste no céu.

Nós atravessamos o Valle de los Dinosaurios e nossa primeira parada foi na Piedra del Coyote, onde se tem uma bela vista do Valle de la Luna. Aí precisa pagar 3 mil pesos de entrada (guarde seu recibo, assim não vai precisar pagar novamente quando for entrar no Valle de la Luna).

Piedra del Coyote, no Valle de la Luna, Atacama
A Piedra del Coyote é um dos melhores lugares para se observar toda a paisagem do Valle de la Luna

Na saída, tivemos a sorte de ver um guanaco que também observava o deserto.

Guanaco no Deserto do Atacama
Guanaco no Valle de la Luna

De lá, seguimos ao impressionante Valle de la Luna, onde fizemos uma pequena caminhada de 30 minutos pelo meio de formações rochosas e vistas de tirar o fôlego. A paisagem variava entre pedras, dunas de areia, desertos de sal e o pequeno oásis que formava San Pedro de Atacama, até que chegamos ao mirante, onde se podia avistar tudo ao mesmo tempo.

Valle de la Luna, Atacama
Leve muita água e proteja-se do sol para aguentar a caminhada ao Valle de la Luna!

A partir daí, seguimos novamente de carro pelo meio do sal até chegar a mais um ponto de interesse: as 3 Marias, formações rochosas que lembravam pessoas rezando (conseguimos identificar duas; a terceira parecia um sapo de boca aberta).

Três Marias, no Valle de la Luna, Atacama
Ao fundo, as Três Marias. Consegue ver 3 pessoas rezando ali?

Por último, seguimos até o Valle de la Muerte (entrada: 1000 pesos) para contemplar o pôr-do-sol no local. A mudança na cor das montanhas enquanto o sol baixa é de uma beleza indescritível.

Mucuvinha no Valle de la Muerte
Mucuvinha esperando o pôr-do-sol no Valle de la Muerte

Para fechar o passeio com chave de ouro, comemos lá mesmo um coquetel, com direito a vinho e tudo mais.

Um coquetel com vinho para fechar o passeio com chave de ouro
Um coquetel com vinho para fechar o passeio com chave de ouro

Voltamos para San Pedro por volta das 20h30min, encantados e prontos para o próximo dia!

Dicas

  • Não deixe de levar protetor solar e bastante água. Se possível, vá de chapéu, óculos escuros e camisa com manga comprida (o calor é forte, mas sua pele agradecerá).
  • A temperatura cai bastante no deserto pela noite. Por isso, leve um casaco também.
  • Se for de carro ou excursão, este é um bom passeio para fazer no primeiro dia, por não ser tão exaustivo.
  • Se puder, escolha fazer o passeio pela tarde, para ver o pôr-do-sol no Valle.
  • Se for de excursão, recomendamos a Ayllu, pelo excelente serviço e por ser especializada em turismo para brasileiros.
  • Se for de bicicleta, leve muita água e certifique-se de estar bem aclimatado. A altitude e o forte sol podem deixar o passeio bem mais exaustivo do que parece.

Confiram tudo sobre o Atacama aqui!

É isso pessoal! E se quiserem continuar acompanhando nossa viagem de volta ao mundo, curtam nossa página do face:
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3 comentários sobre “Conhecendo o Valle de la Luna e Valle de la Muerte no Atacama

  1. E ae meus queridos.
    Tenho acompanhado a caminhada de vocês pela américa do sul, e tem me servido de muita aprendizagem e conhecimento já que estou prestes a fazer uma caminhada longa que nem vocês, o diferencial é que vou sozinho.
    A dúvida mais cruel que eu tenho é sobre a grana. Como vocês fazem para levar a grana da viagem com vcs? Utilizam de algum cartão de dinheiro(Visa Travel Money)?
    Minha dúvida é que minha caminhada é sem tempo limitado e sem muitos roteiros, tenho alguns objetivos de lugares que quero conhecer… E com isso não sei se levo toda a grana comigo (isso me da medo), ou se levo parte da grana comigo e o resto deixo com meus familiares e na medida que precisar eles depositam no visa travel… mas com a cotação do dólar ta meio que desanimador…
    Enfim, continuem a postar ai os relatos, servem de grande empolgação e encorajamento para a galera que ta preste a fazer uma trip parecida com a de vocês.

    Grande abraço meus queridos. 😀

    1. Fala Wagner! Ficamos felizes em saber que nossos relatos estão ajudando 🙂
      Esperamos que dê tudo certo na sua caminhada!
      Quando ao dinheiro, esta realmente é uma questão complicada. Não fizemos o Visa Travel porque achamos que é meio complicado deixar o dinheiro em uma conta sem render por um longo prazo. Essa de deixar o dinheiro investido em um lugar e de tempo em tempo ir depositando pode ser uma boa ideia (aproveita as baixas do dólar para depositar).
      Nós andamos com 300 dólares conosco para eventuais emergências (por exemplo, se chegamos em uma cidade e não tem caixa automático), e quando gastamos repomos logo que possível.
      No mais, vamos com cartão de débito sacando dinheiro no caminho. Nossa conta é no Santander, e até agora todos os países que passamos tem filiais do banco, e com isso não pagamos saque. Se precisamos sacar em outro banco, cobram uma pequena taxa.
      É legal antes de sair dar uma conversada com algum gerente e explicar o projeto. No nosso caso, fizeram para nós um cartão com uma taxa de câmbio muito boa, mas que não gera pontos nem nada. Ainda ficamos com o risco do dólar disparar, mas temos esperança que o pior já tenha passado.
      É isso rapaz, no mais, sucesso na sua jornada, e esperamos poder nos encontrar por aí!
      Abraço!!

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