Até onde é possível chegar com 10 mil reais?

No dia 7 de fevereiro, 132 dias depois de termos deixado nosso querido país para trás, chegávamos à remota cidade do Ushuaia com um gasto total (ou, devo dizer, investimento?) de 10 mil reais (5 mil de cada um). Compartilhamos aqui tudo o que estes dias nos proporcionaram, para que vocês vejam como tudo valeu a pena!

Todo mês postamos um resumão dos nossos gastos para que vocês possam ter uma ideia de quanto custa uma viagem destas. Mas, neste post, queremos fazer algo um pouco diferente: em vez de apenas dizer quanto dinheiro investimos na viagem, queremos explicar um pouco de como está sendo o retorno deste investimento. Talvez o post fique um pouco longo, mas vale a pena ler, principalmente se estiver pensando em fazer algo parecido e falta aquela coragem para dar o passo inicial.

Sim, usaremos a palavra “investimento”, pois é isso que a viagem está sendo. Não pensamos como um investimento financeiro (para isso poderíamos ter comprado imóveis ou aplicado no banco), mas em um investimento pessoal. Alguns fazem um curso especializante, outros um mestrado, outros estudam um novo idioma ou fazem uma nova faculdade. Nós decidimos viajar o mundo.

Não temos vergonha de dizer que saímos com medo, afinal os retornos deste investimento parecem um pouco incertos. Sabemos que qualquer viagem (desde um mochilão de carona até um cruzeiro da CVC) é enriquecedora, porém é difícil mensurar até que ponto vale realmente a pena. Hoje, começamos a entender.

Percurso que viajamos com 10 mil reais
Roteiro que conseguimos percorrer com 10 mil reais

No primeiro mês de viagem, ainda nos considerávamos turistas: gastávamos dinheiro com besteiras, fazíamos qualquer tipo de excursão e interagíamos mais com outros turistas do que com as pessoas do local. Agora, tudo é diferente: finalmente percebemos que não estamos de férias, mas sim seguindo um novo estilo de vida, muito melhor que o que tínhamos antes, mas onde nem tudo são rosas. A crise brasileira e a disparada do dólar foram golpes duros em nosso bolso, e percebemos que, se não apertássemos o cinto, a viagem acabaria muito antes do previsto. Chegamos até em pensar em desistir, mas hoje vemos que esta crise nos ajudou. Com um orçamento diário bastante limitado, aprendemos coisas que não teríamos aprendido se tivéssemos dinheiro sobrando. Conhecemos muita gente incrível e muitos lugares impressionantes que não teríamos conhecido se estivéssemos viajando de ônibus ou avião e nos hospedando somente em hotéis.

Mucuvinha pedindo carona para El Calafate
Mucuvinha nos ajudando a pedir carona.

Com pouco mais de 4 meses na estrada e exatamente 10.054 reais a menos na conta, hoje podemos dizer, com segurança, que cada centavo valeu. O medo e a insegurança de voltar ao Brasil sem emprego e sem dinheiro já não existe mais. Aprendemos a nos virar, e sabemos que, no final, tudo dá certo. E que venham muitos dias de estrada!

 

Alguns lugares e experiências marcantes:

  • Acampamos junto com capivaras e jacarés nos Esteros del Iberá, o Pantanal Argentino
  • Vivenciamos o dia a dia dos porteños em Buenos Aires, uma das capitais mais lindas da América.
  • Conhecemos as praias e cassinos da caríssima Punta del Este (Uruguai), destino de milionários do mundo todo.
  • Caminhamos pelas antigas ruas de Colônia del Sacramento, tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
  • Conhecemos Rosário, cidade berço da bandeira da Argentina, e também de alguns argentinos ilustres, como Che Guevara e Lionel Messi.
  • Visitamos vinícolas e provamos alguns dos melhores vinhos do mundo no Chile e na Argentina.

    vinicola
    Visitando uma vinícola em Neuquén, Argentina
  • Comemos carnes feitas por gaúchos de verdade.
  • Visitamos o Aconcágua, pico mais alto do mundo fora da Ásia.
  • Descemos pela remota Carretera Austral, isolada no sul do Chile.
  • Vivenciamos uma cultura muito distinta nas Ilhas de Chiloé (Chile).
  • Assistimos a uma missa de Natal em uma igreja de madeira tombada como Patrimônio da Unesco.

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    Missa de natal na pequena cidade de Dalcahue, Chiloé.
  • Percorremos grande parte da lendária Ruta 40 (Argentina).
  • Cruzamos várias vezes a Cordilheira dos Andes, considerada por muitos como a espinha dorsal do planeta.
  • Vimos vários vulcões, e também o estrago causado por eles.
  • Descemos a belíssima “Ruta de los 7 Lagos” na Argentina, paisagem que supostamente teria inspirado Walt Disney a criar o desenho Bambi.
  • Tomamos os deliciosos chopes artesanais de Bariloche.
  • Experimentamos um emprego novo: trabalhamos em um hostel.
  • Perdemos o fôlego com as belíssimas paisagens de Fitz Roy e Torres del Paine.
  • Vimos grandes blocos de gelo se desprenderem do colossal Glacial Perito Moreno.
  • Molhamos os pés no lendário Estreito de Magalhães, cujas águas já foram banhadas pelo sangue de piratas e navegantes que buscavam seu caminho até as Índias.
  • Quase congelamos de frio com o vento patagônico.
  • Acampamos à beira da estrada, tendo como companhia apenas raposas e guanacos selvagens.
  • Vimos o sol se por no oceano.
  • E, por fim, chegamos à cidade mais austral do mundo, o Ushuaia!

Somente estas experiências valeriam todo o investimento, mas ainda enriquecemos muito mais.

Carona na Carretera Austral
Viajando na caçamba pela Carretera Austral, provavelmente uma das estradas mais bonitas do mundo.

 

Aqui vão alguns exemplos de aprendizados que tivemos:

  • Falar espanhol: já havíamos viajado por alguns países da América Latina antes e nos virávamos bem no portunhol, mas 4 meses depois de escutarmos somente este idioma, podemos dizer que aprendemos espanhol de verdade. Agora conseguimos não apenas comprar uma passagem de ônibus e perguntar se lá fora está frio, mas conversar naturalmente com uma pessoa ou assistir a um filme sem legendas neste idioma. Mais uns meses e já poderemos atualizar nossos currículos para “Espanhol: fluente” 🙂
  • Cultura, História e Geografia: Ainda estamos no comecinho da nossa viagem, mas o que estamos aprendendo sobre o mundo não se aprende em nenhuma faculdade. Vendo na prática e conversando com os moradores locais, estamos entendendo tudo o que, em outros tempos, havíamos apenas decorado para passar no vestibular. Como se formou a Cordilheira dos Andes? Por que a Patagônia chilena é de vegetação densa, e a argentina predominantemente desértica? A quem pertencem as Ilhas Malvinas? Por que o Estreito de Magalhães foi tão importante nos séculos passados? Como foi a luta pela independência de cada país latino? Porque a carne argentina é tão macia?
    A cada dia, aprendemos coisas novas. Tudo isso e muito mais iremos compartilhando em nosso blog, para que este não seja apenas mais um blog de viagens, mas sim que consiga resgatar a cultura de cada lugar que passarmos!
  • Cozinhar: Já nos aventurávamos na cozinha durante os fins de semana, mas agora a situação é diferente. Sem internet para consultar receitas, procurando sempre os ingredientes mais baratos do mercado e procurando sempre ter uma dieta saudável, estamos aprendendo a cozinhar de tudo. Até mesmo o nosso pão estamos fazendo para economizar. Além disso, é claro, em cada região aprendemos um prato típico local, aumentando cada vez mais nossas opções!
  • A comer de tudo: Assim como quase todo mundo que vive em cidade grande, tínhamos nossas frescuras para comer. Agora, porém, não temos mais lugar para “Não gosto disso! Não gosto daquilo! Isso não combina!”. Se o fígado estiver barato, vamos comer fígado. Moela em promoção? Fica ótima com molho de tomate. Pescoço? Pés? Rabo? Berinjela? Tudo uma delícia. E, acredite, perdemos de comer muita comida excelente durante nossas vidas por pura frescurite.
  • Viajar de carona: Com a grana cada vez mais curta e as passagens de ônibus caríssimas na Argentina, tivemos que adotar a carona como nosso principal meio de transporte. Nunca havíamos viajado desta forma antes, um pouco por medo (não medo de criminalidade ou coisa do tipo, pois vimos que isso é bastante seguro por aqui, mas por aquele medo besta, sem sentido, que te impede de pedir um aumento ou de chegar em alguém na balada), um pouco por achar que ninguém iria parar para nós.
    Pois bem, hoje damos graças a Deus por ter vencido esta barreira. Viajar de carona é, além de econômico, uma ótima maneira de conhecer pessoas novas e tornar a viagem menos cansativa. Futuramente faremos um post exclusivo sobre este tema, para tirar dúvidas que muitos devem ter sobre este tema!

    Mapa de onde viajamos de carona
    Trechos por onde viajamos de carona
  • Que o dinheiro não traz felicidade: “O dinheiro não traz felicidade”. Que frase linda, dita por muitos, mas que ninguém acredita! Não é mesmo?
    Bom, não queremos ser hipócritas. Para começar, se não tivéssemos dinheiro, não estaríamos aqui vivendo os melhores dias de nossas vidas. Também não queremos menosprezar o peso da miséria que tanto assola nosso país. O dinheiro é, sim, importante para que a pessoa tenha uma vida digna. O caso é que muita gente passa a vida inteira sonhando em conseguir muito dinheiro, e não acredita que pode ser feliz com o que tem. Durante estes dias de estrada, conhecemos gente com muito que era infeliz, e também gente com muito pouco e que era satisfeita com o que tinha. Nós mesmo, depois que perdemos grande parte do nosso dinheiro com a alta do dólar, passamos a encarar a viagem de outra forma, e hoje nos sentimos bem mais realizados. Com esses 10 mil reais que investimos, poderíamos ter comprado uma TV nova ou até trocado de carro, mas nada disso nos proporcionaria a mesma alegria que tivemos ao dividir uma garrafa de rum com pessoas que conhecemos na estrada enquanto pedíamos carona.

    Neve no Aconcágua
    Neste caminho para o Aconcágua a Michele viu a neve pela primeira vez.
  • Dividir: Talvez a maior lição que tivemos nesses dias de estrada foi a solidariedade. Não estamos falando de doar aquele tênis velho que não vamos usar mais, mas em compartilhar de verdade. Muitas vezes cruzamos com pessoas com bem menos posses que nós, mas que dividiram o pouco que tinham porque, naquele momento, não tínhamos nada. Nos primeiros dias, seguimos pensando em uma forma de retribuir cada uma dessas pessoas, até que finalmente entendemos: isso não se retribui. As pessoas fazem o bem simplesmente porque são boas. E, acreditem, há muito mais pessoas boas do que más por aí. Vemos só desgraça na televisão que acabamos perdendo a esperança na humanidade, mas estas são apenas algumas gotas de óleo no oceano.
    Aprendemos, talvez da forma mais dura, a deixarmos de ser egoístas. Jamais conseguiremos retribuir cada pessoa que nos ajudou, mas estamos fazendo a nossa parte passando a bondade para a frente.
    Aplicamos este aprendizado a poucos dias, quando acampamos e tínhamos apenas uma lata de atum para comer. Logo apareceu outro viajante que não tinha nada. Dividimos o pouco que tínhamos com ele. Dormimos os três com um pouco de fome, mas isso é melhor do que dois de barriga cheia e um morrendo de fome. Dormimos muito mais satisfeitos do que se tivéssemos sido egoístas.
  • A vida vale a pena: E como vale! Trabalhando o dia inteiro, tendo que acordar cedo e enfrentar ônibus lotado, calor, frio, chuva, pagando impostos e mais impostos, e vendo só roubalheira na TV, muitas vezes nos perguntamos: por que diabos eu fui nascer?
    Enquanto estávamos em São Paulo, apenas seguíamos sobrevivendo, aproveitando uns poucos momentos de felicidade que o stress das grandes cidades pode proporcionar e esperando dias melhores que talvez não chegassem nunca. Até que resolvemos largar tudo e cair na estrada. Afinal, se no fim vamos morrer mesmo, que tenha sido depois de uma vida intensa. E, agora, finalmente vemos como a vida é incrível. Não espere o mundo mudar para que você seja feliz, pois ele não vai mudar. A mudança tem que acontecer dentro de você!

    Acampando nos Esteros del Iberá
    Ao lado de nossa barraca, capivaras circulavam livremente. Esteros del Iberá.

 

Falamos acima sobre a bondade das pessoas, e gostaríamos de compartilhar aqui alguns casos de bondade que recebemos pelo caminho, de pessoas que não nos conheciam e que provavelmente nem tornaremos a ver. Impossível citar todos, por isso pegamos alguns exemplos aleatórios.

Muitos são coisas simples, mas que nos ajudaram a seguir em frente.

  • Estávamos há algumas horas pedindo carona em uma pequena cidade (que não chegava a mil habitantes), em frente a uma casinha bem humilde, sob um sol lascado. De repente, um menino sai da casa, vai até uma vendinha, compra uma garrafa d’água e um suco Tang e trás para nós. Não sabemos se os pais deram dinheiro para ele nos ajudar ou se ele juntou seus poucos trocados e resolveu ser solidário em vez de comprar balas, mas seremos eternamente gratos a este pequeno ato de bondade.
  • Chegamos no natal à pequena cidade de Dalcahue, no Chile, com pouquíssimo dinheiro, e sob uma forte chuva. Encontramos uma pequena hospedagem e perguntamos se a dona nos deixaria acampar no quintal. Ela cobrou um valor simbólico e deu permissão. Mais tarde, como viu que a chuva não ia parar, nos ofereceu um quarto privado, com cozinha, lareira e até banheiro, pelo mesmo preço do camping. Na ceia de natal, nos levou dois grandes pedaços de carne de porco e um pouco de salada para que pudéssemos ter uma janta melhor.
  • Após passar um dia inteiro tentando pedir carona sem sucesso na cidade de Governador Gregores, Argentina, eis que para Jorge para nos levar.
    Ele, além de nos dar carona por grande parte do caminho (iríamos para outro destino, assim descemos antes), nos pagou um almoço (para que pudéssemos provar o cordeiro patagônico) e nos convidou a ficarmos em sua casa em El Calafate quando fôssemos para lá. Pois bem, chegamos em El Calafate cerca de 1 semana depois. Ele nos recebeu muito bem, com muitas cervejas e nos levou para jantar. Quando terminamos de comer, ele fingiu que foi ao banheiro e pagou a conta, para que não pudéssemos nem pensar em pagar a nossa parte.
  • Após um dia sem sucesso pedindo carona, seguimos caminhando em direção ao centro de San Rafael. Uma mulher nos viu e chamou a polícia. Calma: é que estávamos em uma zona perigosa, e a polícia chegou somente para nos escoltar até uma parte segura. A mulher até se ofereceu para pagar um ônibus para nós, caso não tivéssemos dinheiro.
  • Estávamos há várias horas no meio do nada, pedindo carona em uma estrada para o Ushuaia. Perto de nós, havia uma indústria petroleira. Em um dado momento, encosta um carro da empresa e o funcionário nos dá uma sacola cheia de comida. Os trabalhadores do local haviam feito uma vaquinha para nos ajudar.

    Glacial Perito Moreno, em El Calafate
    Admirando o monstruoso glacial Perito Moreno, em El Calafate.
  • Estávamos pedindo carona na saída da cidade de Rio Grande, quando para o carro com duas mulheres. Elas iriam acampar com alguns amigos, e acabaram nos levando junto. Pagaram o camping (que cobrava por carro, e não por pessoa) e compartilharam com a gente uma deliciosa comida e várias bebidas. Ainda recebemos o convite para ficarmos em sua casa quando passarmos novamente por Rio Grande.
  • E agora, no Ushuaia, estamos hospedados na casa de Alejandro, um cara que conhecemos em um camping na cidade de Governador Gregores. Ele está viajando de férias, mas explicou como deveríamos fazer para chegar a sua casa e que a chave ficava escondida em um vaso ao lado da porta.
    Desta forma, chegamos e nos hospedamos. Quando quisermos ir embora, basta trancarmos tudo e devolvermos a chave ao vaso.

Se tinha vontade de largar tudo e ir viajar e estava com dúvidas, esperamos que isso seja um incentivo! Não importa se vai ficar 1 mês, 1 ano ou 10 anos, o importante é viver esta experiência, pois vale a pena.

Agora vamos aos números!

  • Dias viajados: 132
  • km rodados: 9226 km
  • Dinheiro investido: 10.054 reais (para os dois)
  • Custo por quilômetro: 1,09 reais
  • Média diária: 76,16 reais
  • Distância viajada de carona: 3640 km
  • Países visitados: 3 (Argentina, Chile e Uruguai)
  • Máximo dias sem banho (sequência): 4
  • Menor temperatura: 0° (sensação de -7°) – Ushuaia

Gastos:

  • Hospedagem: R$ 2.667,16
  • Supermercado: R$ 3.053,46
  • Transporte: R$ 2.699,23
  • Restaurante: R$ 412,20
  • Passeios: R$ 698,37
  • Outros: R$ 283,87
distribuição gastos
Distribuição dos nossos gastos

 

Nossas noites foram assim:

  • CouchSurfing: 25
  • Camping: 37
  • Acampando na beira da estrada ou no mato: 6
  • Casa de amigos: 11
  • Hotel/hostel: 20
  • Noites dormindo em rodoviária: 1
  • Dormindo em ônibus: 3
  • Dormindo em barco: 1
  • Trabalhando em troca de hospedagem: 26

É isso pessoal! Espero te tenham aguentado ler tudo, e se quiserem perguntar alguma coisa, sintam-se a vontade! Ajudaremos no que for possível!

Para acompanhar nossa viagem, curtam nossa página no Face!

www.facebook.com/mundosemfimoficial

37 comentários sobre “Até onde é possível chegar com 10 mil reais?

  1. Esse post até me emocionou. Quase largo tudo aqui e vou encontrar vcs em algum lugar do mundo! Mas o que eu queria mesmo dizer é da lei de ação a reação, meus amigos. Vocês recebem o bem porque são do bem. Têm o coração bom. Muito orgulho de vcs e muito feliz tbm. Sigam em paz!! Beijão da queks

    1. Olá Queks!!! Muito obrigado pelas energias, e esperamos sinceramente que possamos nos encontrar em algum canto por aí! Ainda temos muito chão para percorrer, quem sabe dá certo! Já percebemos que o universo conspira a favor 🙂
      Beijão e tudo de bom!

  2. Bom dia Casal “aventura”. Que Post sensacional. Bem explicativo e com dados de tudo. Nunca tinha lido algo assim em blogs de viagem. Fiquei mais interessado ainda em fazer meu mochilão este ano pela América do Sul: Peru, Bolívia e Chile. E estou cada vez mais certo que o bem sempre vence. Continuarei acompanhando o blog ansioso pelos próximos posts. Boa viagem. Abraçao

    1. Olá Victor! Muito obrigado, ficamos felizes de saber que estamos animando as pessoas a viajarem, afinal isso que é viver!
      Agora começamos a seguir para o norte da Argentina e Chile, logo cruzaremos para a Bolívia. É possível que nos cruzemos por aí!
      Abraço e boa viagem para você também!

  3. Só queria dizer que chorei lendo isso. Cada texto que vocês publicam é um empurrãozinho na minha viagem.
    Tenho duas duvidas: quanto tempo voces ficaram planejando a viagem e se possivel, qual a idade de vocês?

    1. Olá Eduarda! Ficamos felizes de saber que estamos te incentivando a realizar este sonho!
      Nós dois temos 31 anos.
      Sobre o planejamento, foi mais ou menos assim: já fazia muito tempo que estávamos naquela de “um dia vamos largar tudo e viajar o mundo”, mas este dia nunca chegava. A ideia inicial era viajar só pela América do Sul, mas aí começamos a ler depoimentos de pessoas que viajaram o mundo inteiro e vimos que isso era possível.
      Aí aconteceu que em maio do ano passado nós dois ficamos desempregados no mesmo dia. Consideramos isso como um sinal!
      Aí que começamos a correr atrás de verdade: tirar passaportes novos, fazer o visto dos EUA, comprar mochila, barraca, saco de dormir, vender nossas coisas, deixar procuração com parentes, etc. No fim, só saímos no final de setembro. Levamos quase 5 meses para conseguir organizar tudo e finalmente cair na estrada!

  4. Sensacional. Estou aprendendo muito com os posts de vocês e fico feliz de saber que vocês estão encontrando tantas pessoas iluminadas pelo caminho. Após decidir largar meu cargo, começo um mochilão pela América do Sul no início de abril e suas dicas estão ajudando muito! Ansioso pelo post sobre as caronas.. Grande abraço pra vocês!

  5. Achei o texto muito interessante e gostoso de ser ler. Percebi a clara mudança de tom nos relatos. E que a chamada “alma de viajante” havia encontrado espaço em vcs. Legal se sintonizar com gente que está vivenciando coisas marcantes e publicando isto para que outros como eu ainda “preso” possa se inspirar hehehe… Tem muita informação na Web, mas a meu ver pouca com este tônus de quem sabe o que está fazendo e o por quê. Enfim acho que me conquistaram… Rs… Como um seguidor mais aciduo … É bom se conectar com gente que valoriza o bem colocado em prática e ainda relata ! Que tengan siempre una buena con ustedes. E também aguardo o post das caronas !

  6. Poxa pessoal achei o blog de vocês no Mochileiros, gostei muito, sonho em fazer o que estão fazendo, até o momento só consegui fazer mochilões curtos, mas estou me inspirando vendo uns blogs por ai. Abraços e boa sorte à vocês.

    1. Valeu!
      Sempre fizemos mochilões curtos também, durante as férias, nunca por mais de 1 mês. Este ano que resolvemos largar tudo e cair na estrada de verdade. Vamos compartilhando nossas experiências para tentar inspirar mais pessoas a fazer o mesmo!
      Um abraço e sucesso!

  7. Amei a viagem de vocês.
    Em duas semanas estou embarcando para uma viagem de 6 meses, 4 na Austrália e 2 meses no Sudeste Asiático. Estava preocupada um pouco com o “investimento”, mas lendo como vocês estão conseguindo se divertir com pouco, estou achando que vou conseguir. Vou estar postado minha viagem no blog viajantesemfronteira.com.
    Adoraria trocar experiências.
    Boa sorte com suas viagens e divirtam-se muito

    1. Olá Nathalia! Tenho certeza que vai se divertir muito em sua viagem!
      Não conhecemos por lá, mas o pessoal fala que o sudeste da Ásia é muito barato. Conhecemos várias pessoas falando que foram planejando ficar 1 mês e acabaram ficando 3 com o orçamento que tinham planejado.
      Sucesso na sua viagem, vamos acompanhar seu blog para pegar dicas para quando chegarmos por lá! 🙂

  8. Simplesmente Fantástico, faz nos crer que o Mundo ainda tem jeito, Solidariedade, Amor ao Próximo, Atos Desinteressados enfim Existem Sim.

    Parabéns, Bon Voyage, Casal!

  9. Me emocionei lendo esse post,
    não é um empurrãozinho para quem ta na dúvida, é uma voadora haha…lindo post,lindas histórias…a cada parágrafo aumentou meu sonho de fazer igual.
    Tudo de bom pra vocês nessa jornada!!!

  10. Galera, estão de parabéns. Nunca fiz viagem internacional, mas acredito mto na bondade das pessoas, depois de começar a viajar, me tornei uma pessoa muito melhor, e hj hospedo pessoas em minha casa!! mto bom conversar com as pessoas e descobrir novas histórias, ouvir oq cada um tem a dizer, quero fazer uma viagem dessa pela america do sul como voces estao fazendo. Mas quero deixar tudo certo em casa para familiares nao ter problemas e viajar sem preocupações. Mas com certeza irei fazer!!! O texto de vcs me deixou com vontade de largar tudo e ir. Mas irei, nem q seja em 2-10 anos, mas irei!!!!

    1. Fala rapaz!!! Vá sim, vale muito a pena. Nós começamos com viagens curtas, cada ano tentávamos conhecer um país novo, mas em paralelo íamos juntando dinheiro e organizando nossa vida para fazer algo maior. Até que ano passado surgiu a oportunidade e largamos tudo. Isso de intercambiar experiências é muito bom!
      Boa sorte para a sua viagem, e que a oportunidade para sair surja o mais rápido possível! 🙂
      Abraço!

  11. muito obrigada por compartilhar a experiencia de vcs com a gente!
    fico muito feliz e animada com seus relatos, dá uma preenchida no coração saber (na verdade relembrar) que tem tanta gente boa espalhada por ai! <3

    1. Obrigado por acompanhar o nosso blog!
      Realmente, sempre encontramos pessoas boas, mas às vezes nem nos damos conta! Precisamos passar uns apertos para valorizar as pequenas ajudas do dia-a-dia 🙂

  12. Caramba, gente, que texto maravilhoso. Me emocionei com algumas partes. Apesar de ser um amante de viagens, ainda não tive coragem de fazer algo assim, no nível que vocês fizeram. Mas a história de vocês é realmente inspiradora… vou passar a acompanhar o blog e, quem sabe, num futuro próximo não consigo seguir o exemplo de vocês…

  13. ae galera estou interessado em realizar una viajem sem volta, sem rumo e sem dinheiro.
    moro em porto alegre , tenho 23 anos.
    procuro pessoas que tenham esse interesse e essa coragem de viver a vida loucuramente.
    Meu whats : 51 84983341

  14. Vocês me inspiram! Quero fazer uma viagem como a de vocês, mas fiquei com algumas curiosidades:

    1. Como vocês lavam suas roupas? Quero dizer, vocês lavam suas roupas? Rsrs. Fiquei na dúvida principalmente em relação às roupas de frio, que devem ser pesadas e fazer muito volume, o que me leva à dúvida #2.

    2. Quanto de roupas vocês carregam? Como carregam tanto peso, das roupas de frio? Compram roupas novas por onde passam?

    3. A barraca de vocês também vai na mochila, certo? Meu Deus, to aqui tentando imaginar como vocês carregam tudo isso… São só vocês dois e duas mochilas gigantes?! Rs

    Acho que essas curiosidades dão um post gigante e muito interessante, já pensaram em escrever sobre? Gostaria de saber!

    Ansioso pelas respostas… ah, e adorei o post, como sempre.

    1. Obrigado Rychellon!
      Realmente, a parte da mochila é complicada. Nós investimos na barraca e nos sacos de dormir mais baratos que encontramos (que aguentem frio). Mesmo assim, nossas mochilas estão pesando 17 e 19 quilos. Nós não conseguimos nos deslocar grandes distâncias com elas não. Quando vamos fazer trilhas, deixamos o excesso de bagagem no hotel ou na casa de alguém.
      Sobre lavar roupas, de tempos em tempos mandamos as mais complicadas para lavanderia. As outras (camisetas, meias, roupa interior, etc) vamos lavando no banheiro dos hotéis ou nos campings mesmo 🙂
      Sobre o que levamos, aqui colocamos:
      http://mundosemfim.com/o-que-levar-em-uma-viagem-de-volta-ao-mundo/

      Algumas coisas mudamos (por exemplo, trocamos a calça jeans por outra mais leve, e os sacos de dormir por outros melhores), mas o essencial é isso aí.
      Legal a dica, daqui a algum tempo vamos fazer um post sim detalhando melhor como é o nosso dia a dia! 🙂

      Abraços!!

  15. Parabéns ao casal!!! Só hoje já li todo o início dessa trip incrível!! Tenham certeza de que a experiência de vocês já está ajudando muitos a “sair da caixinha” pra conhecer esse mundão afora. Vou continuar acompanhando e enviando daqui energias mais que positivas e todas as bênçãos pra caminhada de vocês.
    Grande abraço!

    1. Olá Cristiana!! Muito obrigado pelo elogio e pelas energias! Isso é muito importante para conseguirmos seguir em frente! 🙂
      Do nosso lado, continuaremos compartilhando tudo com vocês. Obrigado por nos acompanhar!
      Beijos e esperamos encontrá-la por aí!

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