7 dicas infalíveis para você tirar fotos melhores nas suas viagens

Como este blog não é sobre fotografias, não vamos nos aprofundar muito no tema (existem excelentes blogs para quem quiser se especializar no assunto). O nosso objetivo é apenas dar umas dicas simples para aqueles viajantes que não se preocupam em tirar fotos profissionais, mas sim que viajam com uma câmera simples (ou mesmo apenas com o celular), configuradas em modo automático e querem apenas guardar um registro para si mesmos e para seus amigos e familiares.

Vamos lá?

1. A regra dos terços

Alguma vez você já mexeu nas configurações de display da sua câmera e reparou que, de vez em quando, aparecem linhas desenhando um jogo da velha na tela? Ou talvez tenha reparado isso quando foi postar uma foto no instagram? Se nunca entendeu para quê elas servem, aqui vai a explicação:

Basicamente, as fotos ficam melhores se o objeto de interesse ficar posicionado em 1/3 da imagem, em vez de no meio dela. Por exemplo, na grade a seguir:

Grade para fotografar respeitando a regra dos terços.
Grade para fotografar respeitando a regra dos terços.

Os objetos devem ser posicionados nos pontos verdes. Se o “objeto” for uma pessoa, tente colocar o rosto dela (de preferência os olhos ou o sorriso) nesta região.

Isso dará destaque ao objeto, mas o fundo ajudará a complementar a imagem.

Por exemplo, observe esta bela foto de Paris:

Paris e a regra dos terços da fotografia
Paris e a regra dos terços

Se o fotógrafo tivesse deixado a Torre Eiffel no meio, somente ela teria destaque na imagem. Se tivesse excluído a Torre Eiffel, Paris perderia sua identidade.

2. Posicionando o horizonte

Como um complemento da regra dos terços, as linhas descritas anteriormente podem ser usadas para posicionar o horizonte na foto. Em uma imagem que desejamos dar destaque ao céu, devemos colocar o horizonte na linha de baixo. Se quisermos dar destaque à paisagem, colocamos o horizonte na linha de cima.

Por exemplo, nesta foto do pôr-do-sol no lago Titicaca o horizonte foi posicionado na linha inferior, dando assim mais destaque às cores formadas pelo sol.

Pôr-do-sol na cidade de Copacabana, às margens do lado Titicaca, na Bolívia.
Pôr-do-sol na cidade de Copacabana, às margens do lado Titicaca, na Bolívia.

3. A regra dos ímpares

Como regra geral, uma foto ficará melhor se tiver um número ímpar de elementos em destaque em vez de um número par. Três pássaros em um fio de luz ficarão melhor do que apenas dois. Cinco silhuetas de camelos no Saara será mais agradável que quatro.

A explicação é simples: procuramos o equilíbrio no objeto que está no meio do grupo. Com um número par, não há um centro definido, o que dá a sensação de desequilíbrio na imagem.

Capa do livro Grandes Viagens, do Lonely Planet
Capa do livro Grandes Viagens, do Lonely Planet

4. Utilize as linhas da paisagem para guiar os olhos

Sempre que for possível, tente montar a imagem de forma que as linhas (que podem ser formadas por meio-fio, ruas, estradas, calçadas, corrimãos, etc) apontem para o objeto principal da imagem. Esta técnica é muito interessante em fotos que possuem muitas informações e podem deixar o observador “perdido”, sem saber para onde olhar.

Exemplo:

Linhas que guiam o olhar pela foto.
Linhas que guiam o olhar pela foto.

5. Moldura e enquadramento

Como poucas fotos viram quadro ou vão para um porta-retratos, um enquadramento dentro da imagem pode torná-la mais interessante, principalmente em fotos que o objeto principal poderia ficar “perdido” no meio do céu.

Observe a imagem seguinte:

Enquadramento do Taj Mahal.
Enquadramento do Taj Mahal.

A imagem do Taj Mahal ficou muito mais interessante com o enquadramento feito no primeiro plano. Além de adicionar informação ao céu monótono, ainda reforça a ideia da arquitetura do local.

6. Corte nos retratos

Em muitas situações, quando vamos fotografar uma pessoa, pode não ser possível (ou interessante) enquadrar a pessoa inteira na foto. Para que a foto fique com uma melhor qualidade, deve ser evitado cortar somente os pés ou as orelhas, por exemplo. A imagem abaixo mostra, em verde, os pontos de corte que não prejudicam a imagem, e em vermelho os pontos onde os cortes devem ser evitados:

Pontos de corte de imagens de retrato.
Pontos de corte de imagens de retrato.

7. Pós-edição

Confesso que sempre tive preconceito com imagens editadas (provavelmente por desconhecer o assunto). O fato é que, se você não exagerar, a edição da imagem pode deixar sua foto muito mais interessante, além de revelar informações que podem ter sido perdidas na imagem original.

Não é necessário ser um especialista em Photoshop para editar suas fotos. Eu costumo utilizar um programinha bem simples e free, chamado PhotoScape para editar minhas imagens. Para o celular, meu favorito é o Snapseed.

Alguns conceitos básicos para a pós-edição:

Saturação: está relacionado à intensidade das cores da imagem. Diminuindo a saturação ao máximo, teremos uma imagem em preto-e-branco. Aumentando a saturação, teremos cores mais vivas. Cuidado para não exagerar e perder a naturalidade da imagem.

Contraste: é a diferença da intensidade entre as partes pretas e as partes brancas da imagem. Quanto menor o contraste, mais cinza tende a ficar a imagem. Aumentando o contraste, o preto fica mais preto e o branco mais branco. Diminuir o contraste pode revelar detalhes que foram perdidos nas sombras. Aumentar o contraste pode ser interessante em imagens de praia, por exemplo. Deixando as sombras mais escuras e as nuvens mais brancas dá a sensação de um sol mais intenso.

Brilho: refere-se à claridade da imagem. Aumentar um pouco o brilho de imagens escuras pode revelar detalhes das sombras. Diminuir o brilho pode dar um bom efeito de silhueta em fotos de por-do-sol.

Nitidez: Pode reforçar ou borrar os contornos da imagem. Você pode tentar aumentar a nitidez para tentar recuperar pequenos erros de foco, ou diminuir caso queira intencionalmente borrar a imagem. Note que, ao aumentar a nitidez para corrigir o foco, o software tenta “adivinhar” como a imagem seria. Se exagerar, terá uma imagem muito artificial.

Estas são as principais configurações. Outras opções variam de um software para outro. O ideal é explorar cada uma das opções até ter uma foto bacana, sem grandes exageros.

Abaixo um exemplo de uma praia de Cuba antes e depois da edição:

A bela praia de Ancón, em Cuba, antes e depois da edição.
A bela praia de Ancón, em Cuba, antes e depois da edição.

Aí estão algumas dicas que podem ser seguidas por qualquer um, dispensando o uso de câmeras sofisticadas ou recursos mais avançados.

Conseguiram tirar fotos melhores com essas dicas? Comentem aí! 🙂

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Um comentário sobre “7 dicas infalíveis para você tirar fotos melhores nas suas viagens

  1. Renan, ótimo texto e resumo. São regras básicas que depois que vc aprende, não esquece mais.
    Sobre a edição, eu pude perceber que é uma parte importante do trabalho, pois nela tbm você pode imprimir seu estilo, sua linguagem, a sua maneira de perceber o mundo. Quantas vezes vc já tirou uma foto e não ficou da mesma maneira q vc viu, que ficou na sua memória? Nós enxergamos de maneira e intensidades diferentes e as câmeras fazem só o arroz com feijão, a edição é o tempero pessoal! 🙂
    Eu uso lightroom p edição no pc e um aplicativo free no androido, o fotor, que eu acho mto legal!
    beijoss

    1. Obrigado Cris!
      Realmente, até então eu nunca tinha editado nenhuma foto. Agora edito quase todas, principalmente as do Mucuvinha que precisam ser bem coloridas! Estou até arriscando uns HDR manuais no GIMP 🙂
      Vou dar uma olhada nesses aplicativos que você falou!
      Bjoo

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